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sábado, 18 de outubro de 2014
domingo, 6 de julho de 2014
The Bad Boys
Quando a década de 80 terminou, acabava com ela uma dinastia bicéfala no mapa da NBA como quase sempre termina tudo o que dura há muito: com uma breve tempestade e dois relâmpagos brutais.
Dominados por duas equipas que dividiam à vez os títulos de campeão - Lakers, na costa Oeste, e Celtics, na costa Leste - os anos 80 haviam de trazer ainda, não sem estrondo, uma equipa forjada a pulso numa cidade industrial, uma cidade de óleo, tijolos e aço e para quem a infância nunca foi fácil.
Foi assim que, em plena Motown, surgiram os Detroit Pistons. Uma equipa que além de acabar com o showtime de um Magic Johnson e o orgulho na tradição de um Larry Bird, ainda impediu a explosão imediata de Michael Jordan. Tudo em simultâneo ! No fundo, enterrando o velho mundo e abrindo caminho para o que estava para vir. Com pé-de-cabra. Foi a tempestade perfeita.
Se no ataque brilhavam os letais Isaiah Thomas, Joe Dumars, o "assassino silencioso", e John Salley, a "aranha", na defesa contavam com os assenta tijolos Bill Laimbeer, Rick Mahorn e um desperado chamado Dennis Rodman.
A todos os Pistons responderam da mesma forma: de punhos e dentes cerrados até ao back-to-back dos títulos de 88/89 e 89/90.
The Bad Boys.
Em Lisboa, um miúdo (que até era Lakers) só podia mesmo render-se a estes rebeldes, e lá foi arranjar uma t-shirt e o boné dos Pistons que, 25 anos depois, recuperou num filme de 2 horas que viu pela noite fora. Qualidade ESPN.
Dominados por duas equipas que dividiam à vez os títulos de campeão - Lakers, na costa Oeste, e Celtics, na costa Leste - os anos 80 haviam de trazer ainda, não sem estrondo, uma equipa forjada a pulso numa cidade industrial, uma cidade de óleo, tijolos e aço e para quem a infância nunca foi fácil.
Foi assim que, em plena Motown, surgiram os Detroit Pistons. Uma equipa que além de acabar com o showtime de um Magic Johnson e o orgulho na tradição de um Larry Bird, ainda impediu a explosão imediata de Michael Jordan. Tudo em simultâneo ! No fundo, enterrando o velho mundo e abrindo caminho para o que estava para vir. Com pé-de-cabra. Foi a tempestade perfeita.
Se no ataque brilhavam os letais Isaiah Thomas, Joe Dumars, o "assassino silencioso", e John Salley, a "aranha", na defesa contavam com os assenta tijolos Bill Laimbeer, Rick Mahorn e um desperado chamado Dennis Rodman.
A todos os Pistons responderam da mesma forma: de punhos e dentes cerrados até ao back-to-back dos títulos de 88/89 e 89/90.
The Bad Boys.
Em Lisboa, um miúdo (que até era Lakers) só podia mesmo render-se a estes rebeldes, e lá foi arranjar uma t-shirt e o boné dos Pistons que, 25 anos depois, recuperou num filme de 2 horas que viu pela noite fora. Qualidade ESPN.
sábado, 10 de maio de 2014
Ready to bleed
Arrumar a semana em beleza. É o que se pode dizer deste trovador aos 53. Na velha tradição do one man stand com duas guitarras e a voz de nuances que o tornaram célebre, a música escrita entre os 27 e os 30 que tocava com os Commotions e as de alguns discos mais recentes. E nem faltou um magistral "Chelsea Hotel #2" de outro tecelão das canções.
Ontem em Tróia. Lloyd Cole.
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segunda-feira, 7 de abril de 2014
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Pearl Plágio
A discussão é antiga, mas o mal das cópias é que só raramente superam os originais.
