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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

sábado, 21 de junho de 2025

Democrats, Unite !


 «"Democrats united": I use this phrase with care. I don't intend it to be an insult, or to imply that the democratic world should become a mirror of the autocratic world. On the contrary, I am using it because I believe the citizens of the United States, and the citizens of the democracies of Europe, Asia, Africa, and Latin America, should begin thinking of themselves as linked to one another and to people who share their values inside autocracies too. They need one another, now more than ever, because their democracies are not safe. Nobody's democracy is safe.

Americans, with our long history of imagining ourselves to be exceptional, would do well to remember that our domestic politics have always been connected to, and influenced by, a larger struggle for freedom and the rule of law around the world. Europeans who aspire to a Fortress Europe also need to wake up to the reality that Russian influence campaigns and Chinese commercial interests are already shaping their politics and limiting their choices. We are used to thinking of "the West" influencing the world, but nowadays the influence often runs the other way. Even if we don't believe it or don't acknowledge it, that won't make it go away.

Most Parisians, Madrileños, New Yorkers, and Londoners do not have strong feelings about the political leaders of Russia, China, Iran, and Venezuela. But those rulers pay close attention to what happens in Paris, Madrid, New York, and London. They understand that the language of democracy, anticorruption, and justice - language we often use without thinking about it - poses dangers to their power. They will continue to try to mold our politics and our economics to their advantage, even if we cover our eyes and ears and refuse to notice, as many would prefer.»

segunda-feira, 3 de março de 2025

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

1096 dias a mais


 [jardim da capelinha, Restelo]

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

sexta-feira, 24 de março de 2023

1 ano e 1 mês a mais


 rua da Esperança, nº 8, lisboa

quarta-feira, 8 de março de 2023

next stop: Bakhmut

 

 
A insanidade não termina.

sábado, 24 de dezembro de 2022

10 meses


av. Ilha da Madeira, Lisboa

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

quinta-feira, 7 de julho de 2022

o seu nome foi Anna


«TENHO MEDO ?

As pessoas dizem-me com frequência que sou pessimista, que não acredito na força do povo russo; que sou obsessiva na minha oposição a Putin e não vejo nada para além disso.
Vejo tudo e esse é o problema. Vejo tanto o que é bom como o que é mau. Vejo que as pessoas gostariam de que a vida mudasse para melhor, mas são incapazes de fazer com que isso aconteça, e que, para ocultar essa verdade, se concentram nos aspectos positivos e fingem que os negativos não existem.
De acordo com a minha maneira de pensar, um cogumelo que cresce sob uma grande folha não pode limitar-se a esperar que não se apercebam dele. Quase de certeza que alguém o vai ver, cortar e devorar. Se nascemos seres humanos, não podemos comportar-nos como cogumelos. 
(...) 
Os jovens continuarão a ser mortos em massa, no Exército. Em guerras e também fora das guerras, todos os que não estão "do nosso lado" serão abatidos a tiro ou mandados apodrecer e morrer nas cadeias. Isso se tudo continuar como é agora. 
(...)
Até agora, não há sinais de mudança. As autoridades do Estado continuam surdas a todos os alertas do povo. Vivem a sua própria vida, com os rostos permanentemente torcidos pela cobiça e pela irritação de alguém poder tentar impedi-los de se tornarem ainda mais ricos. Para impedir essa possibilidade, a sua prioridade é mutilar a sociedade civil. Diariamente, tentam convencer o povo russo de que a sociedade civil e a oposição são financiadas pela CIA, os Britânicos, os Israelitas e, até onde toda a gente sabe, pelos serviços de informações marcianos, mais, é claro, a teia de aranha mundial da al-Qaeda.
Hoje em dia, as nossas autoridades do Estado só estão interessadas em fazer dinheiro. Isso é, literalmente, a única coisa que lhes interessa.
Se alguém pensar que pode encontra conforto na previsão "optimista", que o faça. É certamente a maneira mais fácil, mas é também uma sentença de morte para os nossos netos.»

NB 1: Alguém que, na Rússia, escrevia uma coisa assim, não podia continuar viva. Foi esta a sua "sentença de morte". O seu epitáfio antes do passamento. Anna Politkovskaya escreveu este livro entre 20032005, escassos três anos após a chegada de Putin ao poder. Três anos. O que impressiona, ao longo de todo ele, é percebermos que Anna via mesmo tudo. Via tanto que viu logo tudo. Mas não viu apenas. Escreveu um Diário como depoimento. Para não ser mais um "cogumelo". Foi assassinada a tiro, em 2006, aos 48 anos, no elevador do prédio em que residia em Moscovo. Os mandantes do crime nunca foram descobertos.

NB 2: Recebi este livro em 2008, das mãos de um bom amigo. A capa chamou-me logo a atenção. Lembro-me de ter olhado para ele, novíssimo e por abrir, em cima da mesinha da sala de estar da casa do António, um homem que adorava livros. Comentei-o um pouco, e mostrei-lhe interesse em que mo emprestasse. Mas só depois de que ele o lesse, claro. Qual quê ! Deu-mo imediatamente para as mãos e disse-me: "Leve-o." Recusei inicialmente, com alguma cerimónia, até para que não pensasse que o tinha cobiçado com esse intuito. Que não tinha. Só o queria emprestado. "Não, não. Leve-o. É seu." O António era assim. Gostava de dar. Obrigado, António !

NB 3: Comecei, então, a lê-lo. Queria perceber quem era esta mulher que tanto atemorizava Putin e os seus algozes, e como é que, mesmo tratando-se da Rússia, era possível uma jornalista (e activista dos direitos humanos) ser executada por denunciar aquilo que via, como era seu dever. A coragem, a força e a clareza do que escreveu fizeram-mo perceber facilmente. Mas, após cerca de 50 páginas, parei. A cabeça estava noutro lugar e a urgência foi para outros livros.
Retomei-o há pouco tempo. Onde tinha ficado. Como disse, o que mais impressiona é percebermos que Anna via mesmo tudo. Via tanto que viu logo tudo. E estava certa.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

terça-feira, 3 de maio de 2022

Borodyanka


 'Courrier internacional' - Abril 2022

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Chernihiv


in 'Courrier internacional' - Abril 2022

sexta-feira, 15 de abril de 2022

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Kramatorsk (estação de)

«we stopped digging deep long ago,
just a couple fingers down,
we leave the plowed earth unturned,
so the fertile soil won’t all blow away in one generation
so we rake our beds,
make the sign of the cross, and sow
we sow, from here to there, like everyone
like everywhere
we stopped digging deep long ago
in this uncertain field of ours-yours
because all kinds of junk can turn up:
human bones, horses’ heads, unexploded mines,
a battle ax, the peg that marked the border
between our side and yours (...)»


Halyna Kruk
“War shortens the distance from person to person, from birth to death.”

traduzido do ucraniano por Amelia Glaser and Yuliya Ilchuk
encontrado aqui.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Mariupol

 

Is there a time for keeping your distance?
A time to turn your eyes away?
Is there a time for keeping your head down?
For getting on with your day?