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sábado, 12 de outubro de 2019

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Does God exist ?


«I don’t have any evidence either way, but I am not sure that is the right question. For me, the question is what it means to believe. The thing is, against all my better judgement, I find it impossible not to believe, or at the very least not to be engaged in the inquiry of such a thing, which in a way is the same thing. My life is dominated by the notion of God, whether it is His presence or His absence. I am a believer – in both God’s presence and His absence. I am a believer in the inquiry itself, more so than the result of that inquiry. (...)
In the end, with all respect, I haven’t the stomach for atheism and its insistence on what we know. (...) I share many of the problems that atheists have toward religion – the dogma, the extremism, the hypocrisy, the concept of revelation with its many attendant horrors – I am just at variance with the often self-satisfied certainty that accompanies the idea that God does not exist.»

segunda-feira, 14 de maio de 2018

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

sábado, 31 de dezembro de 2016

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

de Oslo a Bergen (2º dia)

Os dias para já ainda são compridos. Já não há sol à meia noite, mas até às dez há luz, o que é simpático.
As temperaturas rondam os 10 e os 18º C. Há algumas nuvens, mas não chove.
De manhã saímos do nosso hotel, o Folketeateret, bem no centro, e fomos para a zona de Grüner Lokka, um bairro certinho, arrumadinho, familiar, onde vemos os direitos parentais em acção, com mães e muitos pais a passearem sozinhos os filhos pendurados em marsúpios, e onde há lojas que vendem tralha, antiguidades, coisas para casa, outras que vendem  roupa em segunda mão pendurada em cabides originais, cafés gourmets, enfim um bairro estilo SoHo ou Portobello, trendy e acolhedor, como todas as cidades gostam de ter agora.
E é no Grüner Lokka que encontro uma velha loja de discos e livros de BD, locais sempre de visitação, de onde trazemos o 'Abattoir Blues' do Nick Cave e um CD sem título dos Sigur Ros (banda islandesa), ambos em segunda mão, o que só por si vale uma estrela para o bairro.

(foto: Cristina)

À tarde apanhamos o comboio para Bergen, uma cidade que fica a 460 kms de Oslo, na outra ponta sul do país para Oeste. 
Os bilhetes foram comprados de véspera, o que compensa porque são 'mini-pris', ou seja, metade do preço, mas mesmo assim brutalmente caros. 798 coroas que é como quem diz 96 euros, mas trata-se da linha mais alta da Europa, que nalguns períodos chega a atingir os 1.220 metros de altitude. Parte às 16h01m e chega às 22h59m. Tudo funciona e tudo funciona a horas. 
Como adoro viajar em comboios ! Os anos de inter-rail consecutivos foram uma tatuagem. E com a Cristina mais ainda. Entendermo-nos com alguém numa viagem é difícil e um bem raro que devemos guardar em cofre de ouro.
Pela janela vêem-se algumas casas de madeira, todas arrumadas e organizadas, pinheiros, cedros e freixos. E neve quando chegamos lá acima. Nas estações onde pára vejo pessoas a dizerem adeus.
A viagem é longa e entretemo-nos a jogar dados, a ler e a ver o que as outras pessoas fazem. Ao nosso lado há um tipo que vê filmes atrás filmes no portátil. Ninguém conversa na nossa carruagem, na tal lógica da reserva, encharcada de silêncio. Aqui vive-se longe da explosão dos sentidos. A anos-luz da emoção sonora e movimentos escandalosos do Sul latino, que aqui tomam por zanga. Não se fala alto, dizem-nos, porque isso só quando estamos zangados. Agora sou eu que tenho vontade de instalar um motim.
E por isso fugimos para a carruagem-bar, onde se escutam algumas vozes e gargalhadas e onde se servem vinho e umas cervejas. Perguntam-nos duas vezes porquê a Noruega. "Porque não conhecemos." E como já fomos à Islândia, acho que faz sentido.
Viemos à Noruega atrás das grandes belezas naturais, das enormes montanhas que se despenham no mar do Norte, dos lagos de quilómetros, dos Fjords eternos que recortam e rendilham a costa.
Sim, confesso !, viemos procurar o olhar em êxtase de Nicola no 'La Meglio Gioventú' quando cá chegou.
A fiscal dos bilhetes só aparece ao fim de uma hora. A Cristina tira os pés de cima do banco da frente, por via das dúvidas.
Chegamos noite feita a Bergen e subimos a ruazinha esconsa que vai dar a Bryggen, o velho porto da cidade, onde ainda se descarregam os bacalhaus e o salmão, mas mais importante, onde nos esperam agora as nossas camas. O homem do front-desk fala para dentro e tem os olhos esbugalhados do assassino no filme "Matou", do Fritz Lang.

(foto: andré)

quinta-feira, 18 de abril de 2013