domingo, 31 de maio de 2020

Jimmy Cobb morreu esta semana

Não há jazz sem uma grande bateria.
Não há líder sem um grande sideman.
3 discos obrigatórios.
3 discos com Jimmy Cobb na bateria.



sexta-feira, 29 de maio de 2020

Claro! Clubes grandes são assim.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Travel Ban



"Have you ever walked the lonesome hills
And heard the curlews cry
Or seen the raven black as night
Upon a windswept sky
To walk the purple heather
And hear the westwind cry
To know that's where the rapparee must die"



'Young Ned of the Hill'


terça-feira, 26 de maio de 2020

sábado, 23 de maio de 2020

quarta-feira, 20 de maio de 2020

perguntas difíceis


Quando o Junior (louco por rankings) nos pergunta qual é o melhor álbum.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

quinta-feira, 14 de maio de 2020

segunda-feira, 11 de maio de 2020

sábado, 9 de maio de 2020

O irreal social


"Abril, o mês mais cruel", revista do 'Expresso'

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Beluga

«Ela saiu de casa batendo a porta. Mas antes ele tinha mandado ela tomar no cu. Mas antes ela tinha pedido que ele pelo menos limpasse a merda que fez. Mas antes ele tinha derramado vinho no tapete. Mas antes ela tinha duvidado de que ele derramaria o vinho todo no tapete. Mas antes ele tinha dito que derramaria o vinho todo no tapete. Mas antes ela tinha dito que a culpa não era dela de ele não ter um emprego. Mas antes ele tinha dito que ela não precisava jogar na cara que ele não tinha dinheiro nem para comprar um tapete. Mas antes ela tinha dito que a mãe dela merecia respeito, afinal de contas foi ela quem mobiliou o apartamento, do ventilador ao tapete. Mas antes ele tinha dito que a mãe dela era uma vaca. Mas antes a mãe dela tinha saído do apartamento batendo a porta. Mas antes ele tinha pedido que a mãe dela saísse, de preferência sem bater a porta. Mas antes a mãe dela tinha dito que ele estava mais gordo. Mas antes ele tinha dito que a mãe dela estava mais velha. Mas antes a mãe dela perguntou se ele tinha conseguido o emprego. Mas antes ele disse que a mãe dela chegar de surpresa era só o que faltava. Mas antes a mãe dela tinha chegado de surpresa. Mas antes eles tinham se beijado e pedido desculpas e prometido que não iam brigar. Mas antes ele perguntou por que é que nada que ele faz nunca está bom. Mas antes ela tinha reclamado que ele não sabia nem abrir um vinho. Mas antes ele tinha tentado abrir um vinho. Mas antes ela tinha sugerido que ele abrisse o vinho. Mas antes eles tinham se beijado. Mas antes eles tinham deixado os filhos na casa da irmã dele. Mas antes eles tinham dito que seria uma noite linda. Mas antes eles tinham passado no supermercado e comprado o melhor vinho. Mas antes ela tinha dito que tinha muito orgulho do marido que ele era. Mas antes ele tinha chorado porque não era assim que ele se imaginava aos 35. Mas antes ele tinha sido recusado na entrevista de emprego. Mas antes ela tinha dito que confiava cegamente nele. Mas antes ele tinha dito que era só uma entrevista de emprego, e que nada estava certo ainda. Mas antes eles tinham combinado de comemorar as duas coisas, o aniversário e o emprego novo. Mas antes eles tinham acordado e percebido que, naquela noite, eles iriam comemorar sete anos juntos. Mas antes eles tinham sido felizes. Isso antes.»

segunda-feira, 4 de maio de 2020

mais bullying TV



Ainda assim, duvido que supere o BB Book.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

quarta-feira, 29 de abril de 2020

é o que eu digo: TV bullying !

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Home Work

sábado, 25 de abril de 2020

25 de Abril Sempre !