Há uma canção dos Pearl Jam que não consigo ouvir: "Down", um lado B do single 'I am Mine' de 2002, mais tarde compilada para o álbum de hits "Lost Dogs". Parece que sempre que começa vêm aí os Xutos & Pontapés.
Não dá, porque a entrada e o refrão são a cópia cuspida do "Maria", do álbum '88' de 1988 e não falem em inspiração.
Ninguém é perfeito, mas isto é rip-off.
Há uma canção dos Pearl Jam que não consigo ouvir: "Down", um lado B do single 'I am Mine' de 2002, mais tarde compilada para o álbum de hits "Lost Dogs". Parece que sempre que começa vêm aí os Xutos & Pontapés.
Não dá, porque a entrada e o refrão são a cópia cuspida do "Maria", do álbum '88' de 1988 e não falem em inspiração.
Ninguém é perfeito, mas isto é rip-off.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
1986
Cada um terá o seu, suponho.
O meu é 1986. O ano acordado. De aparecer consciência para além de mim.
Um puto de 8 anos no '85 a terminar que deixa a miudagem lá em casa. Ui, isto agora já é a sério. 8 anos. Agora é sério.
E começa 1986.
A partir daí havia mundo e a vida não era só as skatadas nas Arcadas e arreliar a mulher da "Chamade".
Não era pegar nas biclas e fugir do bairro com os melhores amigos do mundo.
Não era o Spectrum ou a Playboy comprada na Espanhola. Dividida por todos.
Não eram as bombas de mau cheiro atiradas para dentro da perfumaria ou os balões de água rebentados por onde desse. Ou bolas a estoirar nas marquises dos vizinhos.
Muito menos ter que fazer os TPC's que as professoras punham no quadro e depois reclamavam.
Por culpa de coisas novas que o mundo aparecia.
Em casa ouvia política. As Presidenciais. As primeiras sem militares, sem a cara esfíngica de Eanes. Colossos. Soares, Freitas, Zenha, Pintasilgo. Quase Freitas. 2ª volta. Engolem-se os sapos.
"Soares é fixe e o Freitas que se lixe !". Caravanas e bandeiras. Pendurado nas costas do meu pai no comício do Rossio e Rui Veloso a cantar. Vitória.
Ah,.... e "Portugal, na C.E.E. !"
Depois, o desastre do Challenger. O vaivém da Nasa que seguia para a Lua com 7 astronautas. Uma professora. Acho que o vi em directo. Talvez não, mas foi igual, como se todos ali navegássemos também. Sobe e explode. Todos desintegrados na atmosfera.
Em Abril rebentava Chernobyl. Radiação. Pânico geral. Relatos do desastre, fotografias impressionantes no "Paris Match" que estava na sala. A nuvem que aproximava. E o vento dos Açores que a varre embora.
O último Mundial de futebol. México 86. Cromos na escola. Portugal depois de 20 anos fora. Carlos Manuel a meter um golo aos ingleses. Passe do Diamantino. Bento parte a perna. Vem o Damas. Saltillo e os jogadores de chinelos em greve de esforço. Derrotas e fora. À portuguesa. Futre é pena e não joga.
Maradona. Magia. Fintar todos. A mão de Deus. Gambettas. O segundo golo à Inglaterra e passa por todos.
E terminar como não podia mais poeticamente. Com o golo de Burruchaga aos alemães a estender Schumacher no relvado. No final do jogo. 3-2. Argentina campeã do Mundo.
O meu é 1986. O ano acordado. De aparecer consciência para além de mim.
Um puto de 8 anos no '85 a terminar que deixa a miudagem lá em casa. Ui, isto agora já é a sério. 8 anos. Agora é sério.
E começa 1986.
A partir daí havia mundo e a vida não era só as skatadas nas Arcadas e arreliar a mulher da "Chamade".
Não era pegar nas biclas e fugir do bairro com os melhores amigos do mundo.
Não era o Spectrum ou a Playboy comprada na Espanhola. Dividida por todos.
Não eram as bombas de mau cheiro atiradas para dentro da perfumaria ou os balões de água rebentados por onde desse. Ou bolas a estoirar nas marquises dos vizinhos.
Muito menos ter que fazer os TPC's que as professoras punham no quadro e depois reclamavam.
Por culpa de coisas novas que o mundo aparecia.
Em casa ouvia política. As Presidenciais. As primeiras sem militares, sem a cara esfíngica de Eanes. Colossos. Soares, Freitas, Zenha, Pintasilgo. Quase Freitas. 2ª volta. Engolem-se os sapos.
"Soares é fixe e o Freitas que se lixe !". Caravanas e bandeiras. Pendurado nas costas do meu pai no comício do Rossio e Rui Veloso a cantar. Vitória.
Ah,.... e "Portugal, na C.E.E. !"
Depois, o desastre do Challenger. O vaivém da Nasa que seguia para a Lua com 7 astronautas. Uma professora. Acho que o vi em directo. Talvez não, mas foi igual, como se todos ali navegássemos também. Sobe e explode. Todos desintegrados na atmosfera.
Em Abril rebentava Chernobyl. Radiação. Pânico geral. Relatos do desastre, fotografias impressionantes no "Paris Match" que estava na sala. A nuvem que aproximava. E o vento dos Açores que a varre embora.
O último Mundial de futebol. México 86. Cromos na escola. Portugal depois de 20 anos fora. Carlos Manuel a meter um golo aos ingleses. Passe do Diamantino. Bento parte a perna. Vem o Damas. Saltillo e os jogadores de chinelos em greve de esforço. Derrotas e fora. À portuguesa. Futre é pena e não joga.
Maradona. Magia. Fintar todos. A mão de Deus. Gambettas. O segundo golo à Inglaterra e passa por todos.
E terminar como não podia mais poeticamente. Com o golo de Burruchaga aos alemães a estender Schumacher no relvado. No final do jogo. 3-2. Argentina campeã do Mundo.
Há 25 anos.
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The Real World
sábado, 19 de março de 2011
Benfica - PSV
Lembro-me perfeitamente.
Maio de 1988. Tinha 10 anos inteirinhos. Nesse ano tinha-me apaixonado pela Rita, uma miúda da minha Rua, ouvi pela primeira vez o "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" e o "Final Cut". Ainda trocava cromos e ao fim da tarde ia para a rua jogar à bola com a malta num campo pelado (num dia até com o braço enfiado em gesso), andar de skate ou, então, pegava na bicla para umas corridas para longe do bairro. Picávamos muito a mulher da "Chamade", uma boutique que ficava debaixo das Arcadas e que não gostava de nos ver ali a derrapar. Derrapávamos mais ainda, como é óbvio !
O Mundial do Maradona, Tchernobil e o desastre do Challenger tinham sido há dois anos. A escola não chateava. A mana também não. Tinha 10 anos e era a primeira vez que ia ver o Benfica jogar uma final da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Estugarda.
Estugarda.
Antes o Steaua de Bucareste, de Hagi, eliminado por duas cabeçadas fulminantes do Rui Águas no lindo velho Estádio da Luz.
Estávamos na final.
Tínhamos Veloso, Mozer, Álvaro, Chiquinho, Shéu, Pacheco e, claro, o Mats Magnusson. Mas faltava o Diamantino. Merda.
Do outro lado holandeses do PSV Eindhoven: Van Breukelen, Eric Gerets, Ronald Koeman a despontar e Kieft.
Os tipos corriam, as botas voavam e a bola não entrava. 0-0. Foda-se Magnusson !
Penalties. 5 para cada lado. Ninguém falha. É o sexto. Éramos todos ali. Todos. Veloso atira, Van Breukelen era enorme, esticou-se como um elástico para a direita, e acabamos.
