MST, in "Jornal da Noite" da SIC, 24.09.12
terça-feira, 25 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Das que os têm bem no sítio
A escritora diz que não pode, em consciência, receber o prémio literário D. Dinis de alguém «empenhado em destruir» Portugal.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012
"A Poesia está na Rua"
Começou na Ucrânia e de corpo despido protestam contra o regime patriarcal (e assumidamente clerical) de Kiev.
As últimas detenções e avisos de que foram alvo obrigaram a uma viagem a Paris, onde estão a criar um campo-base.
Paris, onde mais ?
www.femen.org
Petrograd
"Murder is the most powerful political tool. Better than any election or damn fool Duma. It is the King, the Tsar, the Emperor of political actions."
terça-feira, 18 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
esta Crise é (mesmo) uma Oportunidade
(foto Reuters)
E de repente fez-se luz.
Saímos das trevas do pântano em que vivíamos. Tudo volta a ter sentido outra vez.
À mesa dos restaurantes, voltam as grandes discussões. À mesa de casa dos pais. Nos casamentos. À mesa. Aquelas discussões que assistíamos em casa dos Avós nos jantares de sábado sem perceber a conversa dos adultos.
Nas papelarias, nas paragens de autocarro, nos cafés e esplanadas, no metro, numa livraria, por e-mail com os velhos amigos, a caminho do Estádio da Luz. Onde quer que encontremos pessoas. Falamos com elas.
Está tudo vivo, outra vez. E respira, finalmente !
Finalmente.
É este o exemplo que quero para os meus filhos. A vida existe e discute-se.
Fazem-se manifestações, reuniões, ajuntamentos, há polícia e os petardos já se ouvem, as pessoas pensam, porque as pessoas não aguentam tudo e têm de o pôr cá fora.
Esta crise é a oportunidade que pedíamos, e permitiu que pudéssemos sair do Centrão que era o zero. Hoje volta a fazer sentido a velha discussão direita e esquerda. Podemos pôr os nomes que quisermos. Tu és liberal, e tu comuna; sou mas é socialista. Verdadeiro. Mas voltamos à velha discussão.
Não é dos partidos.
É outra coisa. É real.
Finalmente saímos do marasmo. Há outra vez barricadas. Nós, eles e vocês.
Esquerda e direita volta a fazer sentido.
Já não se fala das novelas ou da bola. Finalmente, volta o Mundo. O mundo dos princípios, dos valores, das ideias, sim. Que a todos preocupa.
Faz sentido, porque começou a hora de tomar as grandes decisões.
Estamos a falar do nosso “Fight Club”. É este o "Fight Club" porque tanto ansiava. Já começou.
E, afinal, ainda pode haver uma revolução nos nossos dias.
Todos agora temos de pensar se aceitamos que o défice seja limpo com mais impostos, que atacam os rendimentos do trabalho, que a criatividade dos políticos no poder não avance para a despesa. Que continuem a poupar as mais-valias dos investimentos ganhos na Bolsa.
Como é evidente, ainda não estamos preparados para mudar de governo, embora a rataria tenha começado e já tudo o encaminhe.
Seguro não é solução. Faz parte da mesma geração “Morangos” do Pedro.
Daí que seja fundamental aderirem ao MPT (Movimento Pró Tarte). As inscrições fazem-se no post abaixo e estão abertas.
Só quando formos capazes de mostrar à Geração “Morangos” que podem ter uma tarte à espera deles em cada esquina é que podemos correr com eles.
E fazer com que a boa moeda expulse a má.
É que esta malta dos “Morangos” tem o horror a sujar o fato. É Hugo Boss e não querem.
Eu não quero suicídios, ou que as pessoas, como dizia o Vitor Malheiros, morram aos poucos.
Esta não é a hora de sair de cá. É a hora de regressar.
E pegar numa tarte.
O dia é lindo e estamos vivos outra vez.