Santiago do Escoural

«É precisamente em tempos excecionais que se impõe evocar o que constitui mais do que um costume ou um ritual, o que é manifestamente essencial.» (...)
«O 25 de Abril é essencial e tinha de ser evocado” (...)
«Em tempos excecionais de dor, de sofrimento, de luto, separação, de confinamento, é que mais importa evocar a Pátria, a Independência, a República, a Liberdade e a Democracia.» (...)
«Evocar o 25 de Abril é falar deste tempo, não é ignorá-lo. Invocar o 25 de Abril é combater a crise na saúde e a crise social. Invocar o 25 de Abril é chorar os mortos

Marcelo Rebelo de Sousa, 25 de Abril de 2020.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

terça-feira, 21 de abril de 2020

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Standby Me


Este blogue tem 10 anos.
Há 10 anos, enquanto olhava para o futuro do mundo, de nós, e com a crise financeira de 2008 ainda fresca na cabeça, sugeri que um dia iríamos ter um Fight Club pela frente, e «que podíamos ser forçados a experimentar uma luta selvagem pela sobrevivência».

O que eu não sabia é que a maior crise do mundo teria origem microscópica. E que a maior crise das nossas vidas seria, afinal, uma crise de três gerações. Ao mesmo tempo. 
Que uma crise financeira não é nada ao lado de uma crise de tudo. Quando tudo pára e fecha, quando nos mandam para casa, pela nossa saúde, e quando sociedade, economia, emprego, e tudo aquilo que somos (ou julgamos que somos) é posto em stop, e tudo parece conduzir à ruína social (e humana). No riscar de um fósforo, ou melhor, no cuspir de um espirro. 
Porque hoje sim, sabemos o que é mesmo uma pandemia. Palavra horrível e que faz dormir mal. Com cheiro a morte, que vem de Espanha e Itália, e de mais longe, e que anda e anda e está em toda a parte. Que nos apresentam com números e gráficos e curvas. Mas que é gente. Cada um daqueles números. E camas nos hospitais.
Difícil, muito difícil digerir uma coisa assim. Ter que aprender a conhecer um mundo novo, quase calado, com medo até de pensar no que pode vir a seguir, sem beijos e abraços, e em que dizemos adeus à mana, e às miúdas, à distância de uma varanda e de auto-abraços que nos damos do coração. Em que estar perto é estar longe, e com tudo aquilo de que não gostamos, porque mete aparelhos, gadgets e tecnologia pelo meio. E agradecê-lo !, porque só assim. Em que pensamos 30 vezes antes de entrar, mexer, tocar e quase até falar. Em que pensamos antes de tudo. Se podemos. E como. Porque nos pedem que a gente não mostre a cara e nos dizem que as mãos já não podem ser livres, ficando cidades inteiras de semi-aleijados a usar cotovelos, braços, pés e coxas para tocar nos puxadores e abrir portas, janelas ou tocar às campainhas. Coisa de doidos ! 
Porque fecharam os risos e a galhofa, e o futebol que a gente jogava. E a malta nos bares e restaurantes, e a música fora. E as conversas. E os olhos nos olhos. Que querem que a gente guarde. Cá dentro. Onde nos exilámos.
Por isso é que nos agarramos. A tudo o que podemos e é nosso. Aos discos, livros e filmes. Que nos lembram a vida de antes. E aos jornais para sabermos a de hoje.
Não sabia nada disto. Mas sabia o que era. Isso sabia. Aproveitando sempre tudo. Tentando não perder uma oportunidade. Para acrescentar. Para ser mais. Para não deixar escapar, ou adiar para amanhã. Como se não houvesse amanhã sim, porque nunca sabemos mesmo. Sugando sempre todo o tutano, como ensinou o professor dos poetas. Para ganhar os dias e completar a história. 
Por isso, quando me dizem que estamos em guerra, apetece-me pegar numa granada e caçar o inimigo. Mas não estamos. Se estivéssemos, a vida, aquela vida, continuava. Haveria bunkers, mas havia rua. E putos, na rua. Não era o standby. O meio quieto. Como uma nuvem, mas a chover as saudades que nos lembram que estamos cá. Com os dias passando em loop, que insistimos em contrariar para enganar o repetido. Fazendo tudo distantemente numa espécie de fingimento.
Um ano adiado e interrompido e com muitas chamadas de pé-de-página, para anotar depois. 
E no meio disto tudo, a primavera. A natureza... duma janela rural. Indiferente a ansiedades e inquietações, e que continua. Bela e a querer que olhemos para ela. Melhor. Para aprendermos a viver outra vez. 
Com os filhos e os laptops no colo. À procura de rede.



quinta-feira, 16 de abril de 2020

O Homem que escrevia romances de amor


Luis Sepúlveda
(1949 - 2020)

segunda-feira, 6 de abril de 2020

domingo, 5 de abril de 2020

sexta-feira, 3 de abril de 2020