No próprio dia chamei um amigo e fui para a rua ultrapassar o problema daquele penalty falhado. Chamava-me os nomes dos jogadores que tinham batido e rematava. Entrava tudo. Quando chegava a minha vez de Veloso a bola entrava também e o Benfica era Campeão Europeu. Depois repetia. A do Veloso sempre lá dentro. Para não recalcar. Perdoei-o nesse mesmo dia. Nos dias seguintes também. Dois anos depois tudo esquecido, final outra vez.
Maio de 1988. Tinha 10 anos inteirinhos. Nesse ano tinha-me apaixonado pela Rita, uma miúda da minha Rua, ouvi pela primeira vez o "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" e o "Final Cut". Ainda trocava cromos e ao fim da tarde ia para a rua jogar à bola com a malta num campo pelado (num dia até com o braço enfiado em gesso), andar de skate ou, então, pegava na bicla para umas corridas para longe do bairro. Picávamos muito a mulher da "Chamade", uma boutique que ficava debaixo das Arcadas e que não gostava de nos ver ali a derrapar. Derrapávamos mais ainda, como é óbvio !
O Mundial do Maradona, Tchernobil e o desastre do Challenger tinham sido há dois anos. A escola não chateava. A mana também não. Tinha 10 anos e era a primeira vez que ia ver o Benfica jogar uma final da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Estugarda.
Estugarda.
Antes o Steaua de Bucareste, de Hagi, eliminado por duas cabeçadas fulminantes do Rui Águas no lindo velho Estádio da Luz.
Estávamos na final.
Tínhamos Veloso, Mozer, Álvaro, Chiquinho, Shéu, Pacheco e, claro, o Mats Magnusson. Mas faltava o Diamantino. Merda.
Do outro lado holandeses do PSV Eindhoven: Van Breukelen, Eric Gerets, Ronald Koeman a despontar e Kieft.
Os tipos corriam, as botas voavam e a bola não entrava. 0-0. Foda-se Magnusson !
Penalties. 5 para cada lado. Ninguém falha. É o sexto. Éramos todos ali. Todos. Veloso atira, Van Breukelen era enorme, esticou-se como um elástico para a direita, e acabamos.
No próprio dia chamei um amigo e fui para a rua ultrapassar o problema daquele penalty falhado. Chamava-me os nomes dos jogadores que tinham batido e rematava. Entrava tudo. Quando chegava a minha vez de Veloso a bola entrava também e o Benfica era Campeão Europeu. Depois repetia. A do Veloso sempre lá dentro. Para não recalcar. Perdoei-o nesse mesmo dia. Nos dias seguintes também. Dois anos depois tudo esquecido, final outra vez.
O Benfica vai agora jogar com o PSV para a Liga Europa.
O tempo traz sempre tempo. E agora é tempo. Para dar a volta ao penalty do Veloso. E não acabar.
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O belo Jogo
terça-feira, 28 de setembro de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
"Sit here on the stairs"
Nunca tive nenhuma paixão pelo hard rock.
Duas bandas, porém, habitualmente catalogadas nesta secção, entravam nas minhas aparelhagens sempre que queriam:
Os Led Zeppelin (estes ainda hoje), nome maior da música, do Jimmy Page (um dos cinco melhores guitarristas de todos os tempos) e do Robert Plant (dono de uma voz poderosíssima, eleita há uns tempos a melhor voz de rock de sempre),
e os Guns N' Roses, também eles construídos pela voz infinitamente potente de Axl Rose e pela guitarra estridente de Slash.
Os Guns são uma história curiosa na música.
Acho que a primeira vez que os ouvi foi em casa de um amigo velho que tinha sempre os discos primeiro que todos. Depois pedia-lhe que mos gravasse numas cassetes audio de fita magnética, o que ele fazia com desvelo.
Um grupo que surge em '87 e atinge o auge em '91. Fundamentais quando apareceram, abrindo o caminho para o click Nirvana e para aquilo que a partir daí queríamos dizer aos professores, à polícia e a quem gostava de nos dizer mais qualquer coisa com o dedo em riste.
