terça-feira, 25 de junho de 2024
uma história de passos sem pressa
«Primeiro conversei com a mulher do Mestre como se ela não fosse senão pura razão. Mas enquanto eu falava com ela nesta convicção, eis que, pouco a pouco, a sua atitude mudou. As suas palavras já não eram dirigidas apenas ao meu espírito, mas começavam a tocar o meu coração. Entre ela e o marido não havia nada de errado: o que poderia ter acontecido? E, no entanto, algo de obscuro havia. E manter o olhar teimosamente empenhado em tentar perceber esse algo nesse nada era justamente o ponto mais eminentemente doloroso na mulher do Mestre.»
domingo, 23 de junho de 2024
sexta-feira, 21 de junho de 2024
quinta-feira, 20 de junho de 2024
Glen Hansard no LAV
Gostamos deste homem. Desde Swell Season. Um bom homem. Humanista. Bom músico. Da nossa Irlanda. Das fogueiras e dos solstícios. Nunca tinham tocado em Lisboa. Não tinham dinheiro. Foi hoje. No armazém. Para 150 pessoas no máximo.
quinta-feira, 13 de junho de 2024
quarta-feira, 12 de junho de 2024
segunda-feira, 10 de junho de 2024
domingo, 9 de junho de 2024
sexta-feira, 7 de junho de 2024
quinta-feira, 6 de junho de 2024
Toda la vida, una noche
Encheu dois tivolis de coração e encheu-nos de cante. Ibérico e latino-americano. Profundo e velho. Completo e novo.
terça-feira, 4 de junho de 2024
husbands
Os melhores amigos continuam melhores amigos. A quem voltamos sempre em comezainas épicas na tia Matilde, no cabo-verdiano do Rego ou nos fartos minhotos do Apeadeiro. Santa Beneficência !
E os melhores amigos continuam a ser os melhores amigos.
E vêm ter connosco e vamos ter com eles. E às vezes vêm de Moçambique e outras vamos lá nós. Ou às ruas de Lisboa, sempre Lisboa sempre. E jogamos futebol e estamos cá-lá sempre. Agora maridos. Com filhos. 11, à nossa conta. E nada nos sabe melhor do que às vezes não sermos. Pais e maridos. E esquecermos. Para nalgumas horas voltarmos aos anos de antes. Irresponsáveis e amigos que vão viver a noite e embriagar-se com o nascer do dia.
segunda-feira, 3 de junho de 2024
sexta-feira, 31 de maio de 2024
quinta-feira, 23 de maio de 2024
segunda-feira, 20 de maio de 2024
o meu mês com Salinger
«Se estão mesmo interessados nisto, então a primeira coisa que devem querer saber é onde é que nasci, e como foi a porcaria da minha infância, o que faziam os meus pais e tudo antes de eu ter nascido, e toda essa treta estilo David Copperfield, mas não estou nada para aí virado, para dizer a verdade. Primeiro, porque é o tipo de coisa que me chateia, e segundo porque os meus pais eram capazes de ter dois ataques cada um se eu me pusesse a contar alguma coisa de mais pessoal acerca deles. São bastante susceptíveis com coisas do género, especialmente o meu pai. São simpáticos e tudo... não é isso... mas também são susceptíveis como o raio. E depois não lhes vou contar a merda da minha autobiografia toda nem nada que se pareça. Vou-lhes contar só aquela história de loucos que me aconteceu o ano passado por volta do Natal antes de me ter ido completamente abaixo e de ter vindo parar aqui para me pôr em forma.»
domingo, 19 de maio de 2024
Presente.
quarta-feira, 15 de maio de 2024
sábado, 11 de maio de 2024
"C’è ancora domani", de Paola Cortellesi
Belo. Belíssimo, este filme. Com todas aquelas gramas que nos fazem ir ao cinema.
E surpreendente. Como o cinema devia ser sempre.
conhecer cinema japonês através de QT
Antes de "Kill Bill", volumes I e II, houve "Lady Snowblood".
quinta-feira, 9 de maio de 2024
- Pai, a guerra é mesmo uma grande estupidez !
terça-feira, 7 de maio de 2024
Coreia de...
«(...) foi na Coreia que a Guerra Fria teve início, um conflito de uma natureza distinta, o qual permitiu às superpotências do planeta confrontarem-se sem se combaterem directamente. Depois da Segunda Guerra Mundial, era disso o que precisavam os Estados Unidos da América e a União Soviética. Desde a sua vitória conjunta, a cooperação que lhes permitira vencer a Alemanha nazi e o Japão imperialista transformou-se numa corrida pela hegemonia. Agosto de 1945 marcara o domínio do átomo, assegurando uma vantagem para Washington e o campo do liberalismo. Mas rapidamente o bloco soviético cobriu essa diferença, quando Moscovo adquiriu as suas armas nucleares em Agosto de 1949 e, em Outubro, Mao Zhedong converteu a China ao comunismo.
(...)
A Guerra da Coreia foi principalmente um massacre horroroso que causou quase 3 milhões de vítimas (...) cerca de 10% da população coreana. A esses massacres devem ser acrescentados todos aqueles que, durante a guerra e nos anos seguintes, foram levados pela fome, pela doença e o desespero. Quando finalmente se assinou o armistício, a península estava reduzida totalmente a ruínas. Seul, que havia sido tomada quatro vezes, estava destruída em dois terços. Pyongyang foi praticamente apagada do mapa. Bombardeada implacavelmente durante dois anos, a fronteira entre as Coreias não era mais do que uma zona morta.»
Pascal Dayez-Burgeon

















