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quinta-feira, 28 de dezembro de 2023
terça-feira, 31 de maio de 2022
quinta-feira, 2 de setembro de 2021
quarta-feira, 29 de janeiro de 2020
quinta-feira, 26 de julho de 2018
Dia da (Rainha) Mãe
E agora, com as pilhas novas que te puseram nesse enorme coraçãozinho, estás pronta para mais 72 anos !
It's only Rock 'n' Roll.
It's only Rock 'n' Roll.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
segunda-feira, 18 de julho de 2016
The Endless River
Tive um amigo do 10º ao 12º ano com quem me pisgava das aulas para ir ouvir discos para a Baixa.
Apanhávamos o 28 ou o 32 e, em meia-hora, desembarcávamos no maravilhoso mundo da Valentim de Carvalho. Também percorríamos a BiMotor e, mais tarde, embora por pouco tempo, a Virgin, no edifício onde era o Éden. Mas a rainha do paraíso era a Valentim, do Rossio.Dois andares, escadas rolantes, filas e filas com vários lados de CD's, com tudo no sítio e devidamente catalogado. No andar de cima era o ponto de escuta, com um sofá de pele e aparelho de estereofonia, e a livraria.
Era para lá que nos raspávamos quando já não aguentávamos a Secundária. E, aos poucos, lá fui começando a minha colecção de música. Lambendo primeiro todos os Pink Floyd, depois tudo o que havia de relevante dos anos 60: os Jimi Hendrix, os Zeppelin, os Doors, The Who, os Claptons todos (antes e depois dos Cream), os Jefferson Airplane, os Velvet, os Creedence e os CSN&Y, porque Beatles e Stones já eram do domínio caseiro.
Com esse amigo passei horas intermináveis à procura de raridades, e a ensaiar na minha guitarra eléctrica os temas dos Floyd que aprendia de ouvido ou nos livros de pautas, também comprados na Valentim e que não se vendiam em mais lado nenhum. E ele, que só queria bateria, acompanhando, fazendo o ritmo com baquetas imaginárias ou com lápis e canetas. Às vezes uma pandeireta. Chegámos a prometer que iríamos alugar uma hora num estúdio, com outros dois marmanjos, para tocar umas coisas e ver o que dava.
Depois fui para a Faculdade e nunca mais o vi.
Encontrei-o anos e anos mais tarde, uma ou duas filas atrás de mim no concerto dos Portishead + Arcade Fire no Meco. Where else ?
Prometemos que nos voltaríamos a encontrar.
Combinámos que seria no lançamento do último disco dos Pink Floyd, para o comentar. Não aparecemos.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015
O pirata das Caraíbas
«É uma rotina que te ocupa o tempo todo. Acordava de manhã e a primeira coisa que fazia era dar um chuto na casa de banho. Lavar os dentes ? Esquece. "Foda-se, tenho de ir à cozinha buscar a colher." Rituais estúpidos. "Merda, porque é que ontem à noite não me lembrei de trazer a colher da cozinha ? Lá tenho eu de descer outra vez as escadas." Cada dia se tornava mais difícil largar a droga, ou maior era o desejo de voltar a ela, se o conseguisses fazer. "Só mais uma vez, agora que já estou limpo." É essa vez, em jeito de festejo, que é fatal. Para piorar, tu até podes estar limpo, mas todos os teus amigos são agarrados. Quem se cura sai do círculo. Podem adorar-te ou detestar-te, não importa: a primeira coisa que vão fazer é querer trazer-te de volta. "Tenho aqui uma merda mesmo boa." Se alguém fica limpo e limpo se aguenta, passa a ser visto pela irmandade dos agarrados como um falhado. Falhado em quê, não faço ideia. Quantas crises de privação serás tu capaz de aguentar ? É ridículo, mas quando estás viciado nem te pões essa pergunta. Várias vezes, durante uma ressaca, me convenci de que por detrás da parede havia um cofre cheio de droga, já com colher e tudo o que era preciso. Depois adormecia. Quando acordava, dava com a parede arranhada e cheia de sangue - tinha mesmo tentado chegar ao cofre. Valerá a pena passar por uma coisa destas ? Na altura, decidi que sim.
