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sexta-feira, 25 de julho de 2025

20 mil dias de volta à Terra

 


Regressa às salas no mês de Agosto. 
Recomendo. Já vi e vale a pena.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

domingo, 27 de outubro de 2024

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

segunda-feira, 1 de abril de 2024

um Homem não é de ferro

Depois do estouro da televisão antiga, e dos filhos a implorarem, há que reconhecer: cedi, a Netflix chegou a esta casa.

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Ellis Island

 


«Our connection to things. The stories they remind us of, and the past places and times they make us land in. Time travel. Connection. Shared stories. I have several of these strange time capsules hidden around the house. (...) Things that make anywhere feel like somewhere.

Nina Simone's chewing gum spent two years in that briefcase and travelled everywhere with me when I toured. Amazingly it was never subject to security checks and sniffer dogs. When I moved to a new house in 2001 I realised it was way too precious to carry around in a briefcase. I was sure I would lose it. After September 11th I was subject to more frequent bomb checks at airport security and figured the gum would be collateral damage. There was a time when a beard was political. There was no way that was going to happen.»

quinta-feira, 8 de junho de 2023

isto não é um livro de memórias

 



«Bem, escrever canções é assustador. Não é propriamente como andar a saltitar pelos campos, todo contente a colher canções e a guardá-las numa cesta. É um ofício sangrento, especialmente ao início. Começas a partir de um lugar de privação, do nada, de uma absoluta ausência de tudo. E é então que és confrontado com a tua própria pessoa menos as tuas ideias, aquelas coisas que normalmente te isolam de toda a merda negativa que guardas entranhada acerca de ti mesmo e das tuas capacidades, e que vive dentro de ti como uma maldição.»

(...)

«Pela minha experiência, andar na estrada exige uma certa dose de bluff e de bravata. Esta bravata não é pose: é um mecanismo de sobrevivência. Não te queixas. Não te lamentas. Vais aguentando como podes. Isto porque andar em digressão é, de facto, uma coisa difícil de fazer. Tenho a consciência que não é como trabalhar nas minas de carvão, claro, mas também tem as suas dificuldades. Sobes meio atordoado para o autocarro que te irá levar à próxima cidade numa viagem de oito horas, e são 7:30 da manhã, só dormiste três horas e ainda estás todo fodido por causa dos comprimidos para dormir que tiveste de tomar, isto porque, quando estás em digressão, nunca vais simplesmente para a cama e adormeces - tens de te pôr inconsciente. E então ficas com um aspecto de merda e sem voz, e os teus joelhos estão todos esfolados e com feridas abertas por caíres de joelhos, e fodeste as costas, e estás com uma infeção urinária, e a comida mexicana da noite anterior ainda te anda às voltas no estômago, achas que estás a ficar engripado, e entretanto o hotel perdeu roupa que deixaste na lavandaria, e odeias a merda do mundo inteiro, e olhas para o Warren e ele diz "Como estás ?", e então esmurras o ar e dizes "Espetacular, meu!", porque sabes que ele está precisamente no mesmo estado que tu. E então sentas-te e o autocarro arranca, e o Warren diz, porque é dez anos mais novo e incuravelmente fascinado pelo mundo, e porque já bebeu dezasseis cafés: "Foda-se, ontem à noite vi um documentário sobre a Nova Vaga do cinema iraniano. Simplesmente fantástico. Já o viste ?" E tu respondes que não, e então lá se vai o Warren. O que estou a tentar dizer é que, no meio disto tudo, não vais querer lançar-te numa actividade em paralelo que te fará sentir cada vez mais pequeno, vazio, insignficante ou um fracasso, ou que te afunda num lugar escuro do qual vais ter de trepar a custo para sair, ou que te faz chorar, ou que te leva ao desespero. A escrita de canções faz isso. A escrita de canções seria essencialmente a última gota. É simplesmente demasiado difícil. Por isso, em vez disso escreves um livro, ou um guião, ou um poema épico, ou desenhas uma t-shirt, algo do género.»

sábado, 3 de setembro de 2022

quarta-feira, 28 de abril de 2021

a RTP 2 a compensar os bilhetes que fiquei a arder *



* E bendita a box que gravou e guardou gravado. Este foi em Copenhaga.

sábado, 12 de outubro de 2019

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Does God exist ?


