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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Hearts F.C.

 


O Spud é que a sabia. Estádio da Luz não é para todos.
Se bem que há que dizer que os "trainspotters" eram todos Hibernians (os rivais de Edimbra). Provavelmente até estarão satisfeitos com os 6 de hoje à noite. 😎 
Fica aqui a ressalva. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

opening old wounds


2005. O melhor álbum destes senhores gajos. É o que tenho a dizer.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Dog(s) on Wheels


Amanhã regressam a Glasgow. 
Mas o Coliseu é sempre dos Recreios.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Speciadelica


35 aninhos do Scream

terça-feira, 18 de novembro de 2025

"Do not go gentle into that good night"

 

Let's see that one again!
byu/VfV inScotland

Num Mundial outra vez, ao fim de 27 anos.
Sim, estes momentos emocionam-me.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

25 anos do estoiro


É bom ter a idade que tenho.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Tattoo Me *


* Já o disse aqui

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Get that Job done !

domingo, 1 de abril de 2018

terça-feira, 7 de março de 2017

T2



Aí estão os 40, by geração '77. Três amigos já + o 'Animals' dos Pink Floyd e o Taxi Driver.
E depois há o T2.
T2 é uma visita a nós próprios. 
«So, what you've been up to ? for twenty years ?». Assim começa o reencontro. 
De Renton com Sick Boy no pub, enquanto interrompe a tacada no bilhar. Mas também o nosso. Connosco. Esta pergunta é para nós. Somos nós que estivemos fora. 20 anos. A tratar da vida. O que é que fizemos. Onde é que fomos. Quem conhecemos. O que nos fizeram. O que escolhemos. 
«Não fizeste nada de especial. Tens três filhos e isso já não é mau.», diz-me o Sérgio.

... o que mudámos, onde falhámos, quantos golos marcámos ou que ficaram pelo caminho.... o que... 


“A idade é cruel, e isso é uma terrível lição que não podemos evitar. Tentamos aceitá-la o melhor que podemos ao longo da nossa vida. Mas o Danny di-lo na perfeição: quando somos novos, nunca paramos para pensar no tempo. E à medida que envelhecemos, percebemos que é o tempo que não pára por nós, e já não nos sobra muito." (...)
“Achamos que somos as mesmas pessoas que éramos,” (...) “mas quando olhamos para trás há tantas coisas que vemos de maneira diferente, coisas que nos marcaram sem termos consciência disso… (...) Um filme como este força-nos a compreender que já não temos a idade que sentimos que temos.”, agora quem fala é o Ewen Bremner (aka 'Spud').

T2 é um confronto. Com o que ficou para trás, e para onde é que vamos agora. 
Até temos medo de abrir a porta e entrar. Para não estragar. Mas depois o filme começa e esqueces-te disso tudo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

£ 2,99


Nada como apanhar primeiras edições no fundo de catálogo de uma hmv em pré-falência (sit. Edimburgo).

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Small Britain



Há muito que a Deseuropa cheirava a madrugada. Como se costuma dizer, os sinais estavam a pipocar.
Costuma-se também dizer "be careful with what you want...", mas tenho pena pelos irmãos irlandeses e escoceses, e pelos galeses e também pelos ingleses, porque algures no meio do caminho alguém se esqueceu de lhes lembrar porque é que o seu (Divided) Kingdom entrou na CEE. E tinha, essencialmente, a ver com guerra. Claro, também havia o mercado. Oh, sim.

A História acontece, certo, mas é penoso assistir a um retrocesso. Principalmente se se tratar de um retrocesso dos povos. A nível político, económico e, sobretudo, europeu.
Preocupa-me porque acredito na unidade, mais do que no egoísmo. Na diversidade, mais do que no unilateralismo, na partilha, mais do que na competição. 
De outro modo, caminhamos cada vez mais para o eixo franco-alemão (que é mais Merkel do que Hollande) e para o Directório Juncker.
Enfim, foi o mais puro conservadorismo a vencer. O mais abjecto populismo que clamava por um Independence Day (que, by the way, sempre negaram à Escócia).
Não tem nada de futuro. Tem tudo de passado. Perigoso.
Mas, que se lixe !, a vida continua.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Palavra de Viajante


(ilustração de Marta Teives)

A 'Palavra de Viajante' é a livraria onde gosto agora de demorar o tempo. E onde começo a viajar.
Folheando os continentes de prateleiras e imaginando onde vamos a seguir. Onde podemos. Os sítios também que vou adiar, a Índia e o Oriente, e os outros onde nunca irei.
E então fico-me. Sonhando, no meio dos mapas e dos guias de viagem. Olho para as lombadas, para os globos que decoram e para os atlas nas paredes. Anoto nos que já fui. Reparo nos livros do Joe Sacco, nos Tintins, nos Corto Maltese, em Steinbecks, no Eça no Egipto. E nos livros de fotografia. 
Se pudesse trazia todos. Mas não, porque assim já posso regressar ao 34 da Rua de São Bento, na parte mais apertada, de sentido único, quase chegando à do Poço dos Negros, e só fácil para quem aparece a pé, de bicicleta ou motoreta.
Hoje vai o lonely planet para a Escócia. Levem um agasalho !

