domingo, 30 de dezembro de 2018

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

snow flake




Uma publicação partilhada por Banksy (@banksy) a

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Miserable Mou

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

domingo, 25 de novembro de 2018

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

terça-feira, 20 de novembro de 2018

A kind of magic

Os Queen foram uma referência de qualquer puto que se preze nos anos 80.
E Freddie Mercury o show-man absoluto que fez dos estádios a sua sala-de-estar. E a nossa, porque só o(s) podíamos ver pela televisão.
Para nós o filme é voltar atrás. À sala da televisão e do VHS. E gostar disso.
Para os miúdos mais velhos lá de casa foi conhecer um bocadinho desse mundo.
E gostar também. E isso tem muita piada.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

domingo, 4 de novembro de 2018

Wilson Sounds


«When I hear those voices, I try to shut them out. I’m just trying to get a feel for the room and how the songs will come alive inside of it. I’m also trying to get a feel for where I fit into all of this. Back in the old days with the Boys, I never liked going onstage. People used to write about how I seemed stiff. Then they started writing about how I had stage fright. It’s a weird phrase, “stage fright.” I wasn’t afraid of the stage. I was afraid of all the eyes watching me, and of the lights, and of the chance that I might disappoint everyone. There were so many expectations that I could figure out in the studio, but they were different onstage. A good audience is like a wave that you ride on top of. It’s a great feeling. But a crowd can also feel the other way around, like a wave that’s on top of you.

There are other voices, too, along with Chuck Berry and Phil Spector and my dad. The other voices are worse. They’re saying horrible things about my music. Your music is no damned good, Brian. Get to work, Brian. You’re falling behind, Brian. Sometimes they just skip the music and go right for me. We’re coming for you, Brian. This is the end, Brian. We are going to kill you, Brian. They’re bits and pieces of the rest of the people I think about, the rest of the people I hear. They don’t sound like anyone I know, not exactly, except that I know them all too well. I have heard them since I was in my early twenties. I have heard them many days, and when I haven’t heard them, I have worried about hearing them.

My whole life I’ve tried to figure out how to deal with them. I’ve tried to ignore them. That didn’t work. I’ve tried to chase them away with drinking and drugs. That didn’t work. I’ve been fed all kinds of medication, and when it was the wrong kind, which was often, that didn’t work. I have had all kinds of therapy. Some of it was terrible and almost did me in. Some of it was beautiful and made me stronger. In the end, I have had to learn to live with them. Do you know what that’s like, to struggle with that every single day of your life? I hope not. But many people do, or know someone who does. Everyone who knows me knows someone who does. So many people on the planet deal with some type of mental illness. I’ve learned that over the years, and it makes me feel less lonely. It’s part of my life. There’s no way around it. My story is a music story and a family story and a love story, but it’s a story of mental illness, too. »