O país é belo e vale a pena lutar por ele.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012
MPT: Movimento pró-Tarte
Leio num jornal (agora vejo que é mesmo sensacionalista) que houve uma tentativa de agressão à Ministra da Agricultura.
Procuro na notícia o objecto do crime - porque a tentativa já é punível - e, afinal era... um ovo ?!
Um ovo ? Num político (ainda que Senhora) ?
Não.
Um ovo num político - se tivesse acertado - não era um crime de ofensa à integridade física. Era democrático. Uma manifestação espontânea de um português descontente.
Julgo que em Portugal há uma fraquíssima capacidade de encaixe.
E nem se percebe porquê. Faz parte da infância de qualquer miúdo de 10 anos que se preze. Não só pôs, como sabe o que é um ovo na tola. Não dói, hidrata o couro cabeludo e é bem proteico.
No caso talvez poupasse à Sra. Ministra a compra de um champô numa ida ao cabeleireiro.
Em Portugal os políticos têm medo de perder a pose. Mas só se lhes sujarem o fato. Quando se trata das licenciaturas, de aceitar um lugar de administrador numa empresa que teve negócios com o Estado quando eram ministros, ou, simplesmente, de mentir em público, os contorcionismos são totais.
Em qualquer país democrático os cidadãos livres recorrem à técnica da Tarte quando se trata de pôr na ordem alguns cavalheiros. Quando chega a hora de lhes mostrar que do pó vieram e ao pó hão-de voltar. Na Bélgica, por exemplo, ou na Holanda.
Sou a favor da Tarte.
Há momentos na vida de um país em que se esgotam os argumentos mas se deve pôr os pontos nos 'is'.
É doce, higiénico e saudável, e coloca-os ao nível da sua prática. Devíamos usá-la como a um lenço de papel.
E, depois, quem é que não gosta de uma boa tarte ?
Nas próximas eleições, voto Tarte.
A Tarte é sério. Fala muito. É evoluído e civilizado.
A Tarte é patriótico.
Procuro na notícia o objecto do crime - porque a tentativa já é punível - e, afinal era... um ovo ?!
Um ovo ? Num político (ainda que Senhora) ?
Não.
Um ovo num político - se tivesse acertado - não era um crime de ofensa à integridade física. Era democrático. Uma manifestação espontânea de um português descontente.
Julgo que em Portugal há uma fraquíssima capacidade de encaixe.
E nem se percebe porquê. Faz parte da infância de qualquer miúdo de 10 anos que se preze. Não só pôs, como sabe o que é um ovo na tola. Não dói, hidrata o couro cabeludo e é bem proteico.
No caso talvez poupasse à Sra. Ministra a compra de um champô numa ida ao cabeleireiro.
Em Portugal os políticos têm medo de perder a pose. Mas só se lhes sujarem o fato. Quando se trata das licenciaturas, de aceitar um lugar de administrador numa empresa que teve negócios com o Estado quando eram ministros, ou, simplesmente, de mentir em público, os contorcionismos são totais.
Em qualquer país democrático os cidadãos livres recorrem à técnica da Tarte quando se trata de pôr na ordem alguns cavalheiros. Quando chega a hora de lhes mostrar que do pó vieram e ao pó hão-de voltar. Na Bélgica, por exemplo, ou na Holanda.
Sou a favor da Tarte.
Há momentos na vida de um país em que se esgotam os argumentos mas se deve pôr os pontos nos 'is'.
É doce, higiénico e saudável, e coloca-os ao nível da sua prática. Devíamos usá-la como a um lenço de papel.
E, depois, quem é que não gosta de uma boa tarte ?
Nas próximas eleições, voto Tarte.
A Tarte é sério. Fala muito. É evoluído e civilizado.
A Tarte é patriótico.
