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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

sexta-feira, 25 de julho de 2025

20 mil dias de volta à Terra

 


Regressa às salas no mês de Agosto. 
Recomendo. Já vi e vale a pena.

sábado, 30 de novembro de 2024

RockRendezMoi

 

E que saudades já tinha de ter o/a Blitz nas mãos.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Quarentão


"Quando tinha 16 ou 17 anos, um tipo da turma comprava o jornal e os outros todos liam."

Isto é mesmo verdade. 

E nunca o deixámos, apesar de ele ter deixado o papel.
Que saudades temos nós disso.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

quarta-feira, 18 de julho de 2018

O SBSR já foi

Cacete !
Estou com a Blitz na mão e aparece-me o cartaz deste fim-de-semana. Vem aí mais um Super Bock - Super Rock. 
Mais um, o caraças. Já não é.
O SBSR era o Meco inteirinho. O SBSR era deixar a cidade à sexta e atravessar a ponte em cima da Vespa ie-ie e parecer que mudávamos de mundo. Eram os esses da nacional para acabar no Cabeço da Flauta e entender que não havia melhor nome para uma loja de concertos.
Era a praiinha no dia depois com sabor a choco frito e salada de polvo. Era sempre a casa da Susaninha e acordar ao meio dia do dia seguinte no meio de pessoas que não conhecíamos e que liam a Rolling Stone ou mostravam o biquini novo, enquanto o sábado à noite demorava. Era uma play-list do i-pod dos outros que ouvimos (com o desdém que se impõe) enquanto damos um mergulho entediado.
O SBSR era outra coisa. Era pó. Era aquela miúda de 20 anos já bem perto de Alfarim que
implorava: "LEVA-ME !"
O que não era era uma Expo limpinha, certinha e toda arrumadinha e em que o som é tudo o que está a mais.
O SBSR era um bocado istoisto e isto. Que se lixe.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

He's an Outlaw



«(...) Ao longo de cerca de hora e meia, Kurt Vile, que este ano lançou o sexto álbum, B'lieve I'm Going Down , ofereceu um espetáculo palpitante, assente na força das canções que, de disco para disco, vai colecionando, mas também na qualidade da sua banda, os Violators, e no seu próprio carisma improvável.

Aos 35 anos, o guitarrista de Filadélfia, nos Estados Unidos, continua a usar o cabelo à frente da cara e a suscitar os comentários mais curiosos: à nossa volta, houve quem notasse o seu ar perpetuamente deslocado, como "um daqueles miúdos pouco populares no liceu", e quem confessasse que Vile lhe fazia lembrar, tão só, uma década inteira: a dos anos 90, como se a mesma "fosse palpável", completavam.

Algo no autor de "Peeping Tom" está, concordaremos, ao lado ("I'm an Outlaw", do novo álbum, apresentada no banjo, é afinal a segunda canção do concerto). Mas é nesta margem que um dos fundadores dos War on Drugs prospera: entre canções, ao invés de se ocupar de conversas de circunstâncias, trata dos pedais de efeitos, afina as várias guitarras que lhe vão passando pelas mãos, afasta (apenas um pouco...) o cabelo dos olhos. E não há, na plateia, par de olhos que largue aquela figura curvada e estranhamente magnética.

Depois, claro, há as canções e o incrível talento de Kurt Vile para lhes dar vida em palco. (...) depois desta noite ficámos convencidos que é no contexto, próximo e intimista, de um clube rock que a sua música, quer a mais elétrica quer a acústica, melhor respira e é absorvida pelo público. E, apesar do som nem sempre brilhante, o Armazém F foi hoje esse clube rock de que já sentíamos falta. (...)»

Lia Pereira, in 'Blitz'

E nós no Armazém F. 
A ver e ouvir tudo.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

o outro Joy Division



Why is it something so good, just can't function no more

"Foi exatamente a meio de um concerto de 22 canções que a metamorfose se deu: o que estava a ser um espetáculo recebido com carinho, mas bastante contenção, numa sala solene de lugares sentados, transformou-se subitamente numa coisa rock. Talvez não tenha sido subitamente: uma canção antes, aos primeiros acordes de "She's Lost Control", já a imagem do público pacato com um ou outro braço espetado no ar, seguindo o exemplo do de Peter Hook, tinha sido quebrada por um fã ensaiando uma dança "curtiana", e por duas amigas em furioso headbanging,

(...)
Cá em baixo havia saltos, cabeças desgovernadas, uma loucura quase generalizada e boa de se ver, que as últimas canções só vieram alimentar."

Lia Pereira, 'Blitz'

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Ladies Man


"É sempre uma surpresa agradável quando uma mulher nos dá acesso ao seu coração e ao seu ventre. É a mulher que escolhe. São as mulheres que decidem permitir ou não que um homem lhes toque, e tomam essa decisão segundos depois de o conhecerem.
Portanto, todas as técnicas de sedução são bastante irrelevantes."

(BLITZ, Set. '10, entrevista para Serge Simonart)

sábado, 15 de maio de 2010

"O Plagiador"

A Joni Mitchell, cantora folk e dona de uma das melhores vozes dos anos 60 e 70, disse recentemente em entrevista ao LA Times que o Bob Dylan "É um plagiador e o seu nome e voz são falsos. Tudo no Bob é uma decepção." Tradução da Blitz

Não é que a Joni não tenha feito uma data de covers do Bob Dylan ou que quando ouviu "Positively 4th Street" tenha dito que percebera "now you could make your songs literature." (em "Both Sides Now" de Brian Hinton).
Se calhar são meros arrufos.
Seja como for, acho que o velho Bob deve ter gostado de ler a entrevista ao LA Times.

Porque este homem sempre fez só aquilo que queria, com um gozo especial em contrariar as expectativas dos outros.

Com 20 anos, Bob Dylan deixa a casa dos pais, pega numa guitarra acústica e vai conhecer o misterioso Woody Guthrie. Começou a tocar músicas. Blues, mas folk blues. Foi para Nova Iorque, tocou nos pubs de Greenwich Village e conheceu poetas, Ginsberg, e muitos embriagados e toxicómanos.
Quando de repente lhe disseram que ele era a voz de uma geração, que seria o líder de uma revolução, Dylan, num concerto memorável no Royal Albert Hall em 1966, e para espanto geral, pega numa guitarra eléctrica e simplesmente rebenta com tudo. É a melhor parte do concerto, ainda que os puristas da altura ficassem de cabelos em pé com a súbita mudança de estilo de Dylan.
Aliás, no final do concerto, dá-se um episódio que vale a pena recordar. Antes do monumental "Like a Rolling Stone" (7'53''), bem audível, surge uma voz do público que acusa Bob Dylan de traição. «JUDAS !», berrou um tipo.
Bob Dylan, que aquecia já os dedos para brilhar com aquela espectacular canção, pega no microfone e responde desdenhosamente:
«I don't believe you ! You're a lier !»
E rebenta a música.

Sempre quis contrariar aquilo que esperavam ou queriam dele. Foi isso que percebi quando assisti a dois concertos que ele deu em Lisboa com uma diferença de 5 anos. Totalmente diferentes um do outro. No último alterou tanto as versões das canções que ficaram praticamente irreconhecíveis. Ninguém as cantava. E como a garganta danificada não ajudava a perceber a letra, ficámos assim: quem é este gajo ?
Um mito que, ao contrário de muitos outros, quis alcançar esse estatuto sem ter que morrer.