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domingo, 24 de janeiro de 2016

The Big Short


"Truth is like poetry. And most people doesn't like poetry."

(heard in a Washington D.C. bar)

domingo, 19 de janeiro de 2014

Goodfellas



'The Wolf of Wall Street', de Martin Scorsese.
E Di Caprio ?, que barbaridade !

(no Fonte Nova, enquanto se acumulava uma piscina de chuva por trás da tela)

terça-feira, 18 de junho de 2013

O Século dos Cidadãos

As pessoas estão a ficar fartas e perceberam o seu poder.
O movimento Occupy Wall Street, os motins em Londres em 2011, a Primavera árabe, as largas manifestações contra a austeridade em Portugal, Grécia, Itália, Espanha e até Berlim, em Chipre, o movimento Femen na Rússia de Putin, as manifestações da Praça Taksim, em Istambul, e agora o Brasil em Junho de 2013.
"Citizens, not subjects", líamos na guitarra de Robert Smith, no concerto dos Cure do ano passado em Lisboa.
Não é que no passado não tenha havido grandes mobilizações de massas capazes de alterações, mas essas geralmente culminavam em revoluções ou rupturas de regimes.
Agora as coisas estão diferentes. As pessoas já desconfiam por princípio dos políticos e não acreditam no que lhes dizem, cansadas de anos e anos de traições. Mas compreendendo que têm uma dificuldade de se organizarem para além das convocatórias que fazem através das redes sociais, também perceberam que as mudanças começam nas ruas e é daí que querem falar aos seus governantes e onde apresentam as suas reivindicações, com cartazes, palavras de ordem, flores, dançando ou fazendo silêncio. Assistimos, portanto, a uma deslocalização da política, do Parlamento para as ruas. E os políticos, que perdem a antiga legitimidade governativa, têm de a ir buscar onde está o cidadão. E ou os ouvem, ou são atropelados pelos acontecimentos.
As pessoas compreenderam o seu poder e estão a ficar fartas.
A 'Folha de São Paulo' documenta.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Psycho Killers = Serial Killers

Key Drivers of Moody's Decision to Downgrade Portugal to Ba2 from Baa1


On 5 July 2011, we downgraded Portugal’s long-term government bond ratings to Ba2 from Baa1 and assigned a negative outlook. Concurrently, we also downgraded the government's short-term debt rating to Not-Prime from Prime-2. This rating action concluded the review of Portugal’s ratings that we initiated on 5 April 2011.
The rating action was driven by two closely related considerations:

» The growing risk that Portugal will require a second round of official financing before it can return to the private market, particularly if the country were to suffer contagion from a disorderly Greek default, or merely from the growing likelihood of a default. Such contagion would meaningfully change the risks for investors that currently hold Portuguese bonds given the increasing possibility that private sector creditor participation will be required as a prerequisite for any further finance.
» The heightened concern that Portugal will not be able to fully achieve the deficit reduction and debt targets that are required to stabilise its debt position, as set out in its loan agreement with the European Union (EU) and International Monetary Fund (IMF).

This concern is driven by the formidable challenges the country is facing in reducing spending, increasing tax compliance and achieving economic growth (and addressing the related longer-term solvency concerns) and supporting the banking system.
The negative outlook on the rating reflects Moody’s view of the implementation risks associated with the government’s ambitious plans.
The purpose of this Special Comment is to provide further insight into our views and the analytical considerations that drove the decision to downgrade Portugal’s long-term government bond ratings to Ba2.


Por favor, nem toda a gente é estúpida. Ouvir Nicolau Santos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fight Club

Nota: o texto que segue foi publicado pela primeira vez no blogue encostado  do "Alcatrão & Penas". Recupero-o agora, adaptado, um ano depois, porque o(s) dia(s) justifica(m).

Houve fome.
Falando apenas do séc. XX, sucessivas convulsões políticas, sociais, económicas a que os nossos pais, avós e bisavós sobreviveram. Alturas de fome e verdadeira escassez. Duas guerras mundiais, recessões económicas, queda de impérios coloniais, independências. Choque petrolífero. Filas e senhas de racionamento. Fome. Para chegarmos à Liberdade.

