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sábado, 11 de novembro de 2017

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Classe de 1997




'Boogie Nights', de Paul Thomas Anderson

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Um Actor que era um filme


'A Most Wanted Man', de Anton Corbijn

Foi isto que perdemos com a morte de Philip Seymour Hoffman. Porque, como aqui escrevi, este Ulisses da representação tinha o condão de explicar a verdade ao mundo.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

The end of the World

Domingo. Casa cheia. Derby. O clássico dos clássicos. Quase 18 horas. Tudo pronto. Tudo dentro. A aquecer os pés. O Piçarra já se ouviu. Estádio nervosinho. Nervosinho bom. De jogo grande.
Começa a cair lixo. Lixo ? A cobertura é que soltou umas coisas. Chovem bocados. Tempestade Stephanie (what the fuck ? também nós ?).
Passa o tempo. Não começa. Ninguém acredita. Por causa de uma lãzinha... ? De umas folhinhas de plástico.... ? Mas se quase já nem há vento... E os miúdos já apanharam tudo.
O adepto quer bola. Como droga. "Se fosse em Inglaterra já estavam a jogar ! Meninos do caralho !".
Meia hora e nada. Nem umas pinguitas de chuva.
"Ó que caneco !, vem um gajo de Braga e não entram em campo ?!?! Ganham 20 mil contos por mês e nada ?!? Quantas vezes um gajo não se metia num pelado e apanhava com uma carga de água...."
40 minutos. Voz grave e séria no altifalante. Tudo para casa ! Não há jogo. Manda a Protecção Civil. Filhos da mãe ! Assobiadela monumental. O adepto não quer saber. Pagou bilhete. Quer é bola.
Provavelmente só percebiam se fosse o fim do mundo e chovessem os sapos Magnólia.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Philip Seymour Hoffman (1967 - 2014)


Hoffman era daquelas raridades humanas que conseguem explicar a verdade ao mundo.
Daqueles actores que impedem que se desista do cinema por transformarem cada filme em que entram numa peça de filigrana. Por carregarem no coração o maior amor do mundo.
Embora já o tivesse visto antes, foi com 'Magnolia' (1999) - que me lembre o primeiro e único filme que me embaciou os olhos durante uma projecção - que me dei verdadeiramente conta deste Ulisses da representação. A partir daí, só tinha que segui-lo como cão de fila.
Terminar com uma seringa espetada no braço é um epílogo terrivelmente humano, mas demasiado breve para explicar o que um homem destes faz pelas vidas dos outros.