O Sr. Neil Young.
Além de guitarrista de elite, de homem de versos, de solista, foi sempre generoso na hora de se juntar a outros gangues e misturar acordes, como é próprio de quem não distingue música e comunhão.
Talvez o filho maior destes projectos tenha nascido no final dos anos 60.
Cansados de viverem debaixo do nome das bandas (The Byrds, The Hollies, Buffalo Springfield), ficaram conhecidos com nome próprio: os Crosby, Stills, Nash & Young.
Em 1969, ouviram-se no Big Sur.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Wind-Chill
a 125
Arre que um gajo não foi feito para viver com temperaturas que parecem dos pólos.
O termómetro da rua ao pé de casa dizia 5º C.
Vesti o blusão, apertei a máscara para a cara, enfiei o capacete e calcei as luvas.
Não nevou, mas enquanto não cheguei ao escritório, gelei com os três negativos. Isto diz quem sabe. Com medidores, cálculos e fórmulas.
Quando se anda na rua ao frio a temperatura do corpo baixa. De mota, pior.
E como há quem se dedique a pensar e a calcular tudo, porque a vida só tem graça com muitos numerozinhos, e continhas e com tudo explicadinho, inventaram o nome para o fenómeno: wind-chill que é o "efeito do arrefecimento do ar em movimento a diferentes temperaturas".
O termómetro de ao pé de casa dizia 5ºC e eu vim a uma velocidade média de 80 km/h.
E então já se explica tudo, e já se sabe tudo, e já se percebe tudo, e já podemos dizer "é assim, e está provado". Com continhas e fórmulas muito certinