(foto: Reuters/Marcelo del Pozo)
sexta-feira, 27 de julho de 2012
I will see you in far off places
It's so easy for us to sit together
But it's so hard for our hearts to combine
quarta-feira, 25 de julho de 2012
João Tiago*
Short Message System:
- Ate agora está a ser brutal, grande justin
22:39:18, 24-07-2012
- Brutal, o sacana esta todo mamado, so diz bem de lisboa, "what a cool city you live in" isto vai ficar para a historia, quando o gajo entoar o skinny love esta merda vai abaixo, deviam cá esta, estao 54 graus na sala
22:52:40, 24-07-2012
- I am realy happy today, diz o sacana
23:08:51, 24-07-2012
- Fodasse re stacks ao vivo brutal
23:10:50, 24-07-2012
- Repara o gajo esta a fazer concessoes ao publico loucas, bonifacio vai matar, re stacks????, skinny love, towers
23:24:38, 24-07-2012
* quando não podemos estar em dois sítios ao mesmo tempo e despachamos (que se foda a razão!) ingressos comprados com antecedência milimétrica, só para ser traído desta maneira, resta-nos a promiscuidade de ser irmão de um fdp como este.
terça-feira, 24 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Vhils em Lisboa
(foto: andré)
[Av. da Gulbenkian, direcção aqueduto das Águas Livres, 19.58]
O Banksy português, é o que dizem, porque eu prefiro Vhils, aka Alexandre Farto. E os rótulos acabam sempre por cair.
Depois de percorrer o mundo com a sua picareta falante, com os seus martelos que cantam, Vhils está em Lisboa. A esculpir nas paredes despejadas e inúteis da cidade.Naquilo que ninguém quer e que não tem uso, escavando pedaços a ruir do que já foram casas ou histórias que ficaram a meio, e transformando-os cirurgicamente na expressão de um rosto.
Que olham para nós e parecem perguntar e nós sem sabermos o que dizer. Testemunhas de nós mesmos.
Como neste prédio falho, sem memória e que há anos devia implodir, mas agora não que é dele.
(foto: andré)
[Eixo Norte-Sul, sentido Sul, 9.56]
Não é propriamente uma novidade, mas eu também não sou um boletim de actualidades.
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Alive, She Cried: Epílogo
Uma eucaristia pode interromper-se. Às vezes até deve. Neste caso se for para escorraçar gente que se confunde e julga que vem para o 'Lux' ou para um evento da 'Caras', ou sobretudo para calar quem só fala na merda do facebook e começa as frases com 'likes'.
Também podem vedar a entrada a maiores de 14 e menores de 18 que vistam para sair à noite e não saibam quem foi o Dylan.
De resto nada a apontar à banda de Thom Yorke. Irrepreensíveis.
[fotos: andré]
domingo, 15 de julho de 2012
Alive, She Cried: 1º Andamento
2012 - Citizens not Subjects
[foto: andré]
Nem toda a gente pode saber. Podemos tentar, mas ninguém fica realmente a saber.
A culpa não é nossa. É de quem não foi. Que não é qualquer afortunado que escolhe um concerto num sábado à noite, onde escutamos os melhores sotaques do mundo, e o que gostamos disso !
A culpa não é nossa. É de quem não foi. E, portanto, todos os adjectivos não servem para chamar àquilo que se viveu com o Sr. Robert Smith.
Os Cure 2012 não foram um ensaio, nem uma cerimónia, ou, mais simplesmente até, um grupo que anda na estrada há 30 anos.
O que assistimos foi a vida a rebentar pelos poros, ao desfiar dela toda à nossa frente, misturando-se passado, hoje e amanhã. Em 3 horas que não foram só intensas e totais.
3 horas que não são para todos. Que foram verdadeiras. E a verdade tem algo de insuperável. Que fica.
E é isto que não compreendem todos os Joões Bonifácios que há no mundo e que amanhã vão estar sentados numa cave ou num sótão da avó a escrever que tudo o que se passou já era esperado, enquanto se encostavam bem atrás numa cadeira VIP com óculos escuros espetados para não serem reconhecidos.
Hoje em dia estão na moda os festivais. E tudo o que é aldeia tem que ter um. É mesmo assim.
A arte não está em dizer mal porque é festival. A arte é saber separar o trigo do joio. Abram as cabeças e deixem os sofás, meus senhores.
E a verdade, dizia ontem a guitarra de um esgotadíssimo Robert Smith, a verdade é que em 2012 somos CITIZENS NOT SUBJECTS !
P.S.: Guitarra-folk, um banjo, contrabaixo selvagem, um bombo, teclas e uma voz do cacete. Às vezes também um violino arranhado até saltarem cordas, um trombone ou uma slide-guitar. Mumford & Sons escreve-se com estes instrumentos e dão-nos música do caraças !
sábado, 14 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
a Rua do Carmo
Maio, com o dia a quentar (de) Verão. E a terceira !, na linha da partida, com a pressa de um Fórmula 1, de quem só quer arrancar, para realmente chegar. A menina nova. Fulminante como um raio. Sem as curvas do Mónaco. Sem falsas partidas. Sem complicações.
