quarta-feira, 29 de julho de 2026
so fill to him the Parting Glass
terça-feira, 23 de junho de 2026
segunda-feira, 9 de março de 2026
a Man of a certain age
Quando os viu pela primeira vez, em '97 (CCB), ali já a passar o auge da britpop, eles não eram pop. Eram assim uma música não muito feita naquela época de blur, oasis, suede ou pulp. Não eram rock. Rock puro então não eram mesmo. Não eram radiohead. Eram algo que ele não estava bem à espera. E não era fã. Tinha 20 anos e eles 26 ou 27. Eram novos mas pareciam velhos. Eles.
Se vivessem na Irlanda celta e medieval seriam chamados de trovadores.
Aos 55, Neil Hannon tem finalmente a idade que sempre teve.
Ah, e a Aula Magna foi magna outra vez.
domingo, 16 de novembro de 2025
"Rage against the dying of the light"
Troy Parrott, take your place on the pantheon of Irish greats 🇮🇪pic.twitter.com/KATKNMZO4g
— Ireland Football ⚽️🇮🇪 (@IrelandFootball) November 16, 2025
sábado, 1 de fevereiro de 2025
small things are big
"O pior ainda estava por vir, ele sabia. Já conseguia sentir um mundo de problemas à sua espera atrás da porta seguinte, mas o pior que podia ter acontecido também já havia ficado para trás; a ação não realizada, que podia ter sido realizada, e com a qual ele teria de viver o resto da vida."
domingo, 19 de janeiro de 2025
domingo, 21 de julho de 2024
a partilha continua
quinta-feira, 20 de junho de 2024
Glen Hansard no LAV
Gostamos deste homem. Desde Swell Season. Um bom homem. Humanista. Bom músico. Da nossa Irlanda. Das fogueiras e dos solstícios. Nunca tinham tocado em Lisboa. Não tinham dinheiro. Foi hoje. No armazém. Para 150 pessoas no máximo.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2023
quinta-feira, 30 de novembro de 2023
quarta-feira, 26 de julho de 2023
domingo, 28 de maio de 2023
domingo, 5 de fevereiro de 2023
quarta-feira, 2 de março de 2022
terça-feira, 4 de janeiro de 2022
sábado, 23 de outubro de 2021
Women of Ireland (Mná na hÉireann)
A versão mais popular deste poema rebelde do séc. XVIII é dos Chieftains, talvez por aparecer no "Barry Lyndon" do Kubrick, mas esta da deslumbrante Sharon Corr (com o Jeff Beck, é preciso que se diga) é um autêntico rebuçado.
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
o 'Fairytale' é quando o homem quiser (e não a BBC)
It was Christmas Eve babe
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
Os contra-Voltaires* voltaram a atacar
Diz-se que foi Voltaire quem um dia declarou: "Não concordo com o que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito a dizê-lo.”
Voltaire viveu no século XVIII.
Por isso, é pena, para não dizer patético, que três séculos mais tarde se tomem decisões como esta:
«Versão censurada de 'Fairytale of New York' na BBC»
Parece espantoso, parece que caranguejamos para trás.
A discussão não é de agora, mas, aparentemente, a BBC receia o uso de determinadas expressões numa das canções de natal mais bonitas que já foram cantadas, e então substituiu "as palavras em calão de rua interpretadas pela convidada Kirtsty MacColl "You scumbag, you maggot/You cheap, lousy f*ggot", por outras, tidas como mais leves, como "you're cheap and you're haggard", em que a palavra "sl*t" é silenciada."
A BBC justificou a decisão "para não ferir audiências mais jovens em assuntos como género e sexualidade".
Faz-me impressão este tipo de coisas. Tratar os "jovens" (e não jovens já agora) como se fossem crianças. Menorizá-los ao ponto de acharem que não têm a capacidade de entender linguagem (e liberdade) poética e de compreender o diálogo, na canção, daquele marido e daquela mulher (dois emigrantes irlandeses em Nova Iorque, gente humilde e a quem a vida trocou as voltas, e que, sim !, se mimam com vários nomes e palavrões ritmados, e tristes, como acabamos por perceber), e de enquadrá-lo no espírito da época, que não é esta em que vivemos (a canção é de '87). E como se fosse proibido o uso de palavrões. Como se estes não tivessem direito à vida e não fossem a emoção das palavras.
Claro que, para quem pensa assim, nem vale a pena tentar explicar a beleza que um palavrão bem empregue pode ter numa frase (como MEC já fez). Quando não é gratuito. Quando compõe um quadro. Quando retrata uma cena.
O que custa é ver a mais importante (e talvez ouvida) estação de rádio inglesa (da velha democrática Inglaterra) aderir a esta tese, de que há palavras feias e que ferem (ou podem ferir) os nossos delicados ouvidos ou as consciências inocentes e puras da juventude (que não tem "armas" para as interpretar), e que, por isso, não podem ter lugar no discurso artístico.
Dá vontade de perguntar: what's next ? Também vão querer que se cortem todos os palavrões ditos no cinema ?
* como lhes chama Mick Hume, em "O Direito a Ofender - A liberdade de expressão e o politicamente correcto".