terça-feira, 30 de outubro de 2018

domingo, 28 de outubro de 2018

Roma eterna


«Na primeira visita à Questura na Via Genova, junto à Via Nazionale, saímos de mãos vazias, porque chegámos às oito da manhã e já não havia senhas. No dia seguinte, estávamos na bicha antes das seis e conseguimos entrar, rodeados por uma maré humana heterogénea, no pátio do edifício. Ao fundo, havia um postigo a que tínhamos de ir, um a um, com o passaporte e o contrato de trabalho. Com centenas de pessoas à espera, o postigo abria e fechava a espaços: agora atende-se, agora não. Aproximei-me para verificar o que se passava lá dentro e vi um cavalheiro com uns 30 anos e uns enormes óculos de sol a folhear La Gazzetta dello Sport. Quando encontrava uma notícia interessante, ou se aproximava dele um colega de trabalho para fazer algum comentário importante sobre o joelho do Totti ou o esquema táctico da Roma, o cavalheiro dos óculos escuros fechava o postigo; passada a emergência retomava o contacto com os cidadãos. Vão pensar que estou a inventar isto. Quem me dera.
(…)
Certa tarde, a caminho do meu escritório no La Repubblica, vi um miúdo a arrombar a porta de um carro no parque da estação Termini. Dois carabinieri aproximaram-se por detrás, agarraram-no pelos braços e algemaram-lhe as mãos atrás das costas. Nada de especial, uma simples cena quotidiana. Mas eu sou daquelas pessoas que, só para não irem trabalhar, estão dispostas a entreter-se com qualquer coisa, e fiquei a ver.
Um dos agentes foi-se embora e o outro ficou com o detido e encaminhou-se para a esquadra da estação. Lá iam eles, quando tocou um telemóvel, o do carabinieri. Levou-o ao ouvido e disse "ah, sí, mamma", ao mesmo tempo que dirigia um gesto de desculpa ao ladrão de carros. O miúdo assentiu, compreensivo, e ficou à espera, olhando ora para o céu ora para os sapatos, enquanto o carabinieri ouvia da mãe o que, a julgar pela cara dele, deduzi ser um reprimenda.
A fim de uns minutos, desligou e pediu desculpa ao detido: 
- Scusami, lo sai come sonno le mamme…
- Lo so, lo so, signor carabinieri, per carità… - respondeu o preso, com um gesto de compreensão infinita.»

terça-feira, 23 de outubro de 2018

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

"Nobody knows what awaits for the dead"

Eu, por exemplo, nunca pensei ir ver a Lady Gaga ao cinema, mas passei a chave do carro à minha dona e à filha mais velha. Para chegar ao cruzamento. De Cooper na música e Gaga nos filmes. 
E sem stops ou sinais vermelhos. Agora dou-lhes um beijo.


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

É óbvio !

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

One Day in his Life


«Who among those so-called humanitarians who had kept their silence on the H-Blocks, who among them could put a name on this type of humiliation and torture, when men are forced by extreme torture into the position that they had to embark upon a dirt strike to highlight the inhumanity poured upon them ! How much must we suffer, I thought. An unwashed body, naked and wrecked with muscular pain, squatting in a corner, in a den of disease, amid piles of putrefying rubbish, forced to defecate upon the ground where the excreta would lie and the smell would mingle with the already sickening evil stench of urine and decaying waste food. Let them find a name for that sort of torture, I thought, rising and moving towards the window to seek fresh air, the beatings, the hosing-downs, starvation and deprivation, just let them bloody well put a name on this nightmare of nightmares.

(...)

I find it startling to hear myself say that I am prepared to die first rather than succumb to their oppressive torture and I know that I am not on my own, that many of my comrades hold the same. And I thought of my dead comrades again. My friends who had stood beside me one day and were dead the next. Boys and girls just like myself, born and raised in the nationalist ghettos of Belfast to be murdered by foreign soldiers and lecky sectarian thugs. How many have been murdered at their hands throughout the occupied Six Counties. Too many ! One boy or girl was too many ! How many more Irish people would die ? How many more lives would be lost before the British had decided they had murdered enough and were forced to get out of Ireland forever ?»

terça-feira, 16 de outubro de 2018

passagem do testemunho


Imagem relacionada

- Pai, we're afraid of no ghost.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Smells like Teen Spirit

A vida começa a mudar. A tua infância de menininha vai ficando para trás, depressa e ao ritmo dos passos com que desapareces a caminho do Liceu. Como areia por entre os dedos, dizia o meu Avô. Desces a rua e lá vais tu, sozinha. Deixando os manos e as primas na saudade de já não irem contigo para a escola. Livre (que é a melhor sensação que há no mundo), e responsável. Agora com a chave de casa e o cartão do sétimo ano na mochila. Com mais trabalho, mais disciplinas e cadernos debaixo do braço. Mas também com a música dos altifalantes da Secundária nos intervalos. Vais conhecer outra gente e outros lugares e descobrir novas bandas e os teus Nirvana. E vais procurar novos livros e filmes que nunca viste. Vais aprender. Muito muito mais. Coisas que nem eu próprio sei e que me vais ensinar. Todos os dias vão contar, e tudo for realAos poucos virão novos amigos e alguns desgostos. E sensações que vão brotar com a força do mundo inteiro. Intensa e apaixonadamente. Que irás somar e colar na tua caderneta. Os teus olhos vão brilhar muito e sorrir imenso, e, de vez em quando, murchar um pouco. Nuns dias talvez acordes furiosa, noutros encher-nos de beijos. É um bocado assim. Serás a mesma embora diferente. E toda a roupa deixará de te servir. Vais precisar de novos tops e vai haver coisas que só vais falar com a tua mãe, porque vais crescer. E a vida vai deixar de ser só bela para ser muito mais interessante. E vai ser linda. E tu mulher... zinha.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Aznamour (1924 - 2018) *



