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domingo, 23 de novembro de 2025

Fado-fusão



Lina era uma coisa dela. 
Primeiro apareceu um CD, depois outro e a seguir mais um.
Também chegaram os bilhetes. Sala pequena, a Luís Feitas Branco no CCB. 100/150 lugares. 
A Lina era coisa dela, mas a surpresa foi minha.
Do vozeirão já sabia. Afinal tinha ouvido os discos. O que não sabia era do piano. De Marco Mezquida, este catalão que vem do jazz. 
E a noite, que não foi fado, embora fosse, foi muito mais. Foi uma espécie completa e nova, um caminho que até pareceu dar a zarzuelas, habaneras, ao choro e ao jazz. E, no entanto, ao fado.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

segunda-feira, 29 de julho de 2024

foi Fado


Mísia
(1955 - 2024)


Foi o Pai. 
"Garras dos Sentidos", era este o nome do disco que ele trouxe. O primeiro que lhe ouvi. Diferente. Muito diferente. Fado mas sem ser. Ou sendo mais. Inesperada e completamente. Um amor feliz entre as ruas velhas de Paris, Buenos Aires e Lisboa. O fado triste do mal de vivre com sotaque a Piazzolla e cheirinho a maresia. 
E que tive a bênção de poder ouvir no São Luiz, o teatro mais bonito de Lisboa.

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

a História é o Futuro


A Portuguesa

É simples, a Carminho há muito que atingiu o Olimpo. Obrigado.

quarta-feira, 3 de maio de 2023

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

notáveis e grotescos calhaus


Ignorar Amália, Carlos do Carmo ou o Variações nesta lista é surdez mental. 
E ver lá três "falantes de português" não o compensa.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

quarta-feira, 16 de junho de 2021

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Carlos do Carmo e de Lisboa




 (1939 - 2021)

sábado, 21 de novembro de 2020

Presente *

 


E nem faltou o Mário Laginha. 


* no CCB de sempre. 

Especial. 4 anos de "lanterninha" deixam marcas.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

sexta-feira, 18 de março de 2016

O Café de Lisboa


Depois dos discos que já coleccionava, por fim o concerto. A vida nem sempre é fácil e nem sempre se tem o que se quer.  E agora até pareço o Keith Richards e o Mick Jagger a escreverem canções.
Finalmente live A prova dos nove. Partilharmos as ruelas escuras e decadentes com os clientes da noite, enquanto dois gatos vadios destilam as suas guitarras durante quase duas horas sobre um telhado de Lisboa, é tudo o que o amante da cidade e do som pode ambicionar.
Acompanhados a partir de certa altura pelas "Cordas da Má Fama" (viola, violino e violoncelo acabadinhos de cair de Buenos Aires ou do Kusturica) os Dead Combo apresentaram-se no São Luiz como se fosse casa, que é dizer como se tivessem ido tocar uns fados sujos à tasca do João, onde um copo de vinho e um cigarro esperam ao balcão.
Para te agradecer como mereces só com alguma das minhas guitarras, mas ia ser pobre e não tenho Luas. Melhor calar e deixar um beijo.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Il Capo


No Ai Miriam há aquela parte falada que parece mais rap do que fado... Sentiu-se desconfortável?
Ainda pensei pedir a alguém do hip-hop para fazer essa parte, dou-me bem com esse pessoal todo, pensei no Carlão... Depois decidi tentar eu e agora já não me faz confusão. Ao vivo ainda vou fazer melhor, com o gesto e tudo [imita o gesto típico dos rappers com o braço].

in 'Visão'

quarta-feira, 19 de março de 2014

Fado Maior


(foto: Nuno Fontinha)

Aquilo a que assistimos ontem no Coliseu de Lisboa não foi um concerto. É amor puro em formato de canção. São as entranhas todas, as tripas, o coração, os pulmões, a cabeça, as goelas a mexerem connosco. É fado-morna, fado-bossa, fado-alfama. É fado com calor d'Alentejo. É o vozeirão de um mulheraço embalada numa guitarra portuguesa, e uma vozinha que tremelica ao ritmo do contra-baixo, do filiscorne e do sax contrabaixo. Foi bateria, órgão e cavaquinho. Foi Fausto e 11 músicos em palco.
Separados eram uma coisa. Já tínhamos visto ambos. À Ana Moura até com os Stones e Tim Ries numa noite de jazz. Mas ontem ? ontem foi fusão pura.
O grande João Gilberto dizia que "quem não gosta de samba, bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé." Ou - acrescento eu - doente da alma quando o tema é o nosso novo Fado. 
Com Zambujo e Ana Moura estamos entregues aos deuses. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Lisboa capital !



 

"I must give the readers not the book they want, but the book they don't want.
I had some problems a few years ago because I talked about the cruelty and things they did. And napalm and everything. Which until now is denied. (...)
Everywhere, the same thing everywhere. In Spain they don't talk about the Civil War."

António Lobo Antunes para Anthony Bourdain

Bourdain não perde o que é bom. O marisco no Ramiro, Carminho a cantar o fado, a apanha do polvo com o Avillez, os Dead Combo explicando os mistérios da sardinha em lata (18'21''). A morcela em sangue com o Tozé Brito, as ruas, a 'Ginginha', o jogo da malha, a ida ao mercado, os eléctricos. Enfim, Lisboa imensa.