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terça-feira, 1 de outubro de 2019

tudo o que é bom acaba

... a gente é que nunca espera que o último seja o último.

sexta-feira, 18 de março de 2016

O Café de Lisboa


Depois dos discos que já coleccionava, por fim o concerto. A vida nem sempre é fácil e nem sempre se tem o que se quer.  E agora até pareço o Keith Richards e o Mick Jagger a escreverem canções.
Finalmente live A prova dos nove. Partilharmos as ruelas escuras e decadentes com os clientes da noite, enquanto dois gatos vadios destilam as suas guitarras durante quase duas horas sobre um telhado de Lisboa, é tudo o que o amante da cidade e do som pode ambicionar.
Acompanhados a partir de certa altura pelas "Cordas da Má Fama" (viola, violino e violoncelo acabadinhos de cair de Buenos Aires ou do Kusturica) os Dead Combo apresentaram-se no São Luiz como se fosse casa, que é dizer como se tivessem ido tocar uns fados sujos à tasca do João, onde um copo de vinho e um cigarro esperam ao balcão.
Para te agradecer como mereces só com alguma das minhas guitarras, mas ia ser pobre e não tenho Luas. Melhor calar e deixar um beijo.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Lisboa capital !



9'39''

"I must give the readers not the book they want, but the book they don't want.
I had some problems a few years ago because I talked about the cruelty and things they did. And napalm and everything. Which until now is denied. (...)
Everywhere, the same thing everywhere. In Spain they don't talk about the Civil War."

António Lobo Antunes para Anthony Bourdain

Bourdain não perde o que é bom. O marisco no Ramiro, Carminho a cantar o fado, a apanha do polvo com o Avillez, os Dead Combo explicando os mistérios da sardinha em lata (18'21''). A morcela em sangue com o Tozé Brito, as ruas, a 'Ginginha', o jogo da malha, a ida ao mercado, os eléctricos. Enfim, Lisboa imensa.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Os telhados de Lisboa IV

Diziam-lhe que emigravam. Sair daqui. O futuro já não pode ser. Não há negócio, nos trópicos sim. Não se pode mais e o mar é já ali.
Ele olhava para o mar, de facto, que aqui é rio, olhava para o mar, para o Cais das Colunas e dava-lhe uma saudade de partir.
Falavam-lhe nas libras da City, em verbos dinheiro, para largar a piolheira e deixá-la como sobremesa exótica aos turistas e aos deputados. De encher os bolsos no calor africano e fazer uma cidade. Ou fazer fortuna no país que samba, que aquilo é só bolsa.
Mas barcos ?, para sempre?, para quase?, nunca dentro deles. Só vê-los. Era demasiado casa, demasiado terra, demasiado dela. Mesmo se chovia. Onde podia jogar à bola com os amigos de sempre. Não iam conseguir arrancá-la de dentro dele. E lá não há Benfica.