* assim o chora a minha Mamazita.

domingo, 30 de setembro de 2018

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

"I believe that a united Ireland is right and just"



«He had his own reservations about Hunger, all the same - partly because he had to lose 14kg to play a man who took 66 days without food to die; partly because of taking on the role of Sands, an intimidating prospect for any Irishman. "You don't want to do that if you think it's not going to be a good film, or it's not going to tell a story in the right way, or do justice to the amount of effort and time and work you put into it. But once I met Steve and Enda [Walsh, the playwright who co-wrote the script], I was like, I have to do this, I have to work on this."
Fassbender was four when Sands died in May 1981. His father Josef, a chef, is German; his mother, Adele, is from Larne, near Belfast. The family moved from Heidelberg, where Michael was born, to Killarney when he was two. Having grown up at the opposite end of Ireland at around the same time, I mention that I don't remember the details of the hunger strikes and their aftermath, but have very clear, visceral memories of the tension that hung in the air.
"That's what I remember. That's exactly it. I remember the tension. This Bobby Sands character, I knew there was a big commotion about this guy, and the struggle in Northern Ireland. Because my mum's from the north, all my holidays were in the north - we never went abroad. What I remember is the difference between the south and the north, crossing the border. Soldiers with guns. Watchtowers, helicopters. But I didn't really know ... we never really discussed politics at home." 
(...)
"I just knew that I had to do it. I knew all the stuff we had filmed before that was pretty ... special, and I didn't want the last part of the film to break the illusion. I knew I had to get superthin." He is careful not to claim anything so crass as an insight into Bobby Sands' mind, though I mention that the lowest weight Fassbender reached, 58kg, is the weight at which, in my edition of Sands' diaries, the Republican made his last entry. "Wow. I didn't know that. I didn't know he stopped at 58. Shit."»
'The Guardian', Outubro de 2008

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

a camisola não engana



A Júnior saúda o Capitão.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Jokerpot !


domingo, 23 de setembro de 2018

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Zoo2

Houve um tempo em que os U2 contavam. Na nossa Europa que estava toda a mudar e que o fazia todos os dias.
Tem 25 anos.



sábado, 15 de setembro de 2018

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

tudo menos serena

[Mark Knight]

Depois do árbitro, agora é a vez do cartoon. 
Racista e sexista seria não escrever ou desenhar sobre o tema. Como racista e sexista teria sido desculpar o comportamento de Serena Williams em campo quando tinha acabado de partir uma raquete e chamado o árbitro de mentiroso e ladrão. 
Leiam Navratilova.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Keane by Roy


