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sexta-feira, 1 de maio de 2026

um Verão Berlinense '42 *

 


* título italiano do filme.

domingo, 21 de dezembro de 2025

O Julgamento


《'Cause people let it happen !》
Relevantíssimo. Sobretudo numa altura como a de hoje. E Russel Crowe é imenso. Enche a tela toda.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

terça-feira, 8 de abril de 2025

O anjo da morte


 "- Se alguns excessos foram cometidos, não são da minha responsabilidade. 

- Como é que não és responsável? Não és responsável pelo que fizeste? Ninguém te obrigou, pois não? E os judeus? O que é que eles te fizeram?

- Olha para este mosquito, Rolf. Vamos esmagá-lo porque ameaça o nosso ambiente e pode transmitir-nos doenças, se nos picar. Os judeus não são diferentes."

domingo, 24 de novembro de 2024

Lee Miller

 


(...)

Et par le pouvoir d’un mot
Je recommence ma vie
Je suis né pour te connaître
Pour te nommer

Liberté.

Paul Eluard

quinta-feira, 9 de maio de 2024

- Pai, a guerra é mesmo uma grande estupidez !

Aconselhado aos alunos de História do 9º ano e lição que os pais não devem perder. 
Versão restaurada a cores e integralmente composta de imagens reais e relatos dos sobreviventes. De ambos os lados.

sábado, 16 de março de 2024

segunda-feira, 3 de abril de 2023

terça-feira, 19 de outubro de 2021

"O Cônsul Desobediente" *


Aristides de Sousa Mendes (1885 - 1954)

“Se é preciso coragem para acatar ordens com que não concordamos, mais difícil é seguramente seguir a consciência e não as cumprir (...)"

Salazar, ministro dos Negócios Estrangeiros em 1940, “iria, sem o suspeitar e seguramente sem ser essa a sua intenção, colocar no lugar certo, à hora certa, o homem certo”.

Margarida Magalhães Ramalho

* título do livro de Sónia Louro.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

A Ordem do Dia



«E foi assim que em Novembro de 1937, entre dois movimentos de irritação, depois de alguns protestos puramente formais a propósito da anexação do Sarre, da remilitarização da Renânia ou do bombardeamento de Guernica pela legião Condor, Halifax, lorde presidente do Conselho, foi à Alemanha, a título pessoal, a convite de Hermann Göring, ministro do Ar, comandante chefe da Luftwaffe, ministro do Reich para a floresta e a caça, presidente do defunto Reichstag - criador da Gestapo. Muita coisa na verdade, mas Halifax não manifesta qualquer surpresa, não lhe parece estranho aquele tipo lírico e truculento, notório antissemita, carregado de condecorações. E não se pode dizer que Halifax tenha sido aldrabado por alguém que escondia, que não tenha reparado nos trajes de dândi, nos infindáveis títulos, na retórica delirante, tenebrosa, na silhueta pançuda; não. Nessa época, já tinha passado muito tempo desde a reunião de 20 de Fevereiro, os nazis já se tinham deixado de comedimentos. Além disso, tinham ido juntos à caça, tinham rido, tinham jantado juntos; e Hermann Göring que não era parco em demonstrações de ternura e de simpatia, que tinha sonhado  ser actor e que à sua maneira acabara por sê-lo, deve ter-lhe dado palmadinhas no ombro, deve tê-lo trazido nas palminhas, ao bom do Halifax, e lançado em rosto um aranzel de sentido ambíguo, desses que deixam o destinatário desconcertado, pouco à vontade, como se de uma alusão sexual se tratasse. 

(...) Não era um ingénuo ou um amador, Halifax, e devia estar demasiado bem informado para não ter achado um pouco curioso aquele passeio, no decurso do qual os dois são vistos, num pequeno filme, a admirar o parque de bisontes onde Göring, furiosamente descontraído, providencia as suas lições de bem-estar. Não pode deixar de ver a estranha pequena pluma que tem no chapéu, a gola de pele, a gravata bizarra. Talvez Halifax goste também da caça, como gostava o pai, e nesse caso ter-se-á sentido bem na Schorfheide, mas é impossível que não tenha visto o estranho casaco de couro usado por Hermann Göring, nem o punhal à cintura, tal como não pode ter deixado de ouvir as alusões sinistras envoltas em gracejos licenciosos. Viu-o talvez atirar com arco, vestido de saltimbanco; viu sem dúvida os animais selvagens domesticados, o leãozinho a ir lamber o rosto do dono. E mesmo que não tenha visto nada disso, mesmo se se limitou a passar um tempo com Göring, ouviu seguramente falar dos imensos circuitos de comboiozinhos para crianças na cave da casa e ouviu-o fatalmente murmurar uma série de disparates esquisitos. E Halifax, a velha raposa, não pôde ignorar a sua egomania delirante; viu-o talvez mesmo largar bruscamente o volante do seu descapotável e gritar ao vento ! Sim, não pode ter deixado de adivinhar o núcleo aterrador, por sob a máscara pastosa e inchada. Além disso, avistou-se com o Führer; e também nesse caso será que Halifax não viu nada ? Ignorando as reservas de Eden, chegou ao ponto de dar a entender a Hitler que as pretensões alemãs relativas à Áustria e a uma parte da Checoslováquia não pareciam ilegítimas ao governo de Sua Majestade, desde que isso ocorresse em paz e em concertação.»

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Dia de Memória às Vítimas do Holocausto

 


«A persuasão de que a vida tem uma finalidade está enraizada em todas as fibras do homem, é uma propriedade da substância humana. Os homens livres dão a esta finalidade muitos nomes, e sobre a sua natureza muito se debruçam e discutem; mas para nós a questão é mais simples.