Por natureza, posso ser tão presunçoso e frívolo como o Mick, mas quando és agarrado isso está fora de questão. Não o podes ser, mesmo que queiras. Há forças em jogo que te mantêm os pés assentes, já nem digo na terra: na sarjeta. Muito mais baixo do que seria preciso. É óbvio que nesse período eu e o Mick seguimos caminhos absolutamente opostos. Ele não tinha paciência para mim, para a minha suposta estupidez. Lembro-me de estar numa discoteca à espera de um dealer, num estado lastimável. À minha volta, as pessoas dançavam como bolinhas cintilantes, e eu debaixo dos bancos, a esconder-me para que não me vissem vomitar, e o cabrão do gajo nunca mais chegava. Quando ao mesmo tempo, me perguntava: "Será que ele, aqui, me vai encontrar ? Ou será que chega, não me vê e baza?" Digamos que me encontrava num estado de grande perturbação mental. Felizmente, deu comigo. Um guitarrista mundialmente famoso a sujeitar-se àquilo - percebias a que ponto tinhas descido. Descer a um ponto destes faz-te sentir nojo de ti mesmo, um sentimento que demora algum tempo a desaparecer. "Meu grande filho-da-puta, és capaz de fazer qualquer coisa por uma dose, não és ?" Ainda assim, continuava a julgar-me senhor de mim mesmo. Ai de quem me dissesse o que devia fazer. Mas chegar ao ponto em que estás totalmente dependente de um dealer é uma coisa nojenta. À espera de um filho-da-mãe daqueles, e pronto a suplicar-lhe ? É aí que entra o nojo de si mesmo. De todos os pontos de vista e mais algum, um agarrado é um tipo à espera do dealer. Todo o teu mundo se reduz à droga.
Quase todos os agarrados se tornam imbecis. Foi isso que realmente me fez abrir os olhos. Só tínhamos uma coisa na cabeça: a droga. Não seria eu um pouco mais inteligente do que isso ? O que é que eu ando a fazer na companhia destes desgraçados ? São simplesmente pessoas chatíssimas. Pior: muitas delas até são brilhantes, e sabemos que, no fundo, nos deixámos enganar, mas também... porque não ? Toda a gente se deixa enganar por alguma coisa; nós ao menos sabemos que nos enganamos a nós próprios. Ninguém é um herói só por se drogar; podes ser um herói é se conseguires deixar a droga. Por mais que eu adorasse aquela merda, tinha chegado o momento de dizer basta. Além disso, o cavalo estreita-te os horizontes e a uma certa altura só conheces agarrados. Eu precisava de horizontes mais largos. Claro que, tudo isto, só o percebes depois de sair do inferno. Tem esse poder, a droga. É a puta mais sedutora do mundo.»
Keith Richards, 'Life', ed. Cavalo de Ferro
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
"It's only Rock 'n' Roll"
King Keef Richards.
«Ali estás tu muito bem a tocar com uns tipos, quando te sai um Oh, yeah! Essa sensação vale por tudo. Por um instante, sentes que deixaste o planeta, que ninguém te pode tocar. Estás noutra esfera, com gajos que partilham exactamente o mesmo objectivo. Quando isso acontece, meu amigo, ganhas asas. Depois voltas, mas sabes que estiveste num sítio onde a maioria das pessoas nunca há-de pôr o pé, um sítio único. Só queres voltar a descolar, voltar a aterrar; mas quando aterras, tens a bófia à coca. Andaste a voar sem autorização.
(...)