«Gary Neville  had come to see me just after the warm-up; it was an evening kick-off. We'd just come back into the dressing room. Gary told me that some of the Arsenal players had said something to him in the tunnel, that they weren't going to take any nonsense - they'd be waiting for him.
(...)
But I didn't pay much attention to what Gary said.
'Whatever, Gary.'
I was getting into the zone myself. I was concentrating on my job, getting ready to go out on to the pitch. I wasn't one for shouting and roaring in the dressing room. I'd be geeing myself up, in a calm way. The last thing I wanted was Gary in my earhole, going, 'They've been shouting at me in the tunnel.'
My attitude was, 'Fuckin' deal with it. You're not eleven.'
But he'd planted a seed in my head, warning me.
I was always one of the first out to the tunnel. As captain, I'd be leading the team out. The Highbury tunnel was a strange one, like a little alleyway. Very tight. It was hard to avoid contact with people, even if you were trying to. There was always a lot of tension there. And night matches always created more tension anyway.
I'd forgotten my captain's armband - simple as that. So I turned to go back to the dressing room.
'Go down, lads, I'll be with you in a minute; I forgot my armband.'
And I went back, past our own players. Albert, the kit man, had the armband and was putting it on me.
'All the best, Roy.'
As I walked to the front I heard something going on at the top of the tunnel. All I could see was a few fingers, pointing at Gary.
I lost it.
Five seconds earlier, I'd been perfectly calm, in the zone, ready for the match. But, because of what Gary had said to me, I just went, 'The fuckers - they are waiting for him.'
I'd thought they might have booted him out in the pitch. But in the tunnel? I just thought, 'The fuckers.' They are trying to bully him. They were a big team and, in the tunnel, they were even bigger.
So I said to myself, 'All right. Let's go.'
I went down there. I'd lost it, but I wasn't zoning out; I wasn't forgetting about the game.
I said, 'We'll see you out there.'
I just felt they were bullying Gary. I don't think it was intimidation; it was bullying. There's a difference. If Patrick Vieira had come up to me and said, 'I'm going to have you', that would have been intimidation. It would have been a clash between equal personalities. But Gary was quiet - I think they were going for one of the weaker players of the team. (...) In football, intimidation is legitimate but bullying isn't. I never went looking for a full-back who'd never done anything to me. I'd look for people who were in my position or were physically important for their team. I'd always thought 'They can give it back to me.' I never went for a tricky winger or a small full-back.
'I'll see you out there.'
I meant it. I love the game of football. We'd sort it out on the pitch - no hiding places.»

sábado, 8 de setembro de 2018

sempre a dar bronca

Kaleem Aftab: You've used present-day documentary footage to emphasise action in a fictional feature film before - the Rodney King beating at the start of Malcolm X, for example. What is the power of mixing modern documentary footage into period fiction?
Spike Lee: (…) I was in Martha's Vineyard last August 11th and 12th when that debacle happened in Charlottesville. We did not go into production on BlacKkKlansman until the fall, and I was really moved watching what was happening on TV, on CNN, and really it was David Duke, the alt-right, neo-Nazis and the Klan that wrote the ending for BlacKkKlansman that was not the original ending. Those motherfuckers wrote the ending at the expense of the life of Heather D. Heyer [killed when a car was driven into a crowd of counter-protesters]. Once that happened in August, I always knew I had my ending. I just didn't write it.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Boogie Reynolds



(1936 - 2018)

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Almanaque


127 suculentas páginas de celebração à 1ª Emenda. 
Que bonito.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

14



e mal sabiam eles que o '1972' do Josh Rouse gravado num cd pelo outro mano amigo, que agora vive longe, e que o deixou na prateleira com beijos escritos para antes de partirem, iria ficar para sempre.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

'A Livraria', de Isabel Coixet





Quem ama os livros ama as livrarias. As casas deles. Guaridas a que não escapo ou resisto. Cá ou lá fora. Todas se possível. Para mim igual a catedrais. Ou lojas de brinquedos quando a gente era pequena. Tenho mau nariz mas é um cheiro que injecto. Papel encadernado como droga, colocado sobre móveis encerados. Depois vem o prazer de olhar para lombadas e lombadas. Entreter-me no meio das estantes. Pegar em volumes grossos ou folhear os de capa mole. Sentir-lhes o peso. Ler frases ao acaso ou na contra-capa. Procurar as que são flechas. Envenenadas de preferência. Descobrir nomes novos. Imagens novas. Lugares que nunca vi. Biografias. Cabeças com ideias em formato de letras. Ou em desenhos. Templos de corredores e corredores que contam histórias e segredos. Vidas ali inteirinhas que venceram a morte e onde às vezes só chegamos de escadote. Com os ponteiros a passar e os livros empilhados debaixo do braço. E depois ficar. Numa espécie de ressaca. Até que acordamos e dizemos "Bem, vamos embora".

