quinta-feira, 18 de julho de 2019

quem não ?

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Pavarotti


Um dos maiores de sempre, com Domingo (que assisti em concerto como "lanterninha" no Estádio do Belenenses) e Carreras. Mas aquele de quem me lembro primeiro e há mais tempo. Um grande que a geração pop dos anos 80 viu glorioso em todo o seu tamanho. Com a riqueza, não só da voz, não só da música, mas daquilo que quis fazer fora de palcos e teatros. Tocante.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Born a Crime


«Cresci na África do Sul durante o apartheid, um facto algo inconveniente porque fui criado numa família mista, sendo que o mestiço era eu. A minha mãe, Patricia Nombuyiselo Noah, é negra. O meu pai, Robert, é branco. Suíço-alemão, para ser mais exacto, e estes são invariavelmente brancos. Durante o apartheid, um dos piores crimes que se podia cometer era ter relações sexuais com uma pessoa de outra raça. Escusado será dizer: os meus pais cometeram esse crime.
Em qualquer sociedade baseada no racismo institucionalizado, a miscigenação desafia o sistema, apontando-o como injusto, insustentável e incoerente. A miscigenação prova que as raças podem misturar-se (e, em muitos casos, querem misturar-se). Visto que um mestiço personifica essa falha na lógica do sistema, a mistura de raças torna-se um crime pior do que a traição.
Só que, como os humanos são humanos e o sexo é o sexo, a proibição nunca impediu ninguém de contorná-la. Já havia miúdos mestiços na África do Sul nove meses depois de os primeiros barcos holandeses terem chegado à baía da Mesa. Os colonos na África do Sul aproveitaram-se das mulheres indígenas, como é, aliás, costume dos colonos. Mas ao contrário do que aconteceu na América, onde qualquer pessoa com uma gota de sangue negro se tornava automaticamente negra, na África do Sul as pessoas mestiças foram classificadas num grupo à parte, nem negro, nem branco, mas "de cor". As pessoas de cor, os negros, os brancos e os indianos eram obrigados a registar oficialmente a respectiva raça. Com base nessas classificações, milhões de pessoas foram desenraizadas e deslocadas. As áreas indianas foram segregadas das áreas de cor, que, por sua vez, foram segregadas das áreas negras; e todas elas foram segregadas das zonas brancas e separadas umas das outras por zonas-tampão de terra desocupada. Foram aprovadas leis que proibiam o sexo entre europeus e nativos, leis essas que, mais tarde, foram emendadas para proibir relações sexuais entre brancos e todos os não-brancos. (…) Os infractores arriscavam uma pena de prisão de cinco anos. Havia esquadrões policiais cuja tarefa era espreitar por janelas (…) E se um casal inter-racial fosse apanhado, Deus o acudisse. A polícia arrombava a porta ao pontapé, arrastava os criminosos para a rua, espancava-os e prendia-os. Era, pelo menos, o que faziam ao negro. Ao branco era mais: "Bom, eu digo que estava embriagado, mas não volte a fazer isto, sim ?».

domingo, 14 de julho de 2019

sexta-feira, 12 de julho de 2019

pequena e balada sem jeito de saudade e despedida a um verdadeiro artista que deixa os relvados


Saíste ao minuto 10 do dia 10, mas já tinhas começado a sair com o Santa Clara, quando as lágrimas teimavam em adivinhar o adeus que não queríamos. Levas a Luz contigo e o paixão do adepto a quem outorgaste golos e mais golos, bandeirando futebol musicado com carinho. O melhor de ti que foi o melhor que nos podias dar. Como a beleza de um simples toque ou de um passe que sonhaste segundos antes. Como a doçura de uma finta ou no engodo de uma desmarcação. Magicada com a certeza de repetires o momento único e irrepetível. 
De tanto foste tudo. 
Chuto infinito, a quem jurámos sempre 
o golo do título.

 (Estádio dos Arcos - Maio 2017)

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Reigning Champs


2 horas num ringue a enxertar uppercuts nos queixos da multidão. Jabs e ganchos cuspidos à velocidade de rimas. Versos debitados com a força de um Tyson e o swing de Ali. E quem swinga somos nós. 
The Roots no Cascais foi um punch de história negra. Foi rap, hip-hop, funk, soul, R&B, you name it. Até ao KO final. 
Philadelphia, PA.

terça-feira, 9 de julho de 2019

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Samba de muitas notas sim

(foto: Tom Copi/Getty Images)


