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terça-feira, 2 de julho de 2019
Magical mistery tour
Obrigado Paizão. Grande momento.
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quinta-feira, 3 de maio de 2018
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
I'm The Beatles White Album
You contain multitudes. A lot of people like you, and with good reason. The White Album contains some works of true musical genius, and you are a human with some amazing qualities. But both the album and you vary so widely that it’s nearly impossible to categorize you.
You can be silly, repetitive, ambitious, lively, arid, or fractured all at once. Some people might wish you could pick one thing and stick to it, but you can’t help but be true to yourself, in all your chaotic, full glory.
sábado, 8 de julho de 2017
sábado, 3 de junho de 2017
O ano 50 da Revolução
Leio que o Sgt. Pepper's faz 50 anos. Já sabia. Está tudo a celebrar.
E se é feita agora uma reedição do disco com remix, novas faixas e memorabilia a saltitar, também eu recupero o que escrevi aqui há sete anos sobre o melhor álbum rock da história.
Porque é tão profunda a pegada que me calcou e tão forte a memória que dele tenho, que quando lhe pego, ou oiço, ou vejo, regresso sempre à mesma história.
E se é feita agora uma reedição do disco com remix, novas faixas e memorabilia a saltitar, também eu recupero o que escrevi aqui há sete anos sobre o melhor álbum rock da história.
Porque é tão profunda a pegada que me calcou e tão forte a memória que dele tenho, que quando lhe pego, ou oiço, ou vejo, regresso sempre à mesma história.
*
O "Seargent Pepper's Lonely Hearts Club Band" é um marco na história da música pop do século XX. Colocado pela Rolling Stone no topo dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.
Mas não é preciso trazer para aqui todas as razões que fazem dele uma obra-prima essencial em qualquer discografia que se preze.
É um álbum fundamental. Para mim que comecei a escutá-lo aos 10 anos, quando o descobri lá em casa no meio dos outros vinis dos meus pais.
Lembro-me que tinha 10 anos porque sempre fui um tipo dado a paixões. E lembro-me de me ter apaixonado por uma miúda chamada Rita.
A Rita andava no 1º ano como eu, mas noutra turma. E um dia, alguém me veio dizer que ela gostava de mim. Fiquei apalermado, porque eu também gostava dela.
Rapidamente, um dos meus amigos fez chegar a notícia ao outro lado e marcou-se um encontro. Na altura não percebi muito bem porque é que tinha que ser assim, mas, ao que parece, íamos conhecer-nos. No recreio, à hora marcada, apareci eu e ela. Uma amiga dela e um amigo meu. Pareciam padrinhos. Ridículo.
Ficámos a olhar um para o outro, com cara de parvos, tenho a certeza, e os nossos amigos a quererem que nos beijássemos ali, à frente deles. Era um espectáculo. Apresentaram-nos e ficaram à espera.
Não mexi um músculo. Nem sei se disse mais do que o meu nome. Talvez um olá. Tocou a campainha para as aulas e pisguei-me.
Mas dali para a frente, sempre que a via, dava-lhe um toque na saia, ou na mão, ou soprava-lhe qualquer coisa por cima do ombro. Até que um dia, vendo-a sozinha a passar com os cadernos debaixo do braço, chamei-a para trás dos pavilhões e, sem lhe dizer mais nada, dei-lhe um beijo. Estava apaixonado.
Não mexi um músculo. Nem sei se disse mais do que o meu nome. Talvez um olá. Tocou a campainha para as aulas e pisguei-me.
Mas dali para a frente, sempre que a via, dava-lhe um toque na saia, ou na mão, ou soprava-lhe qualquer coisa por cima do ombro. Até que um dia, vendo-a sozinha a passar com os cadernos debaixo do braço, chamei-a para trás dos pavilhões e, sem lhe dizer mais nada, dei-lhe um beijo. Estava apaixonado.
Agora é que entra o "Sgt. Pepper's". Sempre que pensava nela, ia pôr o disco a tocar. No lado B, faixa 3: Lovely Rita.