Em Portugal há uma que já não é. Passou a museu de livros. E aos museus vai muita gente, que faz filas à porta e compra tickets e fala muito e se chama alto. Estão excitados  e vêm jactantes, e trazem máquinas, vouchers e mochilas, e dão-nos toques e empurram que estão com pressa. E querem ver. E os livros são tudo o que está a mais, ou são brindes que agarram para a selfie que precisam no insta ou no facebook daquele dia. Falam muito e muito alto. E eu já não consigo ler as frases ou ver as capas. Porque só oiço "maman, ici" ou qualquer coisa em japonês. E um sorriso é postado, enquanto compram canetinhas e postalinhos de recordação e nem percebem que com tanto flash nos furtam o silêncio que o livro quer para calar dentro de nós. 
A 'Lello', no Porto. Nunca mais lá tinha ido. Até diziam que ia falir. Mas voltei para a ver agora. Depois dos lonely planets e dos prémios todos e da febre das cidades de hoje. Que ordenam que se conheça a escadaria do Harry Potter, ou lá o que é. 
Fugi. Ninguém merece sufocar na claustrofobia de um espaço aberto.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Sim, Sr. Hulot !




Liberté, Fraternité, DIGNITÉ

Man Respect


José Mourinho após derrota por 3 secos em casa com o Tottenham.




The Stretford End, officially the West Stand, is a stand at Old Trafford, the stadium of Manchester United Football Club. 
Only Denis Law (in the 1960s) and Eric Cantona (in the 1990s) have reached the status of "King of the Stretford End" among the United faithful, the former for his formidable goal record and the latter for his charisma and aura.

sábado, 25 de agosto de 2018

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

She made it feel


(1942 - 2018)

'Memoir' by John McGahern


«My father's world went inwards to darkness and violence, lies and supression: the school, the library, the river, the Church, all went outwards, to light and understanding, freedom and joy.
In the beginning was my mother. The only way that life could be continued with her was through prayer. When I slipped into the empty church to pray for her, images of our life together kept returning to displace the words of prayer (...).
(...)
She never really left us. In the worst years, I believe we would have been broken but for the different life we had known with her and the love she gave that was there like hidden strength.»

Comprei este livro na "Kenny's Bookshop", uma bonita livraria de Galway, na primeira vez que fui à Irlanda.  E foi preciso regressar, 13 anos depois, para o conseguir ler. A "Kenny's" que ficava na High Street já não existe.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Rocky Road to Dublin



'Bora lá, putos !
E força nas canetas.


(e  deixar finalmente para trás este horrível mês de Julho)

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Dia da (Rainha) Mãe

E agora, com as pilhas novas que te puseram nesse enorme coraçãozinho, estás pronta para mais 72 anos !

It's only Rock 'n' Roll.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Trumpest


                          “I want answers, people! Who am I working for and why?”
New Yorker, 25.07.2018

sexta-feira, 20 de julho de 2018

quarta-feira, 18 de julho de 2018

O SBSR já foi

Cacete !
Estou com a Blitz na mão e aparece-me o cartaz deste fim-de-semana. Vem aí mais um Super Bock - Super Rock. 
Mais um, o caraças. Já não é.
O SBSR era o Meco inteirinho. O SBSR era deixar a cidade à sexta e atravessar a ponte em cima da Vespa ie-ie e parecer que mudávamos de mundo. Eram os esses da nacional para acabar no Cabeço da Flauta e entender que não havia melhor nome para uma loja de concertos.
Era a praiinha no dia depois com sabor a choco frito e salada de polvo. Era sempre a casa da Susaninha e acordar ao meio dia do dia seguinte no meio de pessoas que não conhecíamos e que liam a Rolling Stone ou mostravam o biquini novo, enquanto o sábado à noite demorava. Era uma play-list do i-pod dos outros que ouvimos (com o desdém que se impõe) enquanto damos um mergulho entediado.
O SBSR era outra coisa. Era pó. Era aquela miúda de 20 anos já bem perto de Alfarim que
implorava: "LEVA-ME !"
O que não era era uma Expo limpinha, certinha e toda arrumadinha e em que o som é tudo o que está a mais.
O SBSR era um bocado istoisto e isto. Que se lixe.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Be a Man, my Son !