O Mestre. 
Uma mágoa: não o ter "ouvisto" em concerto. E com bilhete comprado ! Cancelado à última da hora. Suponho que o ar condicionado da sala não estivesse à temperatura certa. Capaz de desafinar o violão. E essa não.
Um abraço no Carlos Alberto, da 'Toca do Vinicius', em Ipanema, RJ, que me emprestou aquele livro do João Gilberto (1931 - 2019).  

sábado, 6 de julho de 2019

sábados de manhã


terça-feira, 2 de julho de 2019

Magical mistery tour


Obrigado Paizão. Grande momento.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

sábado, 29 de junho de 2019

obrigatório para a geração que cresceu nos 80's


«O sarcófago que cobre o quarto reactor está a enfraquecer, por causa da chuva e da erosão. No seu interior, encontra-se combustível nuclear que continuará activo durante os próximos 100.000 anos. Chernobyl ainda agora começou.»

quinta-feira, 27 de junho de 2019

segunda-feira, 24 de junho de 2019

quarta-feira, 19 de junho de 2019

domingo, 16 de junho de 2019

BanKsy em Lx





Unauthorised, é claro.

sábado, 15 de junho de 2019

Time's up

sexta-feira, 14 de junho de 2019

may the North be with you


Não só impediram o threepeat aos crónicos Golden State, como são a primeira equipa de fora dos E.U.A. a vencer um título.
Que frescura !

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Santo António dos Artistas


(foto: Fezas "Folhadela")

terça-feira, 11 de junho de 2019

INDEH

«Quando éramos novos, andávamos por este país, de Este a Oeste, e não encontrávamos ninguém senão os Apaches.
Depois de muitos Verões, voltámos a andar e descobrimos que uma outra raça de pessoas tinha vindo tomá-lo. 
Porquê ?»

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Domingo Desportivo - parte II


Dois títulos internacionais em 3 anos.
Difícil explicar ao puto que houve uma altura em que Portugal não ganhava nada.
E que bonito ver a Formação a dar cartas.

Domingo Desportivo - parte I



O maior de sempre em terra batida. 
Há nove anos anotávamos a vitória no Roland Garros.
Há cinco, a .
Hoje é a 12ª. E pelo caminho despachou o campeoníssimo Federer em três sets e duas horas, de cujos 20 títulos de grand slam se aproximou um pouco mais.
Enfim, já não há palavras para Nadal. É bater palmas.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

subscrevo

“É isto que torna essencial o direito a ofender. É esta a razão por que o direito a ofender foi essencial ao progresso humano e ao desenvolvimento da nossa cultura e sociedade ao longo da História moderna. O direito a ofender é, na verdade, a vanguarda, o coração, da liberdade de expressão e de imprensa. Que sentido teriam, afinal, essas liberdades se só fossemos livres de dizer o que as outras pessoas gostassem ? Tratar-se-ia sequer de um direito, se nos fosse sonegado no momento em que escolhêssemos exercê-lo para dizer coisas que os outros consideram erradas ? (…)
Em nome da protecção das pessoas contra palavras e imagens ofensivas e alegadamente prejudiciais, assistimos a ataques à liberdade de imprensa que talvez nem os políticos reaccionários do passado ousariam. Não é só uma questão de as pessoas se dizerem a favor da liberdade de expressão em teoria e na prática a fragilizarem. Diz bem do estado a que chegou a pseudodefesa da liberdade de expressão que hoje seja aceitável alguém exigir censura e, ao mesmo tempo, se arvorar em combatente pela liberdade.”(…) A hipersensibilidade à ofensa tornou-se tão comum, que até pode ser difícil recordar que no passado as coisas se passavam de modo muito diferente. A canção das pedras e dos paus simbolizava a atitude que a maioria dos adultos queria transmitir aos filhos: que, quando se cresce numa sociedade livre, há que aprender a lidar com as palavras e as opiniões das outras pessoas, sem verter lágrimas por isso. Era uma vez um tempo em que ofender e ser ofendido se considerava parte inevitável de uma vida plena.”

terça-feira, 4 de junho de 2019

sábado, 1 de junho de 2019

Loverpool


A camisola para o jogo do meu próximo sábado de manhã.

um dos nossos


terça-feira, 28 de maio de 2019

segunda-feira, 27 de maio de 2019

sábado, 25 de maio de 2019

terça-feira, 21 de maio de 2019

Niki Lauda (1949 - 2019)



Um dos heróis responsáveis pelo meu interesse por F1 quando era puto nos anos 80.