«I don’t have any evidence either way, but I am not sure that is the right question. For me, the question is what it means to believe. The thing is, against all my better judgement, I find it impossible not to believe, or at the very least not to be engaged in the inquiry of such a thing, which in a way is the same thing. My life is dominated by the notion of God, whether it is His presence or His absence. I am a believer – in both God’s presence and His absence. I am a believer in the inquiry itself, more so than the result of that inquiry. (...)
In the end, with all respect, I haven’t the stomach for atheism and its insistence on what we know. (...) I share many of the problems that atheists have toward religion – the dogma, the extremism, the hypocrisy, the concept of revelation with its many attendant horrors – I am just at variance with the often self-satisfied certainty that accompanies the idea that God does not exist.»

segunda-feira, 14 de maio de 2018

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

sábado, 31 de dezembro de 2016

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

de Oslo a Bergen (2º dia)

Os dias para já ainda são compridos. Já não há sol à meia noite, mas até às dez há luz, o que é simpático.
As temperaturas rondam os 10 e os 18º C. Há algumas nuvens, mas não chove.
De manhã saímos do nosso hotel, o Folketeateret, bem no centro, e fomos para a zona de Grüner Lokka, um bairro certinho, arrumadinho, familiar, onde vemos os direitos parentais em acção, com mães e muitos pais a passearem sozinhos os filhos pendurados em marsúpios, e onde há lojas que vendem tralha, antiguidades, coisas para casa, outras que vendem  roupa em segunda mão pendurada em cabides originais, cafés gourmets, enfim um bairro estilo SoHo ou Portobello, trendy e acolhedor, como todas as cidades gostam de ter agora.
E é no Grüner Lokka que encontro uma velha loja de discos e livros de BD, locais sempre de visitação, de onde trazemos o 'Abattoir Blues' do Nick Cave e um CD sem título dos Sigur Ros (banda islandesa), ambos em segunda mão, o que só por si vale uma estrela para o bairro.

(foto: Cristina)

À tarde apanhamos o comboio para Bergen, uma cidade que fica a 460 kms de Oslo, na outra ponta sul do país para Oeste. 
Os bilhetes foram comprados de véspera, o que compensa porque são 'mini-pris', ou seja, metade do preço, mas mesmo assim brutalmente caros. 798 coroas que é como quem diz 96 euros, mas trata-se da linha mais alta da Europa, que nalguns períodos chega a atingir os 1.220 metros de altitude. Parte às 16h01m e chega às 22h59m. Tudo funciona e tudo funciona a horas. 
Como adoro viajar em comboios ! Os anos de inter-rail consecutivos foram uma tatuagem. E com a Cristina mais ainda. Entendermo-nos com alguém numa viagem é difícil e um bem raro que devemos guardar em cofre de ouro.
Pela janela vêem-se algumas casas de madeira, todas arrumadas e organizadas, pinheiros, cedros e freixos. E neve quando chegamos lá acima. Nas estações onde pára vejo pessoas a dizerem adeus.
A viagem é longa e entretemo-nos a jogar dados, a ler e a ver o que as outras pessoas fazem. Ao nosso lado há um tipo que vê filmes atrás filmes no portátil. Ninguém conversa na nossa carruagem, na tal lógica da reserva, encharcada de silêncio. Aqui vive-se longe da explosão dos sentidos. A anos-luz da emoção sonora e movimentos escandalosos do Sul latino, que aqui tomam por zanga. Não se fala alto, dizem-nos, porque isso só quando estamos zangados. Agora sou eu que tenho vontade de instalar um motim.
E por isso fugimos para a carruagem-bar, onde se escutam algumas vozes e gargalhadas e onde se servem vinho e umas cervejas. Perguntam-nos duas vezes porquê a Noruega. "Porque não conhecemos." E como já fomos à Islândia, acho que faz sentido.
Viemos à Noruega atrás das grandes belezas naturais, das enormes montanhas que se despenham no mar do Norte, dos lagos de quilómetros, dos Fjords eternos que recortam e rendilham a costa.
Sim, confesso !, viemos procurar o olhar em êxtase de Nicola no 'La Meglio Gioventú' quando cá chegou.
A fiscal dos bilhetes só aparece ao fim de uma hora. A Cristina tira os pés de cima do banco da frente, por via das dúvidas.
Chegamos noite feita a Bergen e subimos a ruazinha esconsa que vai dar a Bryggen, o velho porto da cidade, onde ainda se descarregam os bacalhaus e o salmão, mas mais importante, onde nos esperam agora as nossas camas. O homem do front-desk fala para dentro e tem os olhos esbugalhados do assassino no filme "Matou", do Fritz Lang.

(foto: andré)

quinta-feira, 18 de abril de 2013