Não sei o que aconteceu à Rita, mas quando deixei de pensar nela, continuei a estudar o melhor álbum rock de sempre. Até descobrir a última faixa do disco. Uma canção dividida em duas partes e composta com dois bocados, um do John Lennon e outro do Paul McCartney.
Just "A Day in the Life".
Não sei o que aconteceu à Rita, mas quando deixei de pensar nela, continuei a estudar o melhor álbum rock de sempre. Até descobrir a última faixa do disco. Uma canção dividida em duas partes e composta com dois bocados, um do John Lennon e outro do Paul McCartney.
Just "A Day in the Life".
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Meio século Deluxe
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sábado, 1 de outubro de 2016
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
'Cause I'm Vitor Gaspar
"Ministro das Finanças anuncia medidas alternativas à mexida na TSU"
Let me tell you how it will be
There's one for you, nineteen for me
'Cause I'm the taxman, yeah, I'm the taxman
Should five per cent appear too small
Be thankful I don't take it all
'Cause I'm the taxman, yeah I'm the taxman
Don't ask me what I want it for
If you don't want to pay some more
'Cause I'm the taxman, yeah, I'm the taxman
Let me tell you how it will be
There's one for you, nineteen for me
'Cause I'm the taxman, yeah, I'm the taxman
Should five per cent appear too small
Be thankful I don't take it all
'Cause I'm the taxman, yeah I'm the taxman
If you drive a car, I'll tax the street,
If you try to sit, I'll tax your seat.
If you get too cold I'll tax the heat,
If you take a walk, I'll tax your feet.
Don't ask me what I want it for
If you don't want to pay some more
'Cause I'm the taxman, yeah, I'm the taxman
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terça-feira, 3 de abril de 2012
Hoje não é 1 de Abril
The Beatles: The Next Generation
É hoje notícia por todo o mundo a possível reunião dos filhos dos Beatles para a fundação de um grupo, anunciou James McCartney à BBC.
Como não acredito muito em revivalismos familiares no mundo da música, acho que no mínimo é de ficar céptico. Sobretudo porque sabemos como a história acabou. Só não sabemos quem é que vai ser a Yoko deste filme.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Rentrée
Depois de Dylan e dos Stones, o novo Scorsese vem com o nome de George Harrison impresso na capa, o tímido beatle cheio de música que enche o documentário e queria ser o que pudesse ser.
O DVD sai em Outubro.
O DVD sai em Outubro.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
8/12/1980 - III
John Lennon morreu.
Como sempre acontece a alguém com destaque a quem é roubada a vida, têm surgido uma data de artigos em jornais e revistas que perguntam como teria sido o mundo com Lennon dentro dele nestes últimos 30 anos. Alguns até ficcionam entrevistas imaginárias a um Lennon de 70 anos. Chamam-lhe exercício académico controlado ou história virtual. Entretêm-se nesse exercício especulativo ridículo que conduz a lado nenhum.
Lennon morreu. Com cinco tiros à queima-roupa. Mas deixou música. E uma vocação contestatária. Fez os Beatles. E essa é uma grande obra. Ajudou à revolução. Revolveu o vinil e deu-lhe umas tripas novas. Enamorou-se e depois acabou com eles.
Levantou o punho e pegou na música - que nunca mais foi a mesma sem McCartney, apesar do "Imagine" - para protestar. No sítio certo. Talvez num dos mais difíceis. Com a CIA em cima. Nos Estados Unidos. Mas no único possível. Em Nova Iorque. Onde, a poucas horas de ser executado por um fanático que lhe tinha pedido um autógrafo de manhã, foi retratado. Pela última vez na vida. Por Annie Leibovitz.
Uma ou duas semanas a seguir, Lennon estava outra vez escancarado nos escaparates das papelarias. A protestar amor ou lá o que era. E quem quisesse que percebesse.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
but some don't
Sunrise doesn't last all morning,
a cloudburst doesn't last all day
Seems my love is up and has left you with no warning
But it's not always going to be this grey
All things must pass,
all things must pass away
Sunset doesn't last all evening,
a mind can blow those clouds away
after all this my love is up and must be leaving
It has not always been this grey
All things must pass,
all things must pass away
All things must pass none of life's strings can last
So I must be on my way and face another day
Now the darkness only stays at nighttime,
in the morning it will fade away
Daylight is good at arriving at the right time
It's not always going to be this grey
All things must pass,
all things must pass away
All things must pass,
all things must pass away
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Lovely Rita
O "Seargent Pepper's Lonely Hearts Club Band" é um marco na história da música pop do século XX. Colocado pela Rolling Stone no topo dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.