If you can keep your head when all about you   
    Are losing theirs and blaming it on you,   
If you can trust yourself when all men doubt you,
    But make allowance for their doubting too;   
If you can wait and not be tired by waiting,
    Or being lied about, don’t deal in lies,
Or being hated, don’t give way to hating,
    And yet don’t look too good, nor talk too wise:

If you can dream—and not make dreams your master;   
    If you can think—and not make thoughts your aim;   
If you can meet with Triumph and Disaster
    And treat those two impostors just the same;   
If you can bear to hear the truth you’ve spoken
    Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
    And stoop and build ’em up with worn-out tools:

If you can make one heap of all your winnings
    And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
    And never breathe a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
    To serve your turn long after they are gone,   
And so hold on when there is nothing in you
    Except the Will which says to them: ‘Hold on!’

If you can talk with crowds and keep your virtue,   
    Or walk with Kings—nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you,
    If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
    With sixty seconds’ worth of distance run,   
Yours is the Earth and everything that’s in it,   
    And—which is more—you’ll be a Man, my son!

“If” by Rudyard Kipling

terça-feira, 10 de julho de 2018

domingo, 8 de julho de 2018

O Mística




"O que é A Mística ? Bem, é difícil de explicar, embora se sinta muito. É vestir o manto sagrado, ir, jogar, vencer, mas sobretudo ir embora com elegância."

Entre amigos sabemos isto de cor.
48 anos a servir o Benfica. Shéu Han deixou hoje o futebol, mas com "Pézinhos de Veludo", como sempre quando jogava. Felizmente continua no Benfica. E nós com ele.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Victor Jara Vive !

Era miúdo e costumava ver numa gaveta lá de casa umas cassetes da BASF que o meu pai tinha gravado, ao lado das do Zeca Afonso, do Zé Mário Branco e do Sérgio Godinho. À mão, com tinta de esferográfica azul, tinha escrito "Victor Jara" e depois, na capa da cassete, uma lista com o nome das canções (lado A e lado B). Não sei se ainda existem, mas durante muito tempo olhei para elas sem saber quem era o nome sublinhado a azul.

Soube mais tarde.
O homem da guitarra, poeta e cantor de intervenção no Chile dos anos 70, activista,
professor e Director da Universidade Técnica do Estado, e um dos primeiros a cair às mãos dos carrascos de Augusto Pinochet, após o golpe de Estado que depôs Allende.
E de como foi levado com outros prisioneiros para o Estádio Chile (hoje Victor Jara), onde foi espancado e lhe esmagaram os braços e os dedos da mão enquanto - conta-se - lhe diziam que tocasse guitarra. E onde foi fuzilado com 23 tiros no corpo, para a seguir o abandonarem numa rua de Santiago do Chile perto de um cemitério.

Soube agora, 45 anos depois, da condenação de oito ex-soldados chilenos a 18 anos de prisão, pela morte de Victor Jara.