domingo, 19 de maio de 2019

WPP


Museu Nacional de História Natural e da Ciência
(rua da Escola Politécnica)

sábado, 18 de maio de 2019

sexta-feira, 17 de maio de 2019

"O futebol não é para ser tratado com os pés"



«God, mais conhecido por my God! nos seus templos modernos (chamados estádios), existe, é anglo-saxão, humorista e inventou o futebol. Este, aliás, é inglês até dizer chega - ou o leitor chama-lhe pedibol? Vem de foot, não do português pé. E é justamente chamado football, ou futebol, porque é desporto que nunca pode ser jogado com os pés.
Tanto é assim que o maior messias dessa convicção religiosa se chama Messi e só tem pé esquerdo. O outro é cego e, por fanatismo, nunca toca na bola. Football, de pé mais bola; não feetball, de pés mais bola. Ainda bem que assim é, senão chamar-se-ia "fitebol" nas terras de Garrincha e de Cristiano Ronaldo e "fítbol" na terra do já citado Messi. Fitebol seria ciciado, pouco varonil e nunca chegaria ao êxito planetário a que estava destinado.
Isto está tudo ligado desde que o Universo - então chamado Football Association - foi criado em Londres na Freemason's Tavern, a 26 de outubro de 1863, uma segunda-feira. Desde aí, o futebol joga-se todos os dias da semana (terças, quartas e quintas nas taças europeias, e fins de semana nos campeonatos nacionais) e quase nunca à segunda que é o dia do my God! descansar nos estádios.
A Freemason's Tavern era um lugar público que por ser maçónico tinha os seus símbolos expostos: da letra "G", que é o sinal do Divino Geómetra, ao olho dentro de um triângulo, que é a imagem do Olho da Providência. Eis como uma fundação contemporânea do DN inicial, tão antiga, já previa nos tempos vitorianos os dias de hoje: o "G" de então representa hoje o símbolo do ritual mais louvado daquele culto: "Goooolo!!!" E o olho que vê tudo anunciava o moderno VAR... Como é que em 1863 se adivinhou tudo isso?
Como já eu disse, isto anda tudo ligado: a histórica taberna londrina onde se criou o futebol foi, décadas antes, a sala onde a Sociedade Antiescravatura britânica se reunia. A organização teve um papel fundamental na abolição da escravatura mundial, isto é, foi dali que se criou um dos pilares do mundo moderno.
Vejam esta sucessão de passes mágicos: a Anti-Slavery Society indignava-se em 1823; no mesmo local, 40 anos depois, a Football Association fundava-se; na década de 1960, o mulato Mário Coluna mostrava no relvado que o patrão de uma grande equipa europeia, o Benfica, era ele; e, nesta semana, um branquelas apanha-bolas pôs uma bola na bandeirola de canto, um mulato teve um rasgo de génio, fingiu que não fazia e fez, e um negro marcou golo. Havia ainda um alemão paternal com cara de Alex Ferguson e um egípcio em Ramadão que mostrava, no peito, a tática aos seus: "Nunca desistas." Se isto não é o mundo que nós queremos, qual é ele?
Oh, o golo 4, na Liverpool do outro quarteto fabuloso! Os fiéis puseram-se a rezar em uníssono como os apóstolos locais John, Paul, George e Ringo, descreviam em Penny Lane a sua cidade natal. My God! Tão lindo. Voltem a enumerar: um trabalhador braçal célere, um intelectual que pensa, um artesão que executa, um patrão que comanda e uma vedeta que não podendo atuar empurra os seus...
Quando as empresas (os países?) têm uma equipa que os galvaniza assim, respondem. Eu sei que não tenho o saber do treinador Jürgen Klopp, nem o dote de prestidigitação de Alexander-Arnold, nem a presteza do apanha-bolas Oakley Cannonier - football são eles - mas sei que me sentiria em association, se tivesse estado lá, nas bancadas do estádio Anfield. Com um sentimento de pertença.
Não com o desconforto de assistir a pobres diabos que, tendo sequestrado o futebol, por cá discutiam, nas televisões portuguesas, à hora daquele milagre em Liverpool, as alegadas traficâncias de clubes para chantagear árbitros e jogadores. Falavam de amantes de árbitros e de futebolistas insultados por analfabetos que tiravam a camisola para mostrar bíceps, os órgãos por onde raciocinam.
Comparem as duas imagens: o coro derreado de prazer em Anfield, o tão bom de estar numa glória coletiva e limpa, agradecendo a quem a construiu, os artistas; e, noutro estádio (com portistas, mas podia ser, e já foi, de forma similar, com benfiquistas e sportinguistas), os guinchos de um autodenominado Macaco, rodeado de seus iguais, a ousar pedir explicações a artistas. Com a técnica do telecomando é possível assistir às duas cenas em simultâneo.
De Liverpool, a meus ouvidos e meus olhos, chegavam-me razões para admiração. E, ao lado, à distância de um toque de telecomando, a vergonha de estúdios televisivos nacionais (não, não só o reles) entretidos com ascos que nos empequenam a alma. Em ambos os casos, aparentemente, o mesmo assunto: futebol. Mas que identificação absurda!
Recorro a um tema simples, belo, amado por tantos, para alertar sobre como podemos ser corrompidos por gente estúpida e má. Desta vez, não se trata de calcular o impacto orçamental de uma medida política, nem de saber que tipo de floresta devemos ter, desta vez não temos desculpa por nos enganarem. Falo de uma coisa que foi inventada para nos dar prazer e nós amamos. E trata-se que estamos a ser desapossados do futebol.»
in DN, por Ferreira Fernandes

