E parar naquele pub do fim do mundo, depois de subir uma colina, andar, andar e andar, e de receber mais uma pint de Guinness que me trouxeram para a mesa de madeira «... for the way, man», enquanto escutávamos canções de velhos celtas a tocarem num rádio velho e roufenho. Lembrei-me das setas para Tipperary e de escolher o ferry para o Burden. De chegar a Galway, das corridas, onde um velho de bengala esperava sentado. Ou talvez descansasse apenas. De nos encostarmos de barriga para baixo nos 'Cliffs of Moher', esses penhascos gigantescos que se esmagam contra o mar, e sentir a enorme vertigem de abismo que só experimenta quem tem coragem. Que tu esbanjavas, Cristina. Porque já levavas a Matilde na barriga.