O Primeiro Ministro do Canadá, Jean Chretien, 2000
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O essencial (não) é invisível aos olhos
Se não fossem:
a) o Sol;
b) as praias;
c) as esplanadas que, afinal, existem e já parecem cogumelos; e
d) o S.L.B. (como diz o MEC),
o país matava-nos.
a) o Sol;
b) as praias;
c) as esplanadas que, afinal, existem e já parecem cogumelos; e
d) o S.L.B. (como diz o MEC),
o país matava-nos.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
Estamos contigo, Campeão !
E o Andy Murray esteve simplesmente impressionante.
US Open 2012
Murray 7 / 7 / 2 / 3 / 6
Djokovic 6 / 5 / 6 / 6 / 2
Duração do encontro: 4h54m.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
O Pedro ou a geração "Morangos" no Poder
"Amigos,
Fiz um dos discursos mais ingratos que um Primeiro-Ministro pode fazer - informar os Portugueses, que têm enfrentado com tanta coragem e responsabilidade este período tão dificil da nossa história, que os sacrificios ainda não terminaram.
Não era o que gostaria de poder vos dizer, e sei que não era o que gostariam de ouvir.
O nosso país é hoje um exemplo de determinação e força, e esse é o resultado directo dos sacrifícios que todos temos feito. Porém, para muitos Portugueses, em particular os mais jovens, essa recuperação não tem gerado aquilo que mais precisam neste momento: um emprego. Quem está nessa situação sabe bem que este é mais do que um problema financeiro - é um drama pessoal e familiar, e as medidas que anunciei ontem representam um passo necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura.
Vejo todos os dias o quanto já estamos a trabalhar para corrigir os erros do passado, e a frustração de não poder poupar-nos a estes sacrifícios é apenas suplantada pelo orgulho que sinto em ver, uma vez mais, do que são feitos os Portugueses.
Queria escrever-vos hoje, nesta página pessoal, não como Primeiro-Ministro mas como cidadão e como pai, para vos dizer apenas isto: esta história não acaba assim. Não baixaremos os braços até o trabalho estar feito, e nunca esqueceremos que os nossos filhos nos estão a ver, e que é por eles e para eles que continuaremos, hoje, amanhã e enquanto for necessário, a sacrificar tanto para recuperar um Portugal onde eles não precisarão de o fazer.
Obrigado a todos.
Pedro"
in facebook
Fiz um dos discursos mais ingratos que um Primeiro-Ministro pode fazer - informar os Portugueses, que têm enfrentado com tanta coragem e responsabilidade este período tão dificil da nossa história, que os sacrificios ainda não terminaram.
Não era o que gostaria de poder vos dizer, e sei que não era o que gostariam de ouvir.
O nosso país é hoje um exemplo de determinação e força, e esse é o resultado directo dos sacrifícios que todos temos feito. Porém, para muitos Portugueses, em particular os mais jovens, essa recuperação não tem gerado aquilo que mais precisam neste momento: um emprego. Quem está nessa situação sabe bem que este é mais do que um problema financeiro - é um drama pessoal e familiar, e as medidas que anunciei ontem representam um passo necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura.
Vejo todos os dias o quanto já estamos a trabalhar para corrigir os erros do passado, e a frustração de não poder poupar-nos a estes sacrifícios é apenas suplantada pelo orgulho que sinto em ver, uma vez mais, do que são feitos os Portugueses.
Queria escrever-vos hoje, nesta página pessoal, não como Primeiro-Ministro mas como cidadão e como pai, para vos dizer apenas isto: esta história não acaba assim. Não baixaremos os braços até o trabalho estar feito, e nunca esqueceremos que os nossos filhos nos estão a ver, e que é por eles e para eles que continuaremos, hoje, amanhã e enquanto for necessário, a sacrificar tanto para recuperar um Portugal onde eles não precisarão de o fazer.
Obrigado a todos.
Pedro"
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Javi Garcia: um miúdo da Cantera
Não sei bem o que te diga, Javi.
Não sei mesmo se é preciso.
Escuto que "jogavas sempre com a faca nos dentes" que eras "odiado pelos nossos rivais, e isso diz tudo", que "sorriste para a bancada como um adepto do Benfica" quando enfiaste aquela marrada no jogo contra o Sporting e nos deu a vitória.
