domingo, 15 de abril de 2018

o Novo Cinema Paraíso



Comecei a compreender e a apreciar, verdadeiramente, o cinema, com um filme sobre filmes. Um filme de amor aos filmes. O cinema como arte. De contar histórias com imagens em rotação. Numa película. Com o projector a iluminar a sala escura das nossas cabeças, e a magia de um que nos mostra como tudo (até aquilo que é triste) pode ser tão belo. Com a ternura dos pormenores e o cuidado do tricot que se desfaz atrás da mãe que abre a porta ao filho. A grande beleza das coisas simples e dos mistérios. A força de uma sequência (à chuva) e o poder de um plano (Elena). Da luz. Das sombras. Da imagem, do som, dos silêncios, de um gesto, de um beijo ou de um olhar. E a importância de uma cena ou da banda-sonora.
Ainda por cima europeu e falado em italiano. Que me obrigava a querer mais e beber mais da fonte inesgotável. Tudo, se fosse possível. E que podia partilhar com o meu pai.
Foi assim aos 12 anos quando fui a Giancaldo, provavelmente ao Mundial ou ao Ávila, onde passavam Alfredo e Totò em cartaz, e quando ir ao cinema era ir ao teatro. Com a mesma idade com que agora levámos a Matilde, na reposição para a festa do Cinema Italiano, e sentir um inesperado calor nos olhos.
"Adorei o filme, pai.", disse-me depois também o Rodrigo. Abracadabra.



sábado, 14 de abril de 2018

quinta-feira, 12 de abril de 2018

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Roma Roma Roma

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Roma 3 - Barcelona 0

quinta-feira, 5 de abril de 2018

domingo, 1 de abril de 2018

terça-feira, 27 de março de 2018

'Chicago', de Glenn Head


"There was a time in this country when art was dangerous, when music was varied and independent, when people were still people and not the quite plastic lock step frightened little consumers they've been incubated to be. Starting band was as easy as learning three chords. Going on tour was as easy as climbing in a van. Hosting a show as easy as opening your garage door. There was such a diversity of underground scenes, niche genres of music, an underground voice of fanzines, and libraries of independent comics. It was easy to get lost in the riptide of fervor and emotion and ideas. People fighting against social systems, governments mating with corporations, or neo-racism. There were hundreds of outlets, venues, college radio stations, indy bookstores, record labels, distributors, and an entire culture of hands to help raise the barn. They raised each other up in the name of honesty, accountability, anarchy, social justice, chaos, and shunned the toxic lust for money. Oh, how long ago it seems. Glenn Head takes you right back to that time and place. His work is cut from the fabric of his being with a rusty straight razor, he knows that you can’t be open and exposed without a little blood. His honesty is nearly unappreciated in a culture built on lies and social Darwinism, but is as vital and necessary to remind us of the freedoms we lost in the past two decades as anything penned by Orwell. His work is a wail of freedom; not the bumper sticker shrink wrapped kind that always falls out of the mouth of millionaire politicians, but the freedom that comes only when you have sacrificed everything.” 

Johnny ‘Thief’ Di Donna ('Vulture'; Sep. 2015)

sábado, 24 de março de 2018

quinta-feira, 22 de março de 2018

Fakebook

Parecia realmente uma questão de tempo. Parecia inevitável que isto um dia ia dar asneira. 

segunda-feira, 19 de março de 2018

Dia do Tri-Pai



(e um dente-de-leão logo de manhã)

Sorte a minha.

domingo, 18 de março de 2018

sexta-feira, 16 de março de 2018

Marielle Franco


«Foi esta cidade que há um mês se viu ocupada por militares, a mando de um presidente da república não-eleito, alegadamente para fazer face ao crime. Depois do golpe na presidência, o golpe na cidade que é a cara do Brasil. O crime de Estado tem esta tradição de se justificar pelo crime. O presidente não-eleito, Michel Temer, assinou essa ocupação. O Rio de Janeiro é desde então uma cidade ocupada, num país ocupado. Todos os dias algo se soma ao horror. Chegam amigos de lá, ou mensagens de amigos, vejo as notícias, horror atrás de horror.
E ontem, 14 de Março, aconteceu uma morte violenta que imediatamente se tornou o espelho em que o Rio se viu, o Brasil se viu, os brasileiros pelo mundo se viram, e quem ama o Brasil, em geral. Toda a morte violenta é horrível, mas algumas, raras, são uma visão colectiva do horror. Foi isso que aconteceu esta quarta-feira à noite. A morte de Marielle Franco é um espelho voltado para a cara do Brasil. E para todos nós.