terça-feira, 3 de julho de 2018

a kind of Magic


the King of Bel-Air

segunda-feira, 2 de julho de 2018

domingo, 1 de julho de 2018

segunda-feira, 25 de junho de 2018

sábado, 23 de junho de 2018

sexta-feira, 22 de junho de 2018

explicar o inexplicável



“(...) 
Quão salutar e revigorante foi o contraste com a selecção portuguesa. Eis um conjunto de jogadores com perfeita noção de que a qualidade é um bem escasso e precioso, que deve ser tratado como um recurso finito do planeta. Frugais e poupadinhos com os nossos consumos intermédios (boas ideias, passes certos, remates enquadrados) fazemos apenas o estritamente necessário para conseguir o resultado que desejamos, delegando parte substancial da tarefa à inoperância adversária.
E assim aconteceu no jogo contra Marrocos. Ao minuto 4, Cristiano Ronaldo colocou Portugal na condição que lhe pertence por direito: a inexplicável vantagem no marcador. Daí para a frente foi uma questão de aguardar que os marroquinos percebessem por si próprios - através do método ancestral da tentativa e erro - que nenhum dos seus planos ia resultar, e que a atitude correcta perante as circunstâncias era perderem não só o jogo, mas a alegria de viver.
Uma lição de eficiência. Foi como se toda a empreitada dos Descobrimentos tivesse sido preparada pelo Infante D. Henrique no promontório de Sagres, numa cadeira de baloiço e com uma manta nos joelhos, a desafiar o Atlântico num plácido murmúrio: "Ora então o Cabo das Tormentas que venha cá meter-se com a gente, para vermos se é assim tão tormentoso. Eu aqui o espero".
Esta capacidade recém-adquirida para defrontarmos uma sucessão de equipas que se calhar mereciam ganhar-nos, mas se revelam incapazes de o fazer, levou a comparações com a Itália, comparações que não iluminam o assunto nem favorecem nenhuma das partes envolvidas. A Itália é historicamente exímia a atrapalhar de forma deliberada a manobra ofensiva das outras pessoas. Portugal é contemporaneamente exímio a estar no sítio certo enquanto, por mero acaso, as outras pessoas se atrapalham sozinhas. (O catenaccio tornava o jogo mais previsível e menos excêntrico; nós tornamos tudo incompreensível).
Cada estilo coerente, por ser uma maneira de observar o Mundo e de responder ao que se observa, incorpora uma moral. Aqui estou, proclama o estilo: é esta a maneira como o meu sucesso justifica a qualidade da vossa alegria. O estilo actual da selecção portuguesa, por ser um anti-estilo, não cede ao impulso artístico de olhar para dentro, e limita-se (com a veemência dos predestinados) a apontar para fora. Observamos aquilo de que os outros são capazes, e concluímos que são incapazes. Que não conseguem fazer aquilo que querem, nem sequer têm a sorte necessária para que lhes aconteça o que querem de forma acidental. Um bando de inúteis, no fundo. Pelo que a nossa felicidade consiste em sabermos que, mais uma vez, nos desviámos dois passos para o lado, dois segundos antes de levarmos com um piano nos cornos.
Tendo honrado, desta maneira brilhante, a memória de Figo, Rui Costa, Futre, Chalana e Eusébio, tendo cumprido, em suma, o sonho de D. Sebastião, resta-nos agora perguntar: mas afinal isto serve para quê? Será possível ir ultrapassando todos os obstáculos desta maneira? Um Universo racional permitirá que dois troféus consecutivos sejam conquistados assim?
É pouquíssimo provável, mas o tempo o dirá, e só se deve fazer uma pergunta de cada vez. Antes disso, ainda temos mais esperanças para aniquilar, mais inocências para destruir. Enquanto houver uma criança nas bancadas, sorrindo na expectativa de um grande espectáculo, enquanto sobrar um único circunspecto espectador neutral, convencido de que vai perceber alguma coisa do que se passa dentro de campo, a nossa tarefa não está cumprida. No que depender de nós, ninguém na Rússia se diverte, e ninguém aprende nada. Às armas!

"Uma máquina para matar purismos", por Rogério Casanova, in DN

quarta-feira, 20 de junho de 2018

está um belo dia para matar um borrego com 32 anos



Não se pode odiar para sempre o sorrisinho de um cromo, só porque meteu duas batatas na baliza do Damas (certo, se tivesse sido na do Bento tinha sido pior). 
Acho que até um par de corninhos lhe desenhei na caderneta. Para não dizerem que não fiz a minha parte.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Parábola pop


We are everyday robots on our phones
In the process of getting home
Looking like standing stones
Out there on our own

We’re everyday robots in control
Or in the process of being sold
Driving in adjacent cars
'Til you press restart

sábado, 16 de junho de 2018

sexta-feira, 15 de junho de 2018

sábado, 9 de junho de 2018

5 para as de Ouro


"O tempo só estrangula
quem não ama. E sabiam
que deles algo
noutros ficaria, transfluente."

