Acho que devíamos ser levados assim. Ao colo do nosso filho enquanto nos despedíamos de toda a gente que conhecemos ao longo da vida, desaguando na perfeição de um rio. Com música e umas palmas a acompanhar.
“Is there any point in hosting a party for time travelers? Would you hope anyone would turn up?
In 2009 I held a party for time travelers in my college, Gonville and Caius in Cambridge, for a film about time travel. To ensure that only genuine time travelers came, I didn’t send out the invitation until after the party. On the day of the party, I sat in college, hoping but no one came. I was disappointed, but not surprised, because I had shown that if general relativity is correct and energy density is positive, time travel is not possible. I would have been delighted if one of my assumptions had turned out to be wrong.”
«I think we are acting with reckless indifference to our future on planet Earth. At the moment, we have nowhere else to go, but in the long run the human race shouldn’t have all its eggs in one basket, or on one planet. I just hope we can avoid dropping the basket before we learn how to escape from Earth. But we are, by nature, explorers. Motivated by curiosity. This is a uniquely human quality. It is this driven curiosity that sent explorers to prove the Earth is not flat and it is the same instinct that sends us to the stars at the speed of thought, urging us to go there in reality. And whenever we make a great new leap, such as the Moon landings, we elevate humanity, bring people and nations together, usher in new discoveries «and new technologies. To leave Earth demands a concerted global approach—everyone should join in. We need to rekindle the excitement of the early days of space travel in the 1960s. The technology is almost within our grasp. It is time to explore other solar systems. Spreading out may be the only thing that saves us from ourselves. I am convinced that humans need to leave Earth. If we stay, we risk being annihilated.» NB: no passamento do homem que me fez interessar por estes temas. Foi Avô do meu amigo Diogo Azul e deu-me explicações de Físico-Química no oitavo ano (depois de um 2 na pauta do primeiro período).
120 das guitarras de David Guilmour vão a leilão. "Está na altura de seguir em frente e pode ser que ajudem outras pessoas a criar algo novo.", diz o artesão. O pecúlio é para instituições humanitárias. Pay-back é isto.
Às vezes é preciso lembrar que à beira do século XXI houve uma guerra em plena Europa que quase acabou com um povo e uma nação. Uma guerra onde morreram centenas de milhar de pessoas. Civis. Pessoas como nós. Crianças, muitas, alvos predilectos dos snipers genocidas que ganhavam por cabeça.
"Faz de Sarajevo" descreve a história de Ervin Rustemagić e da sua família durante o cerco que, entre 92 e 96, as tropas militares e para-militares sérvias de Milosevic, o carniceiro dos Balcãs, fizeram à cidade. Limpeza étnica.
Isolado e sem quase poder sair à rua, Ervin (amigo do autor Joe Kubert) dispunha apenas de um fax para contactar com o exterior e relatar as atrocidades que todos os dias eram cometidas naquele pedaço de Bósnia, por entre o rebentamento de obuses, tiros e granadas, e enquanto o resto do mundo assistia pela televisãoa mais uma tentativa de extermínio.
Três anos depois da guerra estive em Sarajevo. Já aqui contei. De como encontrámos a cidade. Semi-destruída. De olharmos para o edifício do Parlamento estilhaçado e rebentado pelos morteiros. E do "Holiday Inn", onde Ervin, a mulher e os filhos acabaram por conseguir se refugiar, quando perderam a casa. De como tropeçávamos em parques convertidos em cemitérios. E da estação de comboios, deserta e a abandonada.
Às vezes é preciso lembrar que à beirinha do século XXI houve uma guerra em plena Europa.
Há muito que O Panorâmico não é o restaurante sumptuoso frequentado pelas celebridades e figuras do Estado Novo no Portugalzito do final dos anos 60. Desprezado e quase destruído, ficou esqueleto e refúgio de toxicómanos. Agora de artistas e graffiters, ou dos sem-abrigo, como se percebe pelos restos de carvão de uma fogueira recentemente apagada numa das salas de jantar. Mas Monsanto continua cá. E a vista incrível do alto para toda a cidade, em 360 graus, depois de andarmos um bocado na estrada da Bela Vista.
«Estou numa esplanada onde não há rede. Vejo um rapaz com onze ou doze anos de braço esticado a olhar para o telemóvel. Diz sempre "no service". Faz isto durante uma hora inteira. Não fala com os pais. Não abre um livro. Não olha para a paisagem. Não brinca. Tem sempre a mesma expressão chateada e desiludida. Sente-se que não é a primeira vez que isto acontece. Eu estou a ler no meu Kindle. Mas parece que estou na Internet. O rapaz deve pensar que eu consegui rede. Na volta, é por causa disso que o desgraçado não desiste. Passa uma pessoa atrás de mim e percebe que estou a ler. Comentário dela: "Grande seca!" Não compreendi. Respondi: "Não! Estou a ler o..." mas já não deu para acabar. Há décadas que ninguém me pergunta o que estou a ler. Estou habituado. Depois percebi. A grande maioria das pessoas já não associa a leitura ao prazer. Só pode ser isso. Lêem para estudar, para aprender, porque pensam que lhes faz bem ou dá jeito. Mas não lêem pelo prazer de ler, de ser transportado para outros mundos, onde não sabemos o que vai acontecer - ou sabemos mas gostamos de lá voltar, à procura duma coisa diferente em que não tenhamos reparado. O que não há nos livros — e é por isso que é um tão grande alívio — é o eu. Não estou lá de maneira nenhuma. Só há outras pessoas. O mal das redes sociais é o eu-eu-eu e o meu-meu-meu e o vício de usar os likes como um espelho de tique-tiques. O prazer de ler — ficar absorto, desaparecer, ficar pendurado — é uma solidão acompanhada, uma viagem sem fim e sem esforço.»
«I don’t have any evidence either way, but I am not
sure that is the right question. For me, the question is what it means to
believe. The thing is, against all my better judgement, I find it
impossible not to believe, or at the very least not to be
engaged in the inquiry of such a thing, which in a way is the
same thing. My life is dominated by the notion of God, whether it is His
presence or His absence. I am a believer – in both God’s presence and His
absence. I am a believer in the inquiry itself, more so than the result of that
inquiry. (...)
In the end, with all respect, I haven’t the stomach
for atheism and its insistence on what we know. (...) I share many of the problems
that atheists have toward religion – the dogma, the extremism, the hypocrisy,
the concept of revelation with its many attendant horrors – I am just at
variance with the often self-satisfied certainty that accompanies the idea that
God does not exist.»