Mostrar mensagens com a etiqueta Pogues. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pogues. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 23 de junho de 2026

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Boy From The County Hell

 

Shane MacGowan
(1957 - 2023)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

o 'Fairytale' é quando o homem quiser (e não a BBC)

... e Feliz Natal, já agora !

It was Christmas Eve babe

In the drunk tank
An old man said to me, won't see another one
And then he sang a song
The Rare Old Mountain Dew
I turned my face away
And dreamed about you
Got on a lucky one
Came in eighteen to one
I've got a feeling
This year's for me and you
So happy Christmas
I love you baby
I can see a better time
When all our dreams come true
They've got cars big as bars
They've got rivers of gold
But the wind goes right through you
It's no place for the old
When you first took my hand
On a cold Christmas Eve
You promised me
Broadway was waiting for me
You were handsome
You were pretty
Queen of New York City
When the band finished playing
They howled out for more
Sinatra was swinging
All the drunks they were singing
We kissed on a corner
Then danced through the night
The boys of the NYPD choir
Were singing Galway Bay
And the bells were ringing out
For Christmas day
You're a bum
You're a punk
You're an old slut on junk
Lying there almost dead on a drip in that bed
You scumbag, you maggot
You cheap lousy faggot
Happy Christmas your arse
I pray God it's our last
The boys of the NYPD choir
Still singing Galway Bay
And the bells are ringing out
For Christmas day
I could have been someone
Well so could anyone
You took my dreams from me
When I first found you
I kept them with me babe
I put them with my own
Can't make it all alone
I've built my dreams around you
The boys of the NYPD choir
Still singing Galway Bay
And the bells are ringing out
For Christmas day

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Os contra-Voltaires* voltaram a atacar

Diz-se que foi Voltaire quem um dia declarou: "Não concordo com o que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito a dizê-lo.”

Voltaire viveu no século XVIII.

Por isso, é pena, para não dizer patético, que três séculos mais tarde se tomem decisões como esta: 

«Versão censurada de 'Fairytale of New York' na BBC»


Parece espantoso, parece que caranguejamos para trás. 

A discussão não é de agora, mas, aparentemente, a BBC receia o uso  de determinadas expressões numa das canções de natal mais bonitas que já foram cantadas, e então substituiu "as palavras em calão de rua interpretadas pela convidada Kirtsty MacColl "You scumbag, you maggot/You cheap, lousy f*ggot", por outras, tidas como mais leves, como "you're cheap and you're haggard", em que a palavra "sl*t" é silenciada."

A BBC justificou a decisão "para não ferir audiências mais jovens em assuntos como género e sexualidade".

Faz-me impressão este tipo de coisas. Tratar os "jovens" (e não jovens já agora) como se fossem crianças. Menorizá-los ao ponto de acharem que não têm a capacidade de entender linguagem (e liberdade) poética e de compreender o diálogo, na canção, daquele marido e daquela mulher (dois emigrantes irlandeses em Nova Iorque, gente humilde e a quem a vida trocou as voltas, e que, sim !, se mimam com vários nomes e palavrões ritmados, e tristes, como acabamos por perceber), e de enquadrá-lo no espírito da época, que não é esta em que vivemos (a canção é de '87). E como se fosse proibido o uso de palavrões. Como se estes não tivessem direito à vida e não fossem a emoção das palavras.

Claro que, para quem pensa assim, nem vale a pena tentar explicar a beleza que um palavrão bem empregue pode ter numa frase (como MEC já fez). Quando não é gratuito. Quando compõe um quadro. Quando retrata uma cena. 

O que custa é ver a mais importante (e talvez ouvida) estação de rádio inglesa (da velha democrática Inglaterra) aderir a esta tese, de que há palavras feias e que ferem (ou podem ferir) os nossos delicados ouvidos ou as consciências inocentes e puras da juventude (que não tem "armas" para as interpretar), e que, por isso, não podem ter lugar no discurso artístico.

Dá vontade de perguntar: what's next ? Também vão querer que se cortem todos os palavrões ditos no cinema ?


* como lhes chama Mick Hume, em "O Direito a Ofender - A liberdade de expressão e o politicamente correcto".

