terça-feira, 23 de junho de 2026
quinta-feira, 30 de novembro de 2023
quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
o 'Fairytale' é quando o homem quiser (e não a BBC)
It was Christmas Eve babe
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
Os contra-Voltaires* voltaram a atacar
Diz-se que foi Voltaire quem um dia declarou: "Não concordo com o que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito a dizê-lo.”
Voltaire viveu no século XVIII.
Por isso, é pena, para não dizer patético, que três séculos mais tarde se tomem decisões como esta:
«Versão censurada de 'Fairytale of New York' na BBC»
Parece espantoso, parece que caranguejamos para trás.
A discussão não é de agora, mas, aparentemente, a BBC receia o uso de determinadas expressões numa das canções de natal mais bonitas que já foram cantadas, e então substituiu "as palavras em calão de rua interpretadas pela convidada Kirtsty MacColl "You scumbag, you maggot/You cheap, lousy f*ggot", por outras, tidas como mais leves, como "you're cheap and you're haggard", em que a palavra "sl*t" é silenciada."
A BBC justificou a decisão "para não ferir audiências mais jovens em assuntos como género e sexualidade".
Faz-me impressão este tipo de coisas. Tratar os "jovens" (e não jovens já agora) como se fossem crianças. Menorizá-los ao ponto de acharem que não têm a capacidade de entender linguagem (e liberdade) poética e de compreender o diálogo, na canção, daquele marido e daquela mulher (dois emigrantes irlandeses em Nova Iorque, gente humilde e a quem a vida trocou as voltas, e que, sim !, se mimam com vários nomes e palavrões ritmados, e tristes, como acabamos por perceber), e de enquadrá-lo no espírito da época, que não é esta em que vivemos (a canção é de '87). E como se fosse proibido o uso de palavrões. Como se estes não tivessem direito à vida e não fossem a emoção das palavras.
Claro que, para quem pensa assim, nem vale a pena tentar explicar a beleza que um palavrão bem empregue pode ter numa frase (como MEC já fez). Quando não é gratuito. Quando compõe um quadro. Quando retrata uma cena.
O que custa é ver a mais importante (e talvez ouvida) estação de rádio inglesa (da velha democrática Inglaterra) aderir a esta tese, de que há palavras feias e que ferem (ou podem ferir) os nossos delicados ouvidos ou as consciências inocentes e puras da juventude (que não tem "armas" para as interpretar), e que, por isso, não podem ter lugar no discurso artístico.
Dá vontade de perguntar: what's next ? Também vão querer que se cortem todos os palavrões ditos no cinema ?
* como lhes chama Mick Hume, em "O Direito a Ofender - A liberdade de expressão e o politicamente correcto".
quarta-feira, 27 de maio de 2020
Travel Ban

"Have you ever walked the lonesome hills
And heard the curlews cry
Or seen the raven black as night
Upon a windswept sky
To walk the purple heather
And hear the westwind cry
To know that's where the rapparee must die"
'Young Ned of the Hill'
sexta-feira, 27 de julho de 2018
Rocky Road to Dublin
'Bora lá, putos !
E força nas canetas.
domingo, 22 de março de 2015
Eire land
E é agora que me lembro de ti. Há 10 anos. De ver do ar só campos e campos verde trevo, quando o avião chegava.
Não foi preciso chover, nem trouxe comigo o cd dos "Pogues" a tocarem 'A Pair of Brown Eyes'.
Lembrei-me da interminável estrada até Killarney e das livrarias. Podia sempre interminar-me numa livraria !
Lembrei-me das setas para Tipperary e de escolher o ferry para o Burden.
De chegar a Galway, das corridas, onde um velho de bengala esperava sentado. Ou talvez descansasse apenas.
De nos encostarmos de barriga para baixo nos 'Cliffs of Moher', esses penhascos gigantescos que se esmagam contra o mar, e sentir a enorme vertigem de abismo que só experimenta quem tem coragem. Que tu esbanjavas, Cristina. Porque já levavas a Matilde na barriga.
Ainda enterrar-me no trânsito da autoestrada que vai para Dublin por causa da final de futebol gaélico que se jogava no domingo.
De andar contigo nas ruas da capital, de ler sobre o Easter Rising e de procurarmos velhas fotografias do Michael Collins a comandar o IRA.
De comer um bife num pub de Kilkenny e assistir aos malvados franceses porem-te para fora do Mundial de 2006 com uma obra de arte chamada Thierry Henry. E este nem foi com ajuda da mão.
No dia seguinte o Irish Independent ainda chorava a tristeza da véspera, como eu chorei a lotação do estádio e de não ter conseguido bilhetes para o jogo.
segunda-feira, 25 de março de 2013
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Reminiscência
In blood and death 'neath a screaming sky
I lay down on the ground
And the arms and legs of other men
Were scattered all around
Some cursed, some prayed, some prayed then cursed
Then prayed and bled some more
And the only thing that I could see
Was a pair of brown eyes that was looking at me
But when we got back, labeled parts one to three
There was no pair of brown eyes waiting for me