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Choose Life

A ocasião é para celebrar. Não sei se com um remake como está prometido - Mark Renton ia preferir um chuto e é sempre complicado regressar a um sítio onde se foi feliz -, mas é não menos que irresistível voltar 20 anos atrás para a estreia do Trainspotting. 

Chamar-lhe o filme de uma geração é cliché. Mas então como é que tratamos o primo que não conhecíamos e nos trouxe aquela pilha de discos incrível ? Como é que se descreve uma marca que nos fica agarrada tanto tempo ? Ok, pode ser tatuagem, Sr. Iggy Pop.
Tínhamos 18 anos e estávamos na universidade, o que só por si já é encruzilhada suficiente. O objectivo era encontrar o caminho mais curto para fora da adolescência, quando, Bang !, toma lá, disse o Danny Boyle, e boa sorte ! Só para te dar o cheirinho agridoce de outro horizonte. A vida não é só o bairro limpo onde vives, boy. E como não era, toca de sentar duas vezes no cinema só para perceber bem o que era aquilo.
Nota mental: depois repetir sempre que possas.

Trainspotting é um filme ácido, com sentido de humor. Os diálogos são dessa carne. Também metafísica. De como a vida pode ser lixada. De como há vidas completamente lixadas. E não é da droga (ou só da droga), mesmo que ela nasça sempre na ponta de uma agulha, servida numa bandeja da "Madre Superiora" ou em supositórios de ópio quando não há mais nada em Edimburgo e arredores, e é preciso mergulhar na worst toilet do país.
Trainspotting, sempre achei, é sobre procurar um caminho para fora daquilo. E aquilo tanto pode ser a heroína, como o hooliganismo de um amigo, a sacanice de outro ou a própria antecâmara da morte, ao som de Lou Reed.
Nunca foi um convite à dependência. É exactamente o contrário. Achar uma forma. Experimentem. Fugir ao império escrito dos mais velhos, à rotina trilhada por outros com demasiado medo de arriscar. Ao colesterol, à televisão panorâmica, às máquinas de lavar, ao seguro dentário, à hipoteca da tua casa, e por aí fora. Sobreviver. Sonhar. The end.
E depois, embrulhadinho numa banda sonora que é um "best of" de um brutal festival da época, e escolhida a dedo por gajos da nossa idade ! Ou que a tinham tido. E só por isso já valia a pena gastar todos os escudos rançosos dos nossos bolsos.
A caminho da faculdade de Direito, três gajos num velho Talbot, cor de creme, a apodrecer, e com garrafas de vodka a boiar da noite anterior, enquanto tocava no aparelho o "Born Slippy" dos Underworld.

A faculdade ia passar. Nós íamos continuar a sair à noite, conhecer outras miúdas, com sorte, a mulher da nossa vida. E sobretudo viajar. Todos os anos, com os melhores amigos, nos comboios da Europa.



domingo, 24 de agosto de 2014

This Charming Man


Era um regalo assistir a Paul Gasgoigne dentro de campo.
E, no entanto, só me lembro dele no Itália 90, nalguns jogos internacionais, com a Lazio, e, claro, no Europeu de 96 em Inglaterra, onde executou um dos golos mais celebrados da competição: o golo contra a Escócia.
Esta lenda dos anos 80 e 90, não tinha só uma técnica e habilidade invejaveis, normalmente ausentes do típico jogador bife. Não tinha só um talento incomum que mostrava jogo após jogo na forma com que tratava a redondinha. 
Era uma personalidade. Divertia-se até ao fim. Como quando mostrou o cartão amarelo ao árbitro que o tinha deixado cair, só para este lho exibir logo de seguida.
Para ele um jogo não era só um jogo. Era uma inspiração. Uma partida de poker, um jogo de snooker, um espectáculo de prestidigitação.
Gazza tinha um dom. E nunca saía de campo sem que tivesse tido oportunidade de provocar uma, duas, três vezes a equipa contrária. Com fintas, golos ou mostrando-lhe bem a língua ou os dentes.
Era excessivo. Gostava de festas e demasiado de álcool. 
E como acontece a muitos que vivem da vertigem, "who never knew his place". Quando perdeu a "casa", os domingos a levantar os estádios, virou-se para as outras drogas. O álcool levou-o à ruína e, ao que dizem, aos problemas mentais e com a família. Com 47 anos está irreconhecível. Um destroço.  Um sem abrigo.
Hoje é capa de jornais por ter sido encontrado na rua e, mais uma vez, levado para o hospital. Qualquer dia - e não faltará muito - a notícia será outra.
Mas em St. James Park ou em White Hart Lane ainda há quem jure que se escutam os Smiths a cantar 'This Charming Man' sempre que se fala deste fantástico número 8.



sexta-feira, 25 de junho de 2010