Para quem os manos olham agora como se fossem ao museu. De lado também, sem compreenderem ainda ao certo de que pára-quedas vieste.
Mas fazem o colo à boneca e dão-te beijinhos. Que é para seres deles.
Que és tão pequena, e linda, sim.
E que brinde do caraças !
Tudo recomeça portanto de novo. Voltamos atrás os relógios, aqueles que hoje já estão mais adiantados do que antes.
E todos tropeçamos uns nos outros porque ainda não topámos onde é suposto encaixar.
E é aí que nos olhamos, contamos até 10, respiramos e começamos de novo.
sábado, 7 de julho de 2012
os miúdos perguntavam quem era a Teresa
- Uma miúda que passeia em Lisboa.
E estes Capitão Fausto são gente grande.
E estes Capitão Fausto são gente grande.
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sexta-feira, 6 de julho de 2012
Ser ou não Ser
O 'i' de ontem contava o seguinte:
"Em 1985 - quando foi eleito pela primeira vez deputado para a Assembleia da República - o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares entregou no Parlamento um registo biográfico seu onde mencionava que era estudante universitário do 2º ano de Direito."
Relvas apenas tinha frequentado o 1º ano de Direito, com aproveitamento numa disciplina. Esclareceu agora que se tratou de um “lapso”, que corrigiu em 1991, seis anos e duas legislaturas depois.
Constatemos o óbvio (1): dizer-se a um órgão de soberania que já se está no segundo ano de um curso, quando (manifestamente) não é assim, e, depois, resumir tudo a um mero "lapso", é como chamar Pai à Mãe. Não acontece.
Constatemos o óbvio (2): que tal fechar a boca ?, for once, e engolir em seco a vergonha de uma trapaça infanto-juvenil ?
"Em 1985 - quando foi eleito pela primeira vez deputado para a Assembleia da República - o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares entregou no Parlamento um registo biográfico seu onde mencionava que era estudante universitário do 2º ano de Direito."
Relvas apenas tinha frequentado o 1º ano de Direito, com aproveitamento numa disciplina. Esclareceu agora que se tratou de um “lapso”, que corrigiu em 1991, seis anos e duas legislaturas depois.
Constatemos o óbvio (1): dizer-se a um órgão de soberania que já se está no segundo ano de um curso, quando (manifestamente) não é assim, e, depois, resumir tudo a um mero "lapso", é como chamar Pai à Mãe. Não acontece.
Constatemos o óbvio (2): que tal fechar a boca ?, for once, e engolir em seco a vergonha de uma trapaça infanto-juvenil ?
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A Selecção: Round Two, parte II
(foto: Nuno Fontinha, para Cotonete)
Havana não é aqui. Não há calor, e esta humidade que só traz o frio do Atlântico lembra-o bem.
(o primo ainda aos pés de gente ilustre.)
quinta-feira, 5 de julho de 2012
A Selecção: Round Two, parte I
E se K(iwanuka) esteve irrepreensível nas guitarras, e se pode gabar de uma banda que está ali para o fazer brotar, é na cave da voz que tem o seu verdadeiro instrumento.
E não é só uma cave. É um armazém inteiro.
(e há um primo que faz a reportagem fotográfica aos pés do palco)
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terça-feira, 3 de julho de 2012
"Still crazy after all these years"
"It's about being the last guy alive", Charlie says. "Everybody else crawled to cover, and I'm there saying, " 'Come on, the party's not over!' "
x
"The porn girls are just a little crazier and more dangerous", Charlie says. "I don't know why I like that. I guess it makes things feel more epic."
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Sherman VI: Fim
- Reprends tes billets. Oublie l'avenir. Va plutôt t'acheter à boire ou à manger.
Tout se paye ici-bas.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
- Trouxeste cromos ?
- Pai, trouxeste cromos ?, inquire o puto, ainda mal pisei a entrada.
- Pai, cromos ?
- Calma, rapaz, deixa-me ao menos largar o casaco.
Regressar ao que já foi, mas só porque a caderneta veio de borla com "A Bola" de domingo e mais seis cromos. Mesmo se é a primeira vez que a colecção é do Europeu.
Nisto há que ser muito rigoroso. Cadernetas, só dos Mundiais, com os astros da Argentina e do Brasil. O resto, não.
Mas agora tenho um puto e o rigor vai inteirinho para as urtigas. O que é que um tipo vai fazer ?
- Pai, tens cromos ?, grita o miúdo ao telefone quando lhe pergunto onde é que anda.
Lá me dirijo à papelaria, não sempre à mesma, porque já saem muitos repetidos. É preciso dar folga às caixas.