Não sei se é preciso, e não é. Porque à família não se diz tudo. Basta olhar. Às vezes um beijo e chega. Ou encostar o ombro e não se fala mais nisso.
Tu, cabrão !, tu estavas lá bem no meio de nós. Tu sabes. Um de nós. Aquele que tinha tido a sorte de vestir todos os domingos a camisola do Benfica. O único que conseguia pisar o relvado quando aos outros não deixavam.
O único (como nós) que não desistia nunca. Só assim se compreende aquela monumental cabeçada que enfiaste aos 85 minutos quando perdíamos em Londres os quartos da Champions. Se alguém podia marcar esse golaço, eras tu. E no meio de cinco adversários !
Foi fé, querer tanto como nós. E o instrumento físico do teu corpo, a defender-nos com tais ganas.
Tu eras nosso. Aquele amigo, enfim, ou irmão raçudo, que conseguiu chegar onde queríamos todos quando éramos mais putos e nos rasgávamos no Bairro, e até parece que já sou do City.
Claro que gostávamos que envelhecesses connosco, mas acho que agora já não estou triste.
Porque embora a saudade fale, foi melhor talvez assim. Acontece a quem se quer bem.
O melhor às vezes é que se vão, porque aqui só somos crise. Azul e branca. E porque, mesmo que te déssemos tudo, aqui já só podias sonhar em ser feliz.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
8 anos
[foto: andré]
"Quando acordaram de manhã, na mesma cama, ela disse-lhe que queria ter um passado com ele. Não era um futuro, que é uma coisa incerta, mas um passado, que é isso que têm dois velhos depois de passarem uma vida juntos. Quando disse que queria ter um passado com alguém, queria dizer tudo. Não desejava uma incerteza, mas a História, a verdade."
Afonso Cruz in "Jesus Cristo Bebia Cerveja"
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Adios Nonino
Estádio da Luz / 20.12.2009
Benfica - FCP (1-0, Saviola)
Se acabó.
Porque há sempre um dia marcado para o fim. Há sempre um dia prometido para nunca mais.
E agora, Conejo ?, que já não te voltamos a ver desenrolar a bola como se fosse um novelo de lã, meigo e com jeitinho para construíres um tapete de golos. Que depois enviavas para o Céu com os dois indicadores bem apontados e um beijo para o pai, Cacho.
E já não podemos ter-te a trocar a bola com o teu irmão Pablito, de costas, no chão ou de olhos cerrados, ainda sem terem 20 anos, e Lisboa fosse sempre Buenos Aires.
Claro que os ecos do Piazzolla (que rima contigo) vão continuar a fazer-nos chorar domingo após domingo, quando o teu irmão de sangue pisar a cancha.
Só espero é que isto não lhe cale bem fundo, que não lhe cause um mal de morte, porque agora lá se vão os teus pezinhos que são mesmo é colheres.
Tu, Campeão no Benfica mal chegaste, que atravessaste todo o meio-campo do Restelo de bola colada ao pé, só para a enfiares na baliza do Belenenses. Que goleada !
E mesmo quando já quase não jogavas, não quiseste partir sem desencantares um golo final para ofereceres a Taça do último Abril.
Não ficamos órfãos, hincha, porque foste irmão, que vestiu como nós a camisola do Benfica.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
P'rá puta que as pariu !
Fiquei curioso.
Olhei as prateleiras da FNAC e do Corte Inglês, que é perto, e nem sombra do Nelson Rodrigues. Não é teatro. É pura verdade. E natural. São estrangeiras.
De português têm dois escaparates (?!) e chega, que põem no saco da "Literatura Lusófona", e eu fico a pensar no que raio terão escrito este tempo todo portugueses, brasileiros e os africanos que escrevem o português.
Viro-me para a 'Bertrand' (a velha do Chiado), a 'Ferin', da Nova do Almada, a 'Sá da Costa' (só pelo gozo), a 'Barata' e a 'Almedina'.