Mas não é preciso trazer para aqui todas as razões que fazem dele uma obra-prima essencial em qualquer discografia que se preze.
É um álbum fundamental. Para mim que comecei a escutá-lo aos 10 anos, quando o descobri lá em casa no meio dos outros vinis dos meus pais.
Lembro-me que tinha 10 anos porque sempre fui um tipo dado a paixões. E lembro-me de me ter apaixonado por uma miúda chamada Rita.
A Rita andava no 1º ano como eu, mas noutra turma. E um dia, alguém me veio dizer que ela gostava de mim. Fiquei apalermado, porque eu também gostava dela.
Rapidamente, um dos meus amigos fez chegar a notícia ao outro lado e marcou-se um encontro. Na altura não percebi muito bem porque é que tinha que ser assim, mas, ao que parece, íamos conhecer-nos. No recreio, à hora marcada, apareci eu e ela. Uma amiga dela e um amigo meu. Pareciam padrinhos. Ridículo.
Ficámos a olhar um para o outro, com cara de parvos, tenho a certeza, e os nossos amigos a quererem que nos beijássemos ali, à frente deles. Era um espectáculo. Apresentaram-nos e ficaram à espera.
Não mexi um músculo. Nem sei se disse mais do que o meu nome. Talvez um olá. Tocou a campainha para as aulas e pisguei-me.
Mas dali para a frente, sempre que a via, dava-lhe um toque na saia, ou na mão, ou soprava-lhe qualquer coisa por cima do ombro. Até que um dia, vendo-a sozinha a passar com os cadernos debaixo do braço, chamei-a para trás dos pavilhões e, sem lhe dizer mais nada, dei-lhe um beijo. Estava apaixonado.
Não mexi um músculo. Nem sei se disse mais do que o meu nome. Talvez um olá. Tocou a campainha para as aulas e pisguei-me.
Mas dali para a frente, sempre que a via, dava-lhe um toque na saia, ou na mão, ou soprava-lhe qualquer coisa por cima do ombro. Até que um dia, vendo-a sozinha a passar com os cadernos debaixo do braço, chamei-a para trás dos pavilhões e, sem lhe dizer mais nada, dei-lhe um beijo. Estava apaixonado.
Agora é que entra o "Sgt. Pepper's". Sempre que pensava nela, ia pôr o disco a tocar. No lado B, faixa 3: Lovely Rita.
Não sei o que aconteceu à Rita, mas quando deixei de pensar nela, continuei a estudar o melhor álbum rock de sempre. Até descobrir a última faixa do disco. Uma canção dividida em duas partes e composta com dois bocados, um do John Lennon e outro do Paul McCartney.
Psicadelismo no seu estado mais puro.
Não sei o que aconteceu à Rita, mas quando deixei de pensar nela, continuei a estudar o melhor álbum rock de sempre. Até descobrir a última faixa do disco. Uma canção dividida em duas partes e composta com dois bocados, um do John Lennon e outro do Paul McCartney.
Psicadelismo no seu estado mais puro.
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segunda-feira, 12 de abril de 2010
Cadernos Marroquinos - 1º Dia
Não me lembro quem é que teve a ideia. Provavelmente foi a meio de um jantar ou depois de uns copos. "E que tal Marrocos ?"
A malta do costume alinhou logo.
A malta do costume alinhou logo.
Éramos seis, depois sete (o Ordep trouxe a namorada), e havia uma velha carrinha verde petróleo, a maltratada Peugeot 505 do Fuller. De revisão feita e extensão de seguro.
Combinámos tudo à pressa. Eu e o Jack London ainda tínhamos um exame de Processo Penal para fazer. Os outros iam apanhar-nos à Faculdade e partíamos.
Uma da tarde. O Fuller aparece à hora combinada. A buzinar e a fazer piões no meio do parque de estacionamento da Católica. Foi uma entrada em grande. Tudo a olhar.