quarta-feira, 15 de maio de 2019

sexta-feira, 10 de maio de 2019

the Better Land




New punk on the run.
Boa sexta!

quinta-feira, 9 de maio de 2019

terça-feira, 7 de maio de 2019

domingo, 5 de maio de 2019

o suficiente para ao meu lado levarem uma senhora de maca

terça-feira, 30 de abril de 2019

Sei porque Canta o Pássaro


"Oh, poetas negros conhecidos e desconhecidos, quantas vezes as vossas dores leiloadas nos sustentaram ? Quem calculará as noites solitárias que as vossas canções tornaram menos solitárias, ou as panelas vazias que os vossos contos tornaram menos trágicas ?
Se fôssemos um povo dado a revelar segredos, talvez erguêssemos monumentos e oferecêssemos sacrifícios à memória dos nossos poetas, mas a escravatura curou-nos dessa fraqueza. Talvez seja suficiente, porém, dizer que sobrevivemos em relação directa com a dedicação dos nossos poetas (incluindo pregadores, músicos e cantores de blues)."

sábado, 27 de abril de 2019

Lyra McKee


in 'Expresso'

quinta-feira, 25 de abril de 2019

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Nouvelle Vague




No meu tempo de Secundária levávamos com uns VHS manhosos numa sala do pavilhão 4, e já tínhamos sorte. Agora metem os putos na Cinemateca a ver Godard. Caraças ! Começa cedo, a miúda. 

segunda-feira, 22 de abril de 2019

terça-feira, 16 de abril de 2019

segunda-feira, 15 de abril de 2019

the Winter is Gone

Resultado de imagem para countdown game of thrones gif

É como diz o MEC, "dobrem os joelhos, pá". 

domingo, 14 de abril de 2019

O meu cérebro

Gulbenkian - 17h59m




Com a cor inevitável.

sábado, 13 de abril de 2019

semana do cinema italiano



(Atlântida Cine / Carcavelos)

Há poucas coisas melhores na vida do que levar a nossa filha ao cinema.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

quarta-feira, 10 de abril de 2019

'A Arte de Voar', de Altarriba e Kim *


* juntar 'A Asa Quebrada'

domingo, 7 de abril de 2019

sábado Fausto


(Capitólio, Lisboa)

Está a ser um prazer acompanhar o crescimento destes rapazes. Os miúdos lá de casa acham o mesmo. 

sexta-feira, 5 de abril de 2019

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Boys Entering Anarchistic States Towards Inner Excellence


Cabum ! 
História do trio (true friends) e verdadeira open letter to NYC. Também do novo som que breakava das ruas nos anos 80 e depois. 
Agradecer mas é ao Fallon a entrevista com os dois Beasties que deu a conhecer a obra. Daqueles em que aproveitamos todas as brechas para acrescentar mais um capítulo e que, à medida que vamos chegando ao fim, só queremos segurar para não terminar. E soberbamente bem montado. Beastie way.
A Intro pertence a 'AdRock' Horovitz, com dedicatória ao MCA (aka Adam Yauch), desaparecido para o cancro. Wild card.
É ouvir.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Viral


(de vez em quando recebemos alguma coisa de jeito pelo WhatsApp)

quarta-feira, 27 de março de 2019

Look at the Pictures



As tais fotos (em doc.). Que uma Serralves considerou ainda de reservar
Século XXI.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Moçambique 2019


[Yasuyoshi  Chiba / AFP]

domingo, 24 de março de 2019

sábado, 16 de março de 2019

sexta-feira, 15 de março de 2019

Augusto Cid


(1941 - 2019)