Nem sonhes !, gritam todas, ignorando que faz 100 anos. Paulo Coelho - sim, claro -, um ou dois Jorge Amado (que é Nobel), pouco Millôr e Machado de Assis, alguma Clarice Lispector e, pronto, o Chico, que sempre é novo, bom e vende.
Armado em jornalista, procuro a explicação. Falam-me das editoras, que é caro mandar livros do Brasil, "que vivem com limitações de espaço", e eu fico parvo. Isto é sofrer mais que tirar o passaporte.
Tenho pena de Lisboa, cidade onde as livrarias são burras. Ou talvez não sejam burras. São mas é supermercados com livros.
Nem o Centro Cultural Brasileiro !, com sacos 'Book House'. Como é possível ? Aí encontro algum catálogo do Teatro dele. É só. Das crónicas ?, nada. Mas vale porque descubro um José Lins do Rego que não conhecia - "Flamengo é puro amor" - e trago mais Drummond de Andrade.
Felizmente que há a 'Ler Devagar', onde acabo a desabafar com a italiana que vai ao Irão.
E a 'Letra Livre', na Calçada do Combro, dos livros impossíveis. Não tinha o nosso homem, mas que prazer é uma livraria nova.
E felizmente também haver um amigo bom que trouxe "O Berro Impresso das Manchetes" (ed. Agir, 2007), quando veio do Rio.
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100 anos é tempo nenhum
Nelson Rodrigues
n. 23.08.1912
"Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos..."
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Keep on PUNKin' in the Free World !
"Russian Punk Band Is Sentenced to 2 Years in Prison for Anti-Putin Stunt"
A Moscow judge handed down stiff prison sentences of two years on Friday afternoon for three young women who staged a protest against Vladimir V. Putin in the Cathedral of Christ the Savior last February and whose jailing and trial on hooliganism charges have generated worldwide criticism of constraints on political speech in Russia.
(...)As the judge read the lengthy verdict, hundreds of demonstrators had gathered outside the courthouse and shouted, “Free Pussy Riot!”
Riot police officers arrested dozens of them, including the former chess champion Garry Kasparov, who is active in the Russian political opposition. Mr. Kasparov fought with the police and appeared to be beaten as he was bundled into a police vehicle.
Near the start of the highly anticipated proceedings, the judge said that Pussy Riot’s so-called punk prayer in Moscow’s main cathedral had amounted to the crime of hooliganism motivated by religious hatred. She repeated that charge today in her verdict.
(...)As the trial opened, the women — Nadezhda Tolokonnikova, 23, Yekaterina Samutsevich, 30, and Maria Alyokhina, 24 — apologized, saying they had never intended to offend the Orthodox Church but rather sought to make a political statement against Mr. Putin and against the church patriarch, Kirill I, for supporting Mr. Putin in his campaign for a third term as president.
source: The New York Times
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Ócio (cap. 4)
(Livraria Beta, Sevilha, Agosto 2012)
«...
Eusebio
Nació destinado a lustrar zapatos, vender maníes o robar a los distraídos. De niño, lo llamaban Ninguém: nadie, ninguno. Hijo de madre viuda, jugaba al fútbol con sus muchos hermanos en los arenales de los suburbios, desde el amanecer hasta la noche.
Llegó a las canchas corriendo como sólo puede correr alguien que huye de la policía o de la miseria que le muerde los talones. Y así, disparando en zig-zag, fue campéon de Europa a los veinte años. Entonces lo llamaron la Pantera.
En el Mundial del 66, sus zancadas dejaron un tendal de adversarios por el suelo y sus goles, desde ángulos imposibles, desataron ovaciones de nunca acabar.
Fue un africano de Mozambique el mejor jugador de toda la historia de Portugal. Eusebio: altas piernas, brazos caídos, mirada triste.»
in 'El Fútbol - a sol y sombra'
Eduardo Galeano
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