quarta-feira, 18 de março de 2020

domingo, 15 de março de 2020

quarta-feira, 11 de março de 2020

"We come in the ages most uncertain hours"


Podemos estar prestes a viver momentos medonhos. 
Tenho esperança que se salve a humanidade. Nestas coisas acho que a Arte ajuda.


And I don't know a soul who's not been battered

I don't have a friend who feels at ease
I don't know a dream that's not been shattered
or driven to its knees
But it's all right, it's all right

terça-feira, 10 de março de 2020

domingo, 8 de março de 2020

J'Accuse


e sentir imenso orgulho na profissão que exercemos.

quinta-feira, 5 de março de 2020

Chet


«Depois  de ter tocado algum tempo com o Vido, entrei na banda do Stan Getz; foi uma grande experiência. Nessa altura, eu ainda não estava viciado em heroína, mas já a experimentara algumas vezes, e geralmente, dado que nesse tempo a qualidade era mesmo boa, acabava sempre muito drogado e a vomitar as entranhas. Prometi-me vezes sem conta que não voltaria a tomar aquilo.

(...)
No Verão de 1952, cheguei certo dia a casa e encontrei um telegrama debaixo da porta. Era do Dick Bock, creio, e dizia que o Charlie Parker estava a fazer audições a trompetistas para uns concertos em clubes na Califórnia. A audição era nesse dia às três da tarde no Tiffany Club. Corri para lá, cheguei um bocadinho atrasado e, na rua, consegui ouvir o Bird enquanto ele revia uma música com um trompetista. Abrindo caminho pelo clube às escuras, consegui vê-lo no palco a voar pelos blues. Sentei-me um ou dois minutos, olhei à minha volta e reconheci muitos trompetistas e outras pessoas que eu conhecia que também tinham sabido que o Bird estaria ali. Vi alguém subir para o palco e dizer qualquer coisa ao Bird. Senti-me pouco à vontade e muito nervoso quando ele perguntou à assistência se eu estava lá e se podia subir e tocar alguma coisa com ele. Ele tinha passado por cima daqueles tipos todos, alguns deles com muito mais experiência do que eu e capazes de ler qualquer coisa que lhes fosse posta à frente.
Tocámos duas músicas. A primeira foi "The Song Is You" e depois um blues escrito por ele chamado "Cheryl", em G, que felizmente eu conhecia. Quando acabámos de tocar esta última, ele anunciou que a audição tinha acabado, agradeceu a presença de todos e disse-me que eu estava contratado. (...) O Bird era um instrumentista irrepreensível, e embora snifasse colheres de cocaína e bebesse litros de Hennessy, nada parecia ter grande efeito nele. A potência daquele homem impressionava-me. Tratava-me como um filho, afastando toda a gente que tentava oferecer-me alguma coisa.

(...)
Voltei a ser preso quando ia para Milwaukee, vindo de Chicago, depois de ter comprado droga. No carro, comigo, iam vários negros: um tipo e algumas miúdas. O tipo tinha acabado de sair da prisão onde cumprira uma pena de cinco anos. Fui separado deles e passei quatro dias terríveis na prisão de Waukegan, até a Halema pagar a fiança.
De regresso a Nova Iorque, fui preso no Harlem. Mais uma vez, saí sob fiança. Decidi dar entrada no Hospital Federal de Lexington. Ao fim de três dias de metadona, puseram-me no isolamento para toxicodependentes; vigiaram-me alguns dias e depois puseram-me na enfermaria-geral. Fiquei surpreendido por encontrar tantos tipos, especialmente músicos, que eu conhecia.»

quarta-feira, 4 de março de 2020

domingo, 1 de março de 2020

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Ponciá Evaristo

«O nome de Ponciá Vicêncio ecoou na estação como um apito do trem e ela nem prestou atenção alguma ao chamado. Andava, chorava e ria dizendo que queria voltar ao rio. Luandi acercou-se carinhoso da irmã dizendo-lhe que sabia o caminho do rio e que haveria de levá-la. Ponciá Vicêncio levantou os olhos para ele, mas não se podia dizer se ela o havia reconhecido ou não. Abriu, porém, a trouxa, tirou o homem-barro e perguntou ao irmão se ele se lembrava de Vô Vicêncio. Ele, que até então, à custa de muito esforço, tinha o pranto preso, abraçou chorando a irmã.
E no seu primeiro dia de serviço, sem experimentar o gosto do mando, Soldado Luandi José Vicêncio antes da hora terminada deixou o posto de trabalho. Pegou na mão da irmã e foi com ela ao encontro da mãe. Boa hora, Maria Vicêncio andava muito aflita. O tempo pedia, era hora de encontrar a filha e levá-la novamente ao rio.»