De cabelos compridos, vinham para fazer barulho e traziam camisas aos quadrados à cintura, muito couro, correntes e mau feitio. Lançaram quatro álbuns históricos - 'Appetite for Destruction', 'Lies', e o duplo 'Use Your Illusion' I e II -, e depois acabaram, mergulhados em álcool e muita droga num sombrio desfiar de ausente inspiração. Ultrapassados para sempre.
Mas uma coisa souberam fazer. Criaram os sons revoltados de Civil War, Get in the Ring, Paradise City, Welcome to the Jungle e, por exemplo, de um perturbante Coma, e grandes baladas que ficam para a história do rock: Yesterdays, Used to Lover Her, November Rain, Don't Cry ou Sweet Child of Mine e uma outra canção magnífica que agora não me sai da cabeça. Esta.
Os Guns são uma história curiosa na música.
Acho que a primeira vez que os ouvi foi em casa de um amigo velho que tinha sempre os discos primeiro que todos. Depois pedia-lhe que mos gravasse numas cassetes audio de fita magnética, o que ele fazia com desvelo.
Um grupo que surge em '87 e atinge o auge em '91. Fundamentais quando apareceram, abrindo o caminho para o click Nirvana e para aquilo que a partir daí queríamos dizer aos professores, à polícia e a quem gostava de nos dizer mais qualquer coisa com o dedo em riste.
De cabelos compridos, vinham para fazer barulho e traziam camisas aos quadrados à cintura, muito couro, correntes e mau feitio. Lançaram quatro álbuns históricos - 'Appetite for Destruction', 'Lies', e o duplo 'Use Your Illusion' I e II -, e depois acabaram, mergulhados em álcool e muita droga num sombrio desfiar de ausente inspiração. Ultrapassados para sempre.
Mas uma coisa souberam fazer. Criaram os sons revoltados de Civil War, Get in the Ring, Paradise City, Welcome to the Jungle e, por exemplo, de um perturbante Coma, e grandes baladas que ficam para a história do rock: Yesterdays, Used to Lover Her, November Rain, Don't Cry ou Sweet Child of Mine e uma outra canção magnífica que agora não me sai da cabeça. Esta.
terça-feira, 18 de maio de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Show me, show me, show me how you do that trick...
Não conheço os Cure desde sempre. Surgiram nos anos 80 e, nessa altura, os sons ainda demoravam um tempinho a chegar cá.
Os Cure não eram nada alinhadinhos. Robert Smith era uma personagem meia estranha, amaneirada, quase andrógino. Música que só era ouvida em certos locais. Não eram os Smiths, os Cock Robin, os Tears for Fears ou Lloyd Cole. Não tinham nada com os Duran Duran, os Spandau Ballet ou os A-Ha, Housemartins ou INXS. Muito menos com os Dire Straits.
Quando, em Outubro de 1987, foi lançado "Just like Heaven", do álbum "Kiss me, Kiss me, Kiss me" eu tinha 9 anos, quase 10. Começava a descobrir a música. Ouvia o que passava na rádio e lambia os vinis dos meus pais. Não tinham Cure. Óbvio.
Até que em 1992 um primo que tenho no Porto, oito anos mais velho que eu, ofereceu-me o "Wish" dos Cure. Foi um dos meus primeiros CD's e uma novidade total. Lembro-me que fiquei a olhar para a capa do disco um bom par de horas. Feito parvo. Espantado por ter tido a honra de receber um disco de uma banda que os meus amigos não ouviam. Claro que, nessa altura, já os conhecia, mas a partir daí fui recuperar os sons para trás.
Hoje, no Porto, lembrei-me destes tipos. No "Café Candelabro", uma miúda (para aí de 18 anos), parecia saída da London 80's. Penteado e roupa. Provavelmente a estudar Belas-Artes.
Embora no Café tocasse um gigantesco blues, guitarras a apertar acordes e solos tremendos, este foi o som que pairou na minha cabeça. Um grande som.
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