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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Saravá !


“a ideia mais perigosa da nossa era: o ultra-capitalismo, o neoliberalismo que propaga esta noção de que o Estado é o inimigo e de que é preciso reduzir os gastos, de que a saúde de uma economia é não gastar, é não servir o povo, é deixar o mercado mandar”.

Rodrigo Amarante

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Nas Barbas do Pajé (crónica sem jeito para uma noite boa)




Amarante.
Não é terra, embora seja. Amarante é um rio todo de pensamentos.
Da última vez, tínhamos visto "o filósofo" bem longe, há sete, oito meses, do outro lado do Atlântico, no Rio, Marina da Glória, com o seu grupo de sangue, Los Hermanos. Ainda não escrevi sobre esse concerto e viagem, mas vou fazer. Difícil ainda.
A Raquel descobriu que ele vinha cá. Mandou um mail e em cinco minutos a malta já tinha toda dito que sim. E em dez, tinha os bilhetes na mão, ou na net, ou no espaço. Mas tinha. Primeira fila do Tivoli. Luxo na terra é isto.
Amarante é um rio a pensar. Demora-se nisso. Perde-se em afluentes, conversa um pouco e depois regressa ao chão. É todo um processo a fluir.
Veio a Lisboa, e fala da tensão que é falar em português para portugueses. Como quem tem um corpinho jeitoso e tal, mas que está "mal dormido, mal vestido, um lixo", que era melhor conhecerem-no às três da manhã, depois de uma garrafa de gin, seria belo, "alto e louro", o poema que escreveu nos camarins pouco antes.
As luzes baixam, está tudo escuro, excepto a figurinha dele. Quase suspenso.
Depois toca. O "Cavalo", claro. Todo, ou quase, mas não só. Vai improvisando o caminho. Seguindo os trilhos que vão aparecendo à frente, os tais afluentes onde "tudo pode acontecer", no "perigo da vulnerabilidade", exposto, a solo, sem poder fugir ou se esconder.  O som perfeito. Acústico. Na guitarra e também no órgão onde o vemos outra vez a afluir. Regressa à guitarra como se fosse a outra margem. "I'm ready". O par com a outra, "The Ribbon". Conta as canções. As histórias. Fala delas e com elas. Personagens do Eu. Que dorme mal e tem insónias.
Toca. Canções novas, que nunca tocou, que descobriu durante a tarde, no palco, quando ensaiava o show.
Solta "O Cometa", escrita para um amigo "que não existe mais". Limpa os olhos. De cima pedem-lhe o "Tuyo", da "Narcos", mas ainda é cedo demais e ele pede para desobedecer. Primeiro a viagem que o Avô lhe disse para fazer, mesmo depois de morto, aos Trás-os-Montes, embora seja a Amarante. Onde vai. Para chegar ao "Tardei".
O som está óptimo. Melhor que em certos discos. "Tardei", explica, é a "projecção". Com que se embala para o caminho que falta, na busca eterna do Devir, digo eu.
Então "Tuyo". Que é como quem diz, nosso. Mas também "Condicional" do grupo de sangue. Desaguando no "Evaporar", de quando foi 'Little Joy', com que terminamos o nosso banho de imersão.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

terça-feira, 10 de maio de 2016

Shoulder to Shoulder

(Mafalda Matos)
Shoulder to shoulder
Amused but not advanced
He, she, you, me
It's all just circumstance

Equal, hopeful
Content to play the friend
Timid advances
With mutual regret

She can always be wrong
He can always be right
Not a matter of choice
Just a matter of time
Till they know where they stand
Once they've reached the end

Awkward choices
With smiles from ear to ear
A faded union
That won't survive the year

Timeless series
Of blameless accidents
Oh, the stubborn cycle
Of inherited mistakes

She can always be wrong
He can always be right
Not a matter of choice
Just a matter of time
Till they know where they stand
Once they've reached the end

And I'll play mine where I place my trust
When the desert ends I'll ask the dust
I'll play mine where I place my trust
When the desert ends I'll ask the dust

 
'Little Joy' - 2008

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Evaporar *



Tempo a gente tem
Quanto a gente dá
Corre o que correr
Custa o que custar

Tempo a gente dá
Quanto a gente tem
Custa o que correr
Corre o que custar

O tempo que eu perdi
Só agora eu sei
Aprender a dar
Foi o que ganhei

E ando ainda atrás
Desse tempo ter
Pude não correr
Dele me encontrar

Ahh não se mexeu
Beija-flor no ar

O rio fica lá
A água é que correu
Chega na maré
Ele vira mar

Como se morrer
Fosse desaguar
Derramar no céu
Se purificar

Ahh deixa pra trás
Sais e minerais, evaporar!

* no passamento da minha amiga Catarina Cristóvão,
das escadinhas de Sto. Espírito da Pedreira.
38 anos para sempre.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Rio Joy



Valeu, Tomás !

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

segunda-feira, 12 de maio de 2014