Mostrar mensagens com a etiqueta Fado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fado. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 18 de março de 2016

O Café de Lisboa


Depois dos discos que já coleccionava, por fim o concerto. A vida nem sempre é fácil e nem sempre se tem o que se quer.  E agora até pareço o Keith Richards e o Mick Jagger a escreverem canções.
Finalmente live A prova dos nove. Partilharmos as ruelas escuras e decadentes com os clientes da noite, enquanto dois gatos vadios destilam as suas guitarras durante quase duas horas sobre um telhado de Lisboa, é tudo o que o amante da cidade e do som pode ambicionar.
Acompanhados a partir de certa altura pelas "Cordas da Má Fama" (viola, violino e violoncelo acabadinhos de cair de Buenos Aires ou do Kusturica) os Dead Combo apresentaram-se no São Luiz como se fosse casa, que é dizer como se tivessem ido tocar uns fados sujos à tasca do João, onde um copo de vinho e um cigarro esperam ao balcão.
Para te agradecer como mereces só com alguma das minhas guitarras, mas ia ser pobre e não tenho Luas. Melhor calar e deixar um beijo.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Il Capo


No Ai Miriam há aquela parte falada que parece mais rap do que fado... Sentiu-se desconfortável?
Ainda pensei pedir a alguém do hip-hop para fazer essa parte, dou-me bem com esse pessoal todo, pensei no Carlão... Depois decidi tentar eu e agora já não me faz confusão. Ao vivo ainda vou fazer melhor, com o gesto e tudo [imita o gesto típico dos rappers com o braço].

in 'Visão'

quarta-feira, 19 de março de 2014

Fado Maior


(foto: Nuno Fontinha)

Aquilo a que assistimos ontem no Coliseu de Lisboa não foi um concerto. É amor puro em formato de canção. São as entranhas todas, as tripas, o coração, os pulmões, a cabeça, as goelas a mexerem connosco. É fado-morna, fado-bossa, fado-alfama. É fado com calor d'Alentejo. É o vozeirão de um mulheraço embalada numa guitarra portuguesa, e uma vozinha que tremelica ao ritmo do contra-baixo, do filiscorne e do sax contrabaixo. Foi bateria, órgão e cavaquinho. Foi Fausto e 11 músicos em palco.
Separados eram uma coisa. Já tínhamos visto ambos. À Ana Moura até com os Stones e Tim Ries numa noite de jazz. Mas ontem ? ontem foi fusão pura.
O grande João Gilberto dizia que "quem não gosta de samba, bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé." Ou - acrescento eu - doente da alma quando o tema é o nosso novo Fado. 
Com Zambujo e Ana Moura estamos entregues aos deuses. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 28 de novembro de 2011