A oportunidade surgiu, e quem é que seria capaz de as deter? Encharcadas de desejo sexual, apesar de não saberem muito bem o que fazer com ele. Como toiros enraivecidos, e nós o pano vermelho! Foi o delírio. Uma força incrível. Nadar num rio cheio de piranhas era mais seguro. Ganhavam balanço a mais e perdiam o controlo. Miúdas que se vinham, que sangravam, que rasgavam as roupas, se mijavam nas cuecas. Era o pão nosso de cada dia. O concerto era isso. Pouca diferença fazia, quem estivesse a tocar. Estavam-se bem marimbando para o facto de eu querer ser um músico de blues.»
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sábado, 4 de julho de 2015
Memory Motel
You're just a memory of a love
That used to be
You're just a memory of a love
That used to mean so much to me
She got a mind of her own
And she use it well
Well she's one of a kind
She's got a mind
She got a mind of her own
And she use it mighty fine
(...)
You're just a memory of a love
That used to mean so much to me
You're just a memory girl
You're just a sweet memory
And it used to mean so much to me
'Black and Blue', 1976, The Rolling Stones
terça-feira, 12 de maio de 2015
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Bodas de Ouro
"On 12 July 1962 the Rolling Stones went on stage at the Marquee Club
in London’s Oxford Street."
(in página oficial dos 'RS')
Mick, Keith e Watts.
Quiçá o casamento fodido mais duradouro de sempre.
Quase tanto como o da rainha de Inglaterra.
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domingo, 27 de maio de 2012
"Exile on Main Street" *
Podia sempre olhar para ela daquela varanda, ela que parecia feita de Sol, que o consumia completamente, que o espremia para dentro, gota a gota, que o recolhia como se os raios fossem as varetas todas de um jogo de "mikado". Para a seguir os espalhar um por um, com explosiva delicadeza.
E daí, não. Tinha decidido partir. Encaixar-se num desterro prolongado.
Tinha conhecido um antídoto, intravenoso. Ele sim resolveria a questão do infinito.
Iria conduzir-se para o exílio esperado, numa de out, sem falar, fora de tudo e sem palavras, numa de viver ao fundo, o que era bem.
Sem um beijo, sem um adeus e, portanto, num estado sem no fundo estar, mas era bem.
Não se importava nada com isso. Seria assim.
Não iria espiar uma luz que se fundira. Numa, ou em duas vidas inteiras.
* Em 1972 os Rolling Stones editaram um álbum com o título "Exile on Main St.". Gravado no Sul de França, foi considerado o sétimo melhor disco de rock de todos os tempos pela Rolling Stone:
«There must have been hour upon hour, day upon day, of tedium and despair. But this, apparently, was how they needed to work: by feeling around in the dark for magic. Did the Stones spend too much of their time at NellcÔte stoned and lollygagging? Well, what's too much? And whose time was it? Ultimately, it's never been any of our business, however luridly fascinating the legends may be, and however much the Stones themselves may invite our attention with the noise of publicity. What they actually managed to accomplish — no less than the quintessential rock & roll album — ought to shut everybody up. Of course, it never will.»
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
NYC is Coffee and (this time) (these) Books
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sábado, 8 de outubro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
O original é sempre melhor que a cópia
É o que digo SEMPRE que me falam do "Pequenas Mentiras entre Amigos".
'The Big Chill', aka 'Os Amigos de Alex'
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
self-inflicted pain
Exmos. Senhores,
O que é que leva um gajo, que já vai ter que dormir pouco - porque se deitou (invariavelmente) tarde e tem de estar na estação de comboios (pornograficamente) cedo - a dormir ainda menos ?
.... e depois disto assim, trabalhar ainda ?, e bem ?
Estupor !
Com os melhores cumprimentos,
....
P.S.1 sem poder culpar ninguém do facto.
P.S. 2 o que vale é que há café e logo o Manchester vem à Luz.
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
No expectations
Take me to the station
And put me on a train
I've got no expectations
To pass through here again
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