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terça-feira, 21 de julho de 2026

"Las madres de Plaza de Mayo"

 «1977. Buenos Aires

Las madres de Plaza de Mayo, mujeres paridas por sus hijos, son el coro griego de esta tragedia. Enarbolando las fotos de sus desaparecidos, dan vueltas y vueltas a la pirámide, ante la rosada casa de gobierno, con la misma obstinación com que peregrinan por cuarteles y comisarías y sacritías, secas de tanto llorar, desesperadas de tanto esperar a los que estaban y ya no están, o quizás sigen estando, o quién sabe:
- Me despierto y siento que está vivo - dice una, dicen todas -, 
Me voy desinflando mientras pasa la mañana, Se me muere al mediodía. Resucita en la tarde. Entonces vuelvo a creer que llegará y pongo un plato para él en la mesa, pero se vuelve a morir y a la noche me caigo dormida sin esperanza. Me despierto y siento que está vivo...»

Eu vi estas mulheres. De lenço branco atado à cabeça. 26 anos depois. Mulheres (já) na terceira idade num domingo de 2003.
Continuavam lá. Dando voltas e voltas na Praça de Maio. 

sábado, 4 de julho de 2026

Terra Perto


 Argentina 3 - Cabo Verde 2

Foi a história bonita deste Mundial.

sábado, 9 de maio de 2026

o super-continente


Gondwana, o super-continente. Quer dizer, a livraria. 
Uma antiga pastelaria lisboeta com azulejos que ficaram. Ali ao pé do Campo Pequeno, agora já não é. Agora é outra. Desde Outubro do ano passado. Walter, argentino, e o sócio, sul-africano, vieram trazer bolinhos em forma de literatura do hemisfério sul. África e América do Sul em palavras. Livros com cheirinho a café e yerba mate. Um da Clarice e um Galeano. 
Suerte.

foto: Matilde

domingo, 28 de dezembro de 2025

terça-feira, 8 de abril de 2025

O anjo da morte


 "- Se alguns excessos foram cometidos, não são da minha responsabilidade. 

- Como é que não és responsável? Não és responsável pelo que fizeste? Ninguém te obrigou, pois não? E os judeus? O que é que eles te fizeram?

- Olha para este mosquito, Rolf. Vamos esmagá-lo porque ameaça o nosso ambiente e pode transmitir-nos doenças, se nos picar. Os judeus não são diferentes."

segunda-feira, 29 de julho de 2024

foi Fado


Mísia
(1955 - 2024)


Foi o Pai. 
"Garras dos Sentidos", era este o nome do disco que ele trouxe. O primeiro que lhe ouvi. Diferente. Muito diferente. Fado mas sem ser. Ou sendo mais. Inesperada e completamente. Um amor feliz entre as ruas velhas de Paris, Buenos Aires e Lisboa. O fado triste do mal de vivre com sotaque a Piazzolla e cheirinho a maresia. 
E que tive a bênção de poder ouvir no São Luiz, o teatro mais bonito de Lisboa.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Buenos Ares

domingo, 18 de dezembro de 2022

domingo, 27 de março de 2022

sábado, 12 de março de 2022

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Com Borges e com Manguel


 «Abro caminho por entre a multidão na calle Florida, entro na esplendorosa Galeria del Este, saio pelo outro lado, atravesso a calle Maipú e, apoiando-me contra a fachada de mármore vermelho que tem o número 994, primo o botão que indica o 6º B. Entro no átrio fresco do edifício e subo seis pisos pelas escadas. Toco à campainha e a empregada abre, mas, quase antes de ela poder convidar-me a entrar, Borges assoma por detrás de um pesado reposteiro, mantendo-se muito direito. Traz um fato cinzento abotoado, uma camisa branca e uma gravata levemente de lado, listada de amarelo. Cego antes de chegar à casa dos sessenta, move-se de maneira vacilante, até mesmo num espaço que conhece tão bem como este. Estende a mão direita e dá-me as boas-vindas com um aperto de mão distraído, desossado. Não há outras formalidades. Vira-me costas, sigo-o até à sala de estar e, uma vez chegados, ele senta-se erecto no divã voltado para a entrada. Sento-me na poltrona à sua direita e ele pergunta (mas as suas perguntas acabam por ser quase sempre retóricas): "Bom, e se lermos Kipling esta noite ?"»

domingo, 25 de outubro de 2020

A música do Avô - XXXV


Os baús (neste caso, as bibliotecas que são também fonotecas) têm destas coisas. Há sempre mais uma pérola à espera que a gente lhe pegue.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Los años del tiburón

 

Saudades, tantas, de Buenos Aires. 
No canal 2 esta semana. Serviço Público.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

isto é Buenos Aires

e ontem houve super-clássico

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

"cuando yo te vuelva a ver no habrá más pena ni olvido"


"Na minha infância, o grito «Ao Colón ! Ao Colón !» ressoava, insolitamente, nos estádios de futebol e nos salões populares onde se dançava o tango ao som das orquestras chamadas típicas. Era o espontâneo reconhecimento popular das virtudes de um goleador insigne ou de um cantor tanguero como manda a lei merecedor de levar a sua arte para o maior cenário do país e da América do Sul. Era também, e sobretudo, o reconhecimento do Teatro Colón como cenário ilustre, orgulho dos argentinos, que acolhia os artistas mais importantes do mundo. Por mais de uma vez, ao passar casualmente pelo Colón numa gélida manhã invernal, ou numa pesada tarde do penoso verão portenho, e ao ver a multidão que faz fila para adquirir ingresso, formada por todas as classes sociais, todas as idades, todos os ofícios, pensei - opondo-me aos detractores que continuam a falar do Colón como um antro de elitistas - quão afortunado é um país que pode contar com uma elite assim." 

E lembraram-se então da noite em que entraram no Teatro Colón, da rua Cerrito encaixada na 9 de Julho.
O cartaz anunciava o espectáculo: Gerardo Gandini, do sexteto Piazzolla (piano), temporada 2003, às 20h30. Eram 20h30. E era Setembro.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O Camisola 10



É sempre lindo regressar à Argentina.
De Buenos Aires guardávamos as empanadas de El Sanjuanino, lugar eterno na barriga.
Mas em Lisboa, o drible é no El Pibe, num cantinho da Travessa de Santa Marta, fazendo a bola chegar com apelido: as Pablo Neruda, as Carlos Gardel, as Pablo Escobar e as Pinochet.

e o mano viejo no WhatsApp

Raspa sou gajo para ir aí ter.
Vais ficar por aí?
Ou vais cinema?
                          
                         Vem cá ter

Também vieram várias Quilmes para a mesinha. E noites assim são as melhores.

P.S: Para ser perfeito é colocar a fotografia do Pablito Aimar.

quinta-feira, 2 de março de 2017

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Manu

«Salió un ratito antes de que terminar el partido. Y saludó a uno por uno de los integrantes de la selección. Manu Ginóbili miraba a las tribunas, contemplaba de afuera los últimos segundos de la caída. Hasta que se terminó y después de saludar a sus jugadores, recibió el afecto de los rivales, de los que estuvieron en la cancha y del cuerpo técnico. Un crack. Después, mientras se iba de la cancha, se aflojó y empezó con las lágrimas de emoción. Y al toque se encargó de oficializar un adiós después de sus cuartos Juegos Olímpicos. Escuchó el "gracias# y respondió con un "de nada, fue un placer. No tienen nada que agradecerme, la pasé muy bien, feuon años espectaculares, experiencias increíbles y lo hice con mucho gusto. Fue un enorme placer".» 

in 'Olé'