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Travel Ban



"Have you ever walked the lonesome hills
And heard the curlews cry
Or seen the raven black as night
Upon a windswept sky
To walk the purple heather
And hear the westwind cry
To know that's where the rapparee must die"



'Young Ned of the Hill'


sexta-feira, 27 de julho de 2018

Rocky Road to Dublin


'Bora lá, putos !
E força nas canetas.


(e  deixar finalmente para trás este horrível mês de Julho)

domingo, 22 de março de 2015

Eire land

Acabo de ler no on-line da BBC que a Irlanda venceu o torneio das 6 nações em rugby. Por 6 pontos de diferença para a Inglaterra. Ah, insurrectos !

E é agora que me lembro de ti. Há 10 anos. De ver do ar só campos e campos verde trevo, quando o avião chegava.

Não foi preciso chover, nem trouxe comigo o cd dos "Pogues" a tocarem 'A Pair of Brown Eyes'.
Depois começam-me a chegar estas imagens. Alugar o carro em Cork a um homem chamado Finbar e de coisa nova, conduzir do lado esquerdo. Inverter o cérebro e distorcer hábitos instalados. Estradas e estradas. Que coisa boa !, quando nos trocam tudo à volta e ficamos como virgens a ver tudo como num espelho. E isso é viajar.
Chovia, quando chegámos. Choveu quase sempre e é por isso que és desse verde impossível.
Lembrei-me da interminável estrada até Killarney e das livrarias. Podia sempre interminar-me numa livraria !
E parar naquele pub do fim do mundo, depois de subir uma colina, andar, andar e andar, e de receber mais uma pint de Guinness que me trouxeram para a mesa de madeira «... for the way, man», enquanto escutávamos canções de velhos celtas a tocarem num rádio velho e roufenho.
Lembrei-me das setas para Tipperary e de escolher o ferry para o Burden.
De chegar a Galway, das corridas, onde um velho de bengala esperava sentado. Ou talvez descansasse apenas.
De nos encostarmos de barriga para baixo nos 'Cliffs of Moher', esses penhascos gigantescos que se esmagam contra o mar, e sentir a enorme vertigem de abismo que só experimenta quem tem coragem. Que tu esbanjavas, Cristina. Porque já levavas a Matilde na barriga.
Lembrei-me de Belfast, de entrar numa rua em contramão, e dos murais, do Bobby Sands e da Loyalist Zone. De saber que ainda há pouco tinha sido chacina. E de como ainda continuou depois de nós. E do fumo nos pubs, que aqui a lei nova não entrava, porque estávamos no UK. De repente as bandeiras mudam de cor e os táxis e os autocarros são de Londres. Fico logo contra ti mas porque sonho com a independência. E porque adoro os irlandeses.
Ainda enterrar-me no trânsito da autoestrada que vai para Dublin por causa da final de futebol gaélico que se jogava no domingo.
De andar contigo nas ruas da capital, de ler sobre o Easter Rising e de procurarmos velhas fotografias do Michael Collins a comandar o IRA.
De comer um bife num pub de Kilkenny e assistir aos malvados franceses porem-te para fora do Mundial de 2006 com uma obra de arte chamada Thierry Henry. E este nem foi com ajuda da mão.
No dia seguinte o Irish Independent ainda chorava a tristeza da véspera, como eu chorei a lotação do estádio e de não ter conseguido bilhetes para o jogo.
  

segunda-feira, 25 de março de 2013

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Reminiscência

One summer evening drunk to hell
I stood there nearly lifeless
An old man in the corner sang
"Where The Water Lilies Grow"
And on the jukebox Johnny sang
About a thing called love
And it's how are you kid and what's your name
And how would you bloody know?
In blood and death 'neath a screaming sky
I lay down on the ground
And the arms and legs of other men
Were scattered all around
Some cursed, some prayed, some prayed then cursed
Then prayed and bled some more
And the only thing that I could see
Was a pair of brown eyes that was looking at me
But when we got back, labeled parts one to three
There was no pair of brown eyes waiting for me


And a rovin' a rovin' a rovin' I'll go
For a pair of brown eyes
(...)