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domingo, 9 de fevereiro de 2025
segunda-feira, 8 de abril de 2024
segunda-feira, 23 de outubro de 2023
segunda-feira, 6 de julho de 2020
Il Maestro
«É importante que a música diga aquilo que não é dito no filme e aquilo que não se vê.».
Escutamos e aprendemos. Era isso que fazíamos enquanto descobríamos alguns dos grandes filmes que o cinema já deu.
Em comum quase sempre o mesmo nome: Ennio Morricone (1928 - 2020).
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quarta-feira, 23 de outubro de 2019
sábado, 5 de outubro de 2019
terça-feira, 6 de agosto de 2019
sexta-feira, 12 de abril de 2019
quinta-feira, 24 de maio de 2018
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Trumped
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sábado, 8 de outubro de 2016
Raging Bull
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segunda-feira, 4 de julho de 2016
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Goodfellas
O clã foi reunido.
Não é todos os dias que nos chamam para cortarmos as goelas a umas bichas.
Fazer parte de um gangue de wiseguys dispostos a tudo por um prato de Lampreia requer um pacto de sangue. Com arroz malandrinho.
É claro que conhecia a lenda de raridade em extinção. Cresci numa família que me contava que só de vez em quando a conseguiam apanhar. Uma vez por ano talvez, e durante o segundo mês do calendário. Que ou se ama, ou se odeia. Que há quem tenha pesadelos com esta cobra do rio, que não admitem ver se não for 25 de Dezembro e estiver coberta de fios de ovos.
Mas foi feita a chamada para o ritual. Também já era tempo de perder a minha virgindade e experimentar o sabor quente e avinagrado do peixe negro e esguio, que faz susto quando abre a boca e mostra a língua raspadora.
A adrenalina mal me deixou dormir. Cheguei 10 minutos antes da hora marcada ao 'Marquês de Palma'. Ocupei o meu lugar numa mesa previamente reservada. Koba, o big boss, tinha feito o telefonema.
Depois de me sentar, fui logo abordado pelo Sr. António. «Os outros vêm ?», perguntou, olhando-me de lado, enquanto limpava as mãos num pano branco da cozinha. Respondi-lhe que não era costume estarem atrasados, tentando em vão disfarçar o nervosismo com uma fina fatia de presunto que enfiei na boca.
«Vamos lá ver se não falham. É que tivemos que ir hoje à lota e pelo meio ainda tivemos que "despachar" uns gajos da ASAE. Andam doidos para ver se encontram os culpados. Isto vai custar-vos caro.»
Já não parava de olhar para o relógio. Tinha trazido a arma comigo e certificava-me que ninguém se aproximava do Chefe.
Foram chegando. Cada um à vez. Primeiro o Milo "crazy tits". De cabelo bem aparado, quis logo saber se eu estava com medo. Depois o Tommy "alheira". Sentou-se e não disse nada. Limitou-se a afiar a faca que trazia no casaco. Finalmente, Koba "the bad lizard", de barba ligeiramente por fazer, mandou o tacho vir para a mesa.
Eram horas. Perguntei-lhes se teríamos sempre o prato quente. «Sim. É sinal que foram lavados depois da última.... bem, tu sabes.»
Não havia mais nada a fazer ou comentar. Tinham-se metido com eles e agora era preciso dar uma resposta à altura. Passaram-me a faca para mão e com um golpe certeiro, que tinha treinado semanas a fio num frango de cabidela, enfiei-a bem no peito da safada.
Pelo jeito com que todos me olharam a seguir, acho que não fiz má figura.Tinha enfrentado o teste derradeiro.
Levantaram-se, serviram-me uma malga de 'Aliança' e bebemos. Fora admitido.
Deliciei-me, é um facto. Até repeti. Não há mal nenhum em gostar do que se faz, pensei.
A siricaia e a aguardente final serviram apenas para acabar o serviço. E mais um whiskey no bar do Tony logo em frente. Estava com problemas com uma cliente de meia idade que não queria largar a novela. E ele queria fechar a televisão.
Mas o principal tinha conseguido. Percebi-o quando o Sr. António se despediu de mim com uma palmadinha na cara e "dê cumprimentos ao seu paizinho!"
Passava a pertencer à famiglia e já me podiam tratar na rua por Senhor.
Não é só um orgulho. É uma responsabilidade.
O problema destas coisas é que não há volta atrás. Uma vez provado o gosto do sangue, ficamos agarrados. A próxima agora tem de ser à bordalesa.
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sábado, 16 de abril de 2011
"Eric Clapton is God" - II
Juntar as guitarras de Jimmy Page e Jeff Beck em concerto, e meter ainda os Stones Charlie Watts (bateria) e Bill Wyman (baixo) é um luxo.
E "Layla", canção que Clapton compôs para a sua paixão-loucura Pattie, mulher do seu amigo de sempre George Harrison, uma maravilha de fazer girar órbitas.
E ao minuto 3.29...
Em "Goodfellas" escutam-se estes minutos sagrados quando a Polícia começa a descobrir os cadáveres do gangue que tinham sido despachados depois do golpe "Lufthansa".
E "Layla", canção que Clapton compôs para a sua paixão-loucura Pattie, mulher do seu amigo de sempre George Harrison, uma maravilha de fazer girar órbitas.
E ao minuto 3.29...
Em "Goodfellas" escutam-se estes minutos sagrados quando a Polícia começa a descobrir os cadáveres do gangue que tinham sido despachados depois do golpe "Lufthansa".
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Despertares
Há coisa de 20 anos houve um filme que falava sobre uma doença, uma doença rara. Os pacientes de um médico sofriam de uma espécie de letargia catatónica e, embora vivessem, como que vegetavam. O médico começa a tratar um deles com um medicamento e este, milagrosamente, regressa ao mundo dos vivos.
Passado um tempo o medicamento, nas doses necessárias, deixa de fazer efeito, e o doente, aos poucos, volta ao seu estado inicial. Apagando-se lentamente, até ficar fechado. Para sempre, preso no interior de um corpo.
Hoje, Ana Benavente, militante socialista e ex-secretária de Estado da Educação dos governos de A. Guterres, acusa José Sócrates de autoritarismo. De conduzir o Partido e um Governo que «ultrapassa "centralismo democrático" de Lenine».
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