sábado, 22 de fevereiro de 2020

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

VPV by MEC

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

sábado, 15 de fevereiro de 2020

nas vitórias e nas derrotas


Benfica 0 - Braga 1

Limited Edition


Comecei a ouvir Coltrane quando aos 17 anos decidi ir à Valentim de Carvalho e comprar o Duke Ellington/John Coltrane. Quando decidi que era tempo de perceber o que era o jazz e deixar a infância crescer. Mudei obviamente, como mudamos sempre que experimentamos uma coisa nova. Quando abrimos uma janela, ou uma porta, ou quando espreitamos por debaixo dela (coisa que toda a vida adorei fazer). Quando decidimos abrir a vida. Quando queremos.
Mudei na música, porque se há coisa que o jazz ajuda é a perceber melhor a música. Toda a música.
Como nos obriga a ter uma atenção especial aos sons, aos instrumentos e ao complexo diálogo que eles produzem, começamos a entender a música que há dentro da música. E a distinguir melhor. O bom do mau, do assim-assim. O jazz educa. E o jazz aprende-se. E dá trabalho. Educar dá trabalho. Mas o que isso tem de maravilhoso é que a decisão é nossa. Como querer experimentar um sabor novo, um filme diferente ou um livro em que nunca pegaríamos. Obriga a ultrapassar o preconceito inicial, a preguiça e a vencer a dificuldade ao que achamos estranho. E o estranho, aquilo que não conhecemos, pode ser a coisa mais linda que ficamos a conhecer. A coisa mais bonita daquele dia. Acho que é isso que se chama cultivar. A nossa horta privada. A mina interior. No meu caso, quando me contrario. Normalmente, se a primeira reacção é sacudir e rejeitar, fico a pensar nisso e forço o gesto contrário. Obrigando-me ao passo oposto. A descobrir. A permitir uma nova relação.
25 anos depois continuo a explorar novos Coltrane, e na busca de universos que rejeito e depois encontro. Num percurso que não é pacífico e que demora, e que (sobretudo) não é automático. Que começou nos monstros clássicos, para se enfiar depois em jazz-fusão, no acid jazz, no funk e até no rap e no hip-hop, como salinhas e quartinhos ou galerias infinitas. E do orgulho que sinto nisso. Porque a música é como um novelo. Que vamos desenrolando. Mas que também nos puxa. Porque é oxigénio e porque vicia. E, como o oxigénio, que nunca chega e tem de ser sempre novo. Mesmo que tenha 60 anos. Que procuramos mesmo quando a portas estão todas fechadas. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

bicha feia


2015 - Marquês de Palma 
2016 - Tasca do João 
2017 - Vitrais 
2018 - Tia Matilde 
2019 - Solar dos Presuntos 
2020 - Belmiro 

No décimo ano, o gangue vai ao Minho.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

he was Spartacus


                            Resultado de imagem para spartacus kirk douglas gif
                                                              Kirk Douglas
                                                              (1916 - 2020)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Coney Island Lou


"I was born in Brooklyn and I am a Coney Island Baby. 
It was 1975 and I was being sued by a manager and his producer brother. I had released an album called Metal Machine Music which had had an unusually high number of returns and was taken off the market in 3 weeks. I had no money and no guitars. The roadies had taken them when they hadn't been paid. I was in debt to everyone, including the musicians union. RCA put me up in a hotel while the future fell, to be decided.
My friend Ken Glancy was the President of the company and he was a straight shooter and a noble man of honor. He asked me if I would promise not to do Son of Metal Machine Music. I said for sure. I was nothing but trouble. The nightmare of betrayal haunted me.
Ken put me up in the Gramercy Park Hotel. (...) I wasn't going anywhere but to the union, the lawyers and accountants to try to get me out of the classic mess I had let happen to me. I was amongst other things in contempt of court and had not had my taxes paid for the last 5 years.
Then Ken Glancy called and told me ok, pick a studio and go in and make a rock record.
And so I did."

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Eunice Kathleen Waymon


«It had never occured to me to wonder how many black students there were studying at the Curtis Institute: it was a question I should have asked. The story that Carrol heard through my uncle and his friends, black and white, was that the Institute wanted to enrol black students, but if blacks were going to be admitted then they were not going to accept an unknown black, that if they were to accept an unknown black then it was not going to be an unknown black girl, and if they were going to admit an unknown black girl it wasn't going to be a very poor unknown black girl. People who knew - I was told - white people who knew, said the reason I was turned down was because I was black.
The wonderful thing about this type of discrimination is that you can never know for sure if it is true, because no one is going to turn around and admit to being a racist. They just say no, you got turned down because you weren't good enough and you'll never know. So you feel the shame, humiliation and anger at being another victim of prejudice and at the same time there's the nagging worry that maybe it isn't that at all, maybe it's because you're just no good. (…) One thing was for sure: I was finished with music.»