António Osório

Parabéns, meus queridos !

quinta-feira, 7 de junho de 2018

domingo, 3 de junho de 2018

Old Whore


"... much like the act of professional writing. 
It's just another perpetual loop. Think of it like fucking... which is only fun for amateurs. Old whores don't do much giggling.
(...)
That a writer's real purpose, whether they like it or not, is to pass a judgement on History. Recent or otherwise... The irony being that in passing judgement... a writer enters that same stream of History. Which as good old Dickie Nixon noted is a very tricky thing to escape from. And leads you inevitably... to judgement yourself. Can't escape it. Your achievements... like bricks... will come to found the walls... of your mausoleum..."

sexta-feira, 1 de junho de 2018

"What Is Possible", by Mohsin Hamid

«In California, my mom worked an entry-level job at what now might be called a Silicon Valley tech business. It made audiocassettes. My dad made peanut-butter-and-jelly sandwiches and popcorn. He picked me up from preschool, strapping me into the yellow child seat mounted at the back of his bike. He had a mustache and sideburns and not much more hair than that, and on his bike I toured the campus of the university where he was studying and went to swimming class and the grocery store, and at his side on our sofa I watched cartoons on our small black-and-white TV, a TV in which I always saw colors, though I was told by friends that this wasn’t possible.
My dad never told me that it wasn’t possible. He was my buddy, and we made model planes and ant terrariums, and went hiking in the hills and swimming in Lake Lagunita, which in those days was sometimes dry and sometimes not. We fed butterflies sugar water and watched them unfurl what we called their tongues and drink.
My mom drove to work every weekday morning in our secondhand blue Datsun and drove back every evening in time to make us dinner. She brought home the bacon, in my mind. (Of the non-pork variety, I ought to add, given that we were a Muslim family, though I’m not sure I was aware that there was such a thing as religious identity, back then.)
Once, my mother’s younger brother visited from Pakistan. “Where’s your wife?” I probed. “I’m not married,” he told me. “Then who makes the money?” I asked.
My mother told me that my uncle thought it was odd that I called my parents by their first names.
My earliest best friend was a Dutch kid whose dad was a geologist and whose mom was part Indonesian. My subsequent best friend was an American kid whose father was an African-American poet and whose mother was what I suppose should be called European-American and I think was originally from Texas. The thing I remember most about them was that they had almost the same first name, his mother and his father, different by just one letter.
But I guess my real best friend was my dad. It’s funny to think that, as I write this, I’m twice the age he was when I was born. He was a young dad, and it felt as if he had all the time in the world.
When I was nine, he finished his Ph.D. and we moved back to Lahore, and that part of my life came to an end. He got a job as a university professor, so he wasn’t at home anymore, and, after my sister arrived, my mom worked for another year or two, then stopped, and I grew older, and things changed, as things do.
It’s been the better part of four decades since we first moved back to Pakistan, and in that time I’ve lived all over the place and worn a suit to work in Manhattan and ridden the tube to work in London and lost my hair like my dad and married and had two kids, and now I live next door to my parents in Lahore, and when my kids come home from school I’m the one who sits with them and watches cartoons on TV.
My wife works and I write, so my days are spent in the house, and I get to go hunting for butterflies with my kids and watch the kites build and rebuild their nest in a tree on the back lawn and preen on the water-overflow pipe on our roof like the symbols adorning some proud nation’s currency.
On the weekend, my wife joins us on our outings, and so do my parents, or, rather, we all join my dad, because he has the patience to find the nest of a tailorbird or the slyly dancing form of a praying mantis, which takes some doing, for we don’t live in the countryside; we live in a city of eleven million people.
At times, I miss having a regular job and a place to be during the day with people my age. I miss it a lot. I can be resentful of my wife. I can complain, even as she tells me that I’m doing exactly what I told her I always wanted to do.

But then there are times such as when, a few months ago, my five-year-old son looked at me while we were playing and said, “Baba, when I grow up, I be your brother?”
And I looked at him with wonder and said, “Yes. When you grow up, you be my brother.”»

in The New Yorker, 30 de Maio