Tyler Durden, o lendário Tyler do “Fight Club”, num dos melhores diálogos do filme, diz a determinada altura que eles (nós) pertencem(os) à Geração do Meio.
Queria ele dizer – julgo – que, como o irmão do meio, filho para quem em geral a família se está nas tintas, à nossa geração (dos 30) também ninguém liga muito, vá, nada.
Tyler depois desenvolvia um bocado a ideia: que éramos uma geração facilitada, que não havia grande rumo, que as dificuldades tinham ficado para os mais velhos e que a nossa geração estava basicamente entregue a si mesma porque ninguém queria saber de nós, nada iria acontecer de relevante nos nossos anos e não íamos ficar na História.

Há algo de assustadora e desesperadamente verdadeiro nisto.
Só não concordo com a conclusão: não ficarmos na História.
Tenho pensado muitas vezes neste tema. Tenho discutido muito, e o que digo, apesar da veemência do discurso, não tem feito muito eco. Aliás, que me recorde, só uma pessoa esteve comigo. Um raio, ou melhor, um corisco.

O problema é, em suma, este.
Nascemos e crescemos em democracia. Temos conforto, sofás e há o IKEA. Depois da revolução, depois do FMI, a CEE. E os anos 80 e 90, anos de progressiva ascensão económica e social. Chegámos ao mercado de trabalho em 2000. As nossas vidas foram bestialmente perfeitas, certinhas e previsíveis.
Quando podíamos ter ido fazer qualquer coisa, escolhemos uma carreira. Mark Renton, no final do Trainspotting dixit. E pronto. Uns melhor, outros menos bem, começámos a trabalhar e a ganhar (logo) relativamente bem. Não havia sobressaltos. A vida corria como planeado, temos 30 anos e não havia crises.

Claro que havia (ainda há) as ameaças do terrorismo, mas que também servem para financiar o produto armado. E o que é armado dá dinheiro. E se dá dinheiro a máquina funciona.
Dinheiro. Títulos comerciais. Bolsa. Mercados. Tudo seguro. Tudo vazio e feito de areia.
Como este clima de sagrada abastança não podia continuar por muito tempo, comecei a dizer aos meus amigos que algo vinha para aí. Tinha que vir. Falei em voltar à enxada. E que podíamos ser forçados a experimentar uma luta selvagem pela sobrevivência. Disseram que exagerava. Que era medo.
E, de repente, a crise do sub-prime de 2008 parecia dar-me razão.
Histeria total. Pânico. Madoff. Suicídios financeiros. Lehman Brothers. Casas entregues a troco de Zero. O dinheiro (afinal) não existia. Era tudo ficção. Era o fim. O fim das nossas sociedades, o fim do nosso estilo de vida. O fim.

Mas... amainou, e, como vivemos tão obcecados por uma ilusória segurança, as coisas começaram a voltar ao normal. Os Bancos a emprestarem o dinheiro que não têm, os Governos a usarem o dinheiro que não é deles, e todos a vivermos uma doce realidade virtual. Universo paralelo.
Amainou. Só amainou porque se adiou desenrascadamente até ao impossível. Porque agora voltámos ao expectável. Portugal recorre ao FEEF e ao FMI e nós que julgávamos estarem tão distante os anos 80, voltámos à mesma, como o aluno que chumba e nunca aprende. Ao menos a mudar de vida. A fazer outra coisa.

É aqui que me separo do Tyler: "Não ficaremos na História. Nada faremos digno de registo." Não acho.
Estamos enfiados num Fight Club tramado. Somos a Geração do Meio, sim, ou a Geração Só. Não temos ninguém ao lado, coisa que não se via nas gerações passadas, onde os pilares fundamentais da sociedade sustentavam tudo e garantiam estabilidade.
Hoje estamos por nossa conta. Os Governos mentem-nos. A Justiça quer ser política. Os Bancos vão à falência. As empresas governam-se. Os jornais dizem-nos o que outros querem dizer. Todos se servem e fazem batota. E a família (quase) inexiste. Muitos avós têm que continuar a trabalhar. Não há reformas. Os putos ficam entregues por aí. E um dia vão cobrar.

Esta é a nossa Revolução. Mudar isto. Este é o nosso Fight Club. E agora aguentar a borrasca que se adivinha. Eu estou cá.

sábado, 6 de novembro de 2010

Back to Back




Moral Risk: "It's not a matter of money. It's a game. Between people."

terça-feira, 28 de setembro de 2010

On Wall Street


"It's like I always say, money is something you need in case you don't die tomorrow."

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mad as Hell

Às vezes quando leio notícias como esta

"Comparisons to the Great Depression keep popping up"

ou quando oiço que o oráculo chamado Moody's resolveu baixar o 'rating' da economia de mais um país qualquer que lhe passou por baixo do nariz,

lembro-me de filmes como este