Agora já não tenho só 20 paus que era a nota verde do Sacadura que o meu pai me punha nas mãos depois de muito chatear. A nota desgraçada que só dava para uma carteirinha. A mãe dava mais. As mães dão sempre mais.
Agora trago 10 de uma vez, que dão para 3 dias ou quase. E isto é educar.
- Cromos ?, oiço no intercomunicador quando toco à campainha.
Quase treme o miúdo só de pensar que vai abrir o sagrado. Por isso acontece uns mal colados e um bocado tortos, mas eu deixo porque é a primeira caderneta dele e todos temos direito à asneira.
- Este é repetido !, diz o puto com satisfação. E eu de boca aberta por ele reconhecer um ucraniano que se chama Milevskiy.
- Este já temos. É o Nani !
- Dá cá para o molho que o pai vai tentar trocar com os amigos.
Começamos o tráfico.
Direitos dos cromos acima reproduzidos reservados à Editora Abril Morumbi, "Colecção do México '86": primeira caderneta pessoal.
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
Continuamos a jogar à bola
(Luanda, "Lusa")
Não como antes. Não com duas pedras da calçada a fazerem de baliza na rua do bairro. Não sem partir os vidros da porta ao lado da "Espanhola". E ser perseguido depois, sem a bola de "cautchu" debaixo do braço porque a tinham confiscado e o tributo era justo.
Não no campo de terra batida e pedras com dentes, que tinha duas balizas de ferro vermelho, tal a ferrugem, e que era o melhor estádio do mundo. Mesmo quando jogava com um gesso enfiado no braço que tinha partido de véspera. O campo que mataram para construir um colégio privado que consegue as melhores notas de Lisboa. Que não posso perdoar.
Não nas traseiras das "Arcadas", no jardim que era inclinado e tinha dez árvores no meio para a gente fintar. Que era bom só porque tinha relva. Na altura em que queríamos fazer a equipa do Restelo F.C., com emblema feito à mão e equipamentos que nunca vieram.
Não nas farpas de alcatrão da Secundária, inimigo como uma lixa, e que nos rasgava de ponta a ponta. Ténis, joelhos, cotovelos e a alma, se nos mandavam ao chão. E como era fácil acabar no chão. E chegar às aulas mergulhados em suor.
E também não naqueles pavilhões de "gramado" escorregante e gasto com balizas para o andebol, mas que davam bem porque tinham uma rede para segurar os golos. Que celebrávamos, porque éramos rapazes e havia uma bola.
Continuamos a jogar à bola. Nos dias em que o dilúvio não é só uma história das sagradas escrituras. Nos torneios da Agronomia. Com botas e bolas de cabedal. E agora equipamentos. Um senhor árbitro até. E duas idas à faca e este joelho de guerra, marcado e sem menisco, e com tendões remendados de outro lado a fazer de ligamentos. E está muito bem. E ouvimos ao fundo: "Cuidado André, não vás a essa.", e um gajo obedece, e sorri porque ele sabe, e porque temos memória e não gostámos de sofrer.
Continuamos. Porque somos rapazes e há sempre uma bola.
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terça-feira, 19 de junho de 2012
patti smith
«Quando era mais nova toda essa energia física, sexual, política era importante. Agora, nos meus 60 anos, a minha energia pode ser diferente e possa estar focada noutros assuntos, mas continuo a achar que o rock & roll é uma forma muito válida de comunicar, como era nos anos 60.
Hoje talvez existam outras formas de comunicar criativamente, em grande parte por causa dos avanços tecnológicos, mas parece-me importante que todos encontremos princípios de união, de coesão e de partilha, a todos os níveis, porque a verdade é esta: hoje temos toda essa tecnologia mas nem sempre a usamos para estarmos mais próximos e unidos. Pelo contrário, vivemos num mundo cada vez mais fragmentado. O rock pode unir.»
'ípsilon', 15-06-2012
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sábado, 16 de junho de 2012
A Selecção: Round One
Entra em palco e não fala a ninguém. Um breve olhar e é só.
Não se embaraça com as palavras, nem perde tempo com elas. A sua língua é do piano, que começa a tocar assim que senta.
Dizer que Brad Mehldau é o herdeiro de um Bill Evans ou que tem dedos como o Keith Jarrett, mas é mais novo, é não dizer nada. É fazer um embrulho com papel emprestado.
Brad Mehldau debruça-se no piano, mergulha nele, mas não se afunda porque as teclas amparam-no sempre. E é aí que tudo acontece.
A franqueza com que passa das suas próprias composições (todas excepcionais) para variações de clássicos do song-book americano como "When I fall'in love" e "My favourite things", ou adaptações de "Smells like teen spirit", "Bitter sweet simphony" e o mais que inevitável "Blackbird", dos monstros de Liverpool, faz-nos pensar que este é um jazz que não se troca.
Sai do palco, ao fim de uma hora e meia e três encores, e não diz uma palavra. Agradece, sempre com a cabeça, mas não se embaraça com as palavras, nem lhes sente a voz. A sua língua é o piano.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
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