Uma da tarde. O Fuller aparece à hora combinada. A buzinar e a fazer piões no meio do parque de estacionamento da Católica. Foi uma entrada em grande. Tudo a olhar.
Largámos Lisboa como se fosse pó, a Páscoa, os códigos e os colegas que ainda dissertavam sobre as perguntas do exame. Era o último ano do curso. Alguma coisa puxava para o Sul. Para o calor. Para a areia. Para os homens de pele escura e bigodes cheios. Para trás ficavam os primeiros meses do ano 2000. Mas depressa soubemos que deixávamos tudo o que conhecíamos.
Pegámos nas mochilas, saltámos para a carrinha e arrancámos. “Vamos lá conhecê-los, rapaziada!”
O Mahgreb.
Ninguém sabia bem o percurso. Nas mochilas, algumas roupas, enlatados, mapas, lanternas, água e cassetes para o rádio da 505. Rolling Stones, Beatles, Ben Harper, Pearl Jam e, claro, Pink Floyd e Leonard Cohen para a noite. Um par de botas, meias quentes, o meu blusão de cabedal para enganar o frio do deserto, uns cadernos para escrever, canetas. O Ordep levava a máquina fotográfica com rolo para slides.
Não perdemos um minuto. Era a primeira vez.
Metemos gasolina e apanhámos o caminho para Beja. Vimos as placas de Aracena e Sevilha. Não parámos. E a 505 só dava 100.
Chegámos a Algeciras às dez da noite. O conta-quilómetros dizia 620. Boa média, pensámos.
Às dez e meia partia um ferry para Tânger. Comprámos logo os bilhetes. Mas não embarcámos. Demasiada pressa. Embora fosse Espanha, já não estávamos na Europa da vertigem. As coisas ali cantam noutro ritmo, com outra calma. Há que negociar, esperar. O dinheiro que sai depressa do bolso não é aceite e quem entra a correr é porque foge.
De maneira que tivémos que encontrar jantar. Uns bocadillos rellenos de qualquer coisa num pardieiro mal amanhado e umas cervejas espanholas.
Só saímos às seis da manhã. Para Ceuta. Até lá dormimos todos (quem conseguisse) nos bancos coçados da 505. Pus-me de cabeça para baixo para arranjar espaço. Claro que não preguei olho.
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sábado, 10 de abril de 2010
Something in the Way
No outro dia acabei a noite de copos na casa de um amigo para mais uns... copos e cigarros. Bytheway fiquei com a garganta fodida. Ainda estou.
A dada altura, eram para aí umas quatro da manhã, demos por nós a ver isto
A discussão começou quando alguém (já não sei bem quem) disse que estes tipos, um trio de acordes meio básicos, completamente desarranjados, desalinhados e outros "ados", tinham revolucionado a nossa geração. O Fuller gosta de ser do "contra". Por isso, do alto da sua acuidade musical, manda-nos à merda. Que os "Beatles" (gente sagrada para mim) é que tinham feito todas as revoluções, que tinham melodias e letras cheias de verdades, que os nossos pais é que tinham tido sorte porque eles tinham tido uns tipos cultos e musicalmente dotados para cortarem com a geração anterior, etc, etc, num sem fim de argumentos lógicos e imbatíveis.
Tudo em polvorosa. Todos nos lembrámos do release do "Smells like teen spirit" e de como, naquele 9º ano, de repente já era lícito mandar os professores à merda. Mesmo.
Eis então que, da quietude do seu sofá, surge um remansado "Buiça" com o argumento final:
"Mas, Fuller, isso não interessa para nada, pá! Melodias, letras, quando se pode simplesmente dizer: «Estamos fartos do que nos contam, BAAAHHHHHHH ! Não nos venham com lérias, BAAAHHHHHHH !»" E o "Buiça", de língua de fora.
O Fuller à rasca. Acabou logo ali a discussão.
Este post não é sobre a juventude ou aqueles anos de uma livre alegria descomprometida.
É que a vida é contraditória com'ó caraças. Por isso aqui ficam os Monstros de Abbey Road. No Paralelo 23.
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