Agora e aqui, a nossa finalidade é chegar à Primavera. Neste momento, nada mais nos preocupa. Por detrás desta meta, neste momento, não há outra meta. De manhã, quando, em fila na Praça da Chamada, esperamos durante um tempo interminável a hora de partir para o trabalho, e cada sopro de vento penetra por debaixo das nossas roupas e corre em arrepios violentos pelos nossos corpos sem defesa, e tudo em volta está cinzento, e nós próprios estamos cinzentos; de manhã, ainda antes de o dia chegar, todos observamos o céu do lado do Oriente para espiar os primeiros indícios da estação amena, e o nascer do Sol é todos os dias comentado: hoje foi um pouco mais cedo do que ontem; hoje está um pouco mais de calor do que ontem; dentro de dois meses, dentro de um mês, o frio dar-nos-á tréguas e teremos um inimigo a menos.
Hoje, pela primeira vez, o Sol nasceu vivo e nítido por cima do horizonte lamacento. É um sol polaco, frio, branco e longínquo , e não consegue aquecer para além da epiderme; mas, quando se libertou das últimas neblinas, um murmúrio percorreu a massa descorada que somos e, quando eu também senti a tepidez atarvés da roupa, compreendi como se pode adorar o Sol.»

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

meu filho


O Filho de Saul

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Night

Imagem relacionada
«But we were pulling into a station. Someone near a window read to us:
"Auschwitz."
Nobody had ever heard that name.

(...)

Never shall I forget that night, the first night in camp, that turned my life into one long night seven times sealed.
Never shall I forget that smoke.
Never shall I forget the small faces of the children whose bodies I saw transformed into smoke under a silent sky.
Never shall I forget those flames that consumed my faith for ever.
Never shall I forget the nocturnal silence that deprived me for all eternity of the desire to live.
Never shall I forget those moments that murdered my God and my soul and turned my dreams to ashes.
Never shall I forget those things, even were I condemned to live as long as God Himself.
Never.


(...)
They came back shattered. They had difficulty opening their mouths. All they could utter was one word: "Evacuation." The camp was going to be emptied and we would be sent to the rear. Where to? Somewhere in the deepest Germany. To other camps; there was no shortage of them.
(...)
At six o'clock the bell rang. The death knell. The funeral. The procession was beginning its march.
(...)
Beneath our feet there lay men, crushed, trampled underfoot, dying. Nobody paid attention to them.
We were outside. The icy wind whipped my face. I was constantly biting my lips so that they wouldn’t freeze. All around me, what appeared to be a dance of death. My head was reeling. I was walking through a cemetery. Among the stiffened corpses, there were logs of wood. Not a sound of distress, not a plaintive cry, nothing but mass agony and silence. Nobody asked anyone for help. One died because one had to. No point in making trouble.
I saw myself in every stiffened corpse. Soon I wouldn’t even be seeing them anymore; I would be one of them. A matter of hours.


(...)
The night was growing longer, neverending.
(...)
The last day had been the most lethal. We had been a hundred or so in this wagon. Twelve of us left it. Among them, my father and myself.
We had arrived in Buchenwald.
(...)
All around me, there was silence now, broken only by moaning. In front of the block, the SS were giving orders. An officer passed between the bunks. My father was pleading:
"My son, water … I’m burning up … My insides …"
"Silence over there !" barked the officer.

"Eliezer," continued my father, "water ..."
The officer came closer and shouted to him to be silent. But my father did not hear. He continued to call me. The officer wielded his club and dealt him a violent blow to the head.

I didn’t move. I was afraid, my body was afraid of another blow, this time to my head.
My father groaned once more. I heard:
"Eliezer ..."
I could see that he was still breathing—in gasps. I didn’t move.
When I came down from my bunk after roll call, I could see his lips trembling; he was murmuring something. I remained more than an hour leaning over him, looking at him, etching his bloody, broken face into my mind.
Then I had to go to sleep. I climbed into my bunk, above my father, who was still alive. The date was January 28, 1945.


I woke up at dawn on January 29. On my father’s cot there lay another sick person. They must have taken him to the crematorium. Perhaps he was still breathing...
No prayers were said over his tomb. No candle lit in his memory. His last word had been my name. He had called out to me and I had not answered.
I did not weep, and it pained me that I could not weep. But I was out of tears. And deep inside me, if I could have searched the recesses of my feeble conscience, I might have found something like: Free at last !... 

(...)

Three days after the liberation of Buchenwald, I became very ill: some form of poisoning. I was transferred to a hospital and spent two weeks between life and death.
One day when I was able to get up, I decided to look at myself in the mirror on the opposite wall. I had not seen myself since the ghetto.
From the depths of the mirror, a corpse was contemplating me.

The look in his eyes as he gazed at me has never left me.»


Elie Wiesel

domingo, 18 de fevereiro de 2018

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Brilliant hour

Resultado de imagem para Gary Oldman darkest hour end scene gif

Não é a primeira vez que Gary Oldman justifica um óscar, mas este ano é exagero.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Shigeru Mizuki


Shigeru Mizuki só tem um braço, perdido para um estilhaço na IIª Guerra Mundial. Mas não foi isso que impediu que este, agora nonagenário, se tornasse num dos mais virtuosos artistas de Manga, a banda desenhada japonesa. 
'Onward Towards Our Noble Deaths' é a história, com incrível humor e acidez, da sua própria experiência como soldado. De como as coisas são diferentes quando vistas do outro lado da trincheira. 
E ler um livro que abre ao contrário, de trás para a frente, e da direita para a esquerda, é uma forma linda de o perceber.


Saying it's for the good of your country
Fool volunteering
For that rotten army
Leaving sweet Sue behind in tears

Forced awake at the crack of dawn
Swabbing and sweeping
Pushed around by fools above him
Long days spent in tears

"Kawaii Su-Chan" 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017