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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

The Old Librairie

Tinha vivido em Paris.
Ninguém disse quanto tempo é viver numa cidade. Quanto tempo temos de viver para dizer viver.
Tinha vivido nas ruas e cafés, e voltado sempre à livraria que era de toda a gente. Que era de tanta gente, que até tinha vindo no filme da Julie.
Mas lá por isso não quer dizer que não pudesse ser dono dela. Ao menos em sonhos ou quando lá voltava. Porque a descobriu porque passava por ali. Sem ninguém lhe ter soprado nada, e então era dele. Porque a conheceu antes do filme, e fora do filme conhecemos melhor. Quando era gourmet. Porque não foi turismo. 
Depois do filme é quase fácil, mas quem não gosta de livros nunca podia gostar dela. E não tem salvação.
Quem não procura um refúgio, não pode esconder-se nas suas dobras e esquinas, nas páginas, e no cubículo do andar de cima, onde repousa um candeeiro e uma velha máquina de escrever - Révolution Poétique - deixada para alguém começar o seu romance. E ao lado um colchão onde no fim se pode encostar só um bocado, e depois dormir.
Era bom ela estar lá e ele cá. Assim podia sempre regressar ao recato tranquilo das linhas dela. E gostar disso para sempre.
Viver era sugar.


Shakespeare & Co.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

DVD

"2 Days in Paris"

Julie Delpy / Adam Goldberg

Jack: Um, so what's the deal, man?  
Marion: What?
Jack: That guy was looking at you like you were a big leg of lamb. It's like he had the fork and the knife and the bib.
Marion: I am a big leg of lamb.
Jack: I know, but you're my leg of lamb. How do you know him?
Marion: Well, we met many years ago, and we had a little thing. I think I gave... I gave him a blowjob. No big deal.
Jack: Really? A blowjob's no big deal?
Marion: Oh, I'm sorry.
Jack: I'm all right.
Marion: No I mean, it's no big deal in comparison to what's going on in the world. You know, there's George Bush, the war in Iraq, there's Avian flu and then there's a blowjob. You know what I mean?
Jack: Right, right.
Marion: In consideration, it's...
Jack: Nice transition.
Marion: It's a pretty minor event. Don't you think?


Jack: I would actually say it's not a minor event... if you wanna start talking in the grander political scheme of things. If you think about it, it was a blowjob after all, that brought down America's last chance at a healthy democracy.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Julie

É um nome bonito.

É também o nome de uma actriz que faz música e canta. Bem.
Acho que me apaixonei logo por ela quando a vi em “Antes do Amanhecer”.
A culpa foi do comboio. Parecia que estava outra vez num inter-rail a caminho da Europa.


Depois vi-a casada e a divorciar-se no “Branco”, da trilogia do polaco Kieslowski. Uma mulher bela e quase angelical. Como uma miragem daquilo que acontece entre ela e o marido.
Julie sempre foi um nome bonito. Julicioso. E cantado. Os Beatles tiveram uma ‘Julia’ no mítico “White Album” e os Pink Floyd cantaram um ‘Julia Dream’.
Mais tarde voltei a encontrar a Julie no “Before Sunset”, o amor depois da maioridade, filme da livraria e de canções como esta.