(...)


Faltava Marielle ir a votos. O que aconteceu na eleição de 2016. Ela esperava uns 6000 votos, disse. Teve 46.502, fazendo uma campanha como feminista, negra, gay, contra a violência policial. A quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro.

A 16 de Fevereiro deste ano, quando Temer assinou a ocupação militar do Rio, Marielle foi uma das vozes críticas.
A 28 de Fevereiro, foi nomeada relatora da Comissão da Câmara de Vereadores, criada para acompanhar a intervenção do exército.
A 10 de Março, denunciou o aumento da violência de Estado depois da ocupação e, de forma contundente, violência policial no bairro suburbano de Acari. “O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM [Polícia Militar] é conhecido como Batalhão da morte. CHEGA de esculachar a população! CHEGA de matarem nossos jovens.”
A 13 de Março, anteontem, escreveu no Twitter: “Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?”
Ontem foi executada.»

"Esta mulher, executada no Rio de Janeiro, ocupado por militares há um mês"
de Alexandra Lucas Coelho

quarta-feira, 14 de março de 2018

sábado, 10 de março de 2018

é esta A missão


«Acho que a missão da mulher é assombrar, espantar. Se a mulher não espanta... De resto, não é só a mulher, todos os seres humanos têm que deslumbrar os seus semelhantes para serem um acontecimento. Temos que ser um acontecimento uns para os outros. Então a pessoa tem que fazer o possível para deslumbrar o seu semelhante, para que a vida seja um motivo de deslumbramento. Se chama a isso sedução, cumpri aquilo que me era forçoso fazer.»

Natália Correia, in Entrevista '(1983)' 

quinta-feira, 8 de março de 2018

terça-feira, 6 de março de 2018

segunda-feira, 5 de março de 2018

quinta-feira, 1 de março de 2018

Ezio Bosso

O maestro Ezio Bosso é a sobrevivência da vontade sobre tudo, até sobre um corpo melhor e que se quer desligar. 
De que a esclerose lateral amiotrófica que lhe dá cabo dos músculos e de se exprimir verbalmente, e de que o tumor cerebral que ainda lhe tirou mais 40 quilos, não lhe roubam a força de se sentar a um piano e a habilidade de tudo esquecer: dor e movimentos desarticulados e descoordenados de um corpo a acabar. Ficando só a Alma. A Música. Toda.


domingo, 25 de fevereiro de 2018

O requinte da Classe


Daniel Day-Lewis para Paul Thomas Anderson

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

domingo, 18 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

'Mystery of Love'




Banda sonora de Sufjan Stevens para "Call me by your name", de Luca Guadagnino, com Armie Hammer, Timotheé Chalamet, Michael Stuhlbarg, Amira Casar e Esther Garrel.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Brilliant hour

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Não é a primeira vez que Gary Oldman justifica um óscar, mas este ano é exagero.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Aimor

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-- A melhor versão de Pablo Aimar: River ou Valencia?

-- Eu creio que a minha melhor versão talvez tenha sido em Lisboa. Era uma equipa muito grande, jogando bem a número 10, atrás de Javier [Saviola] e Cardozo. Com Di Maria de um lado e Ramires, a número 8. Jogava Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, que no passe interior era espetacular; e Coentrão, que foi para o Real Madrid e voltou para o Sporting; Javi Garcia de "cinco" (trinco), que esteve no City. Creio que quando joguei melhor, que estava bem fisicamente, e já via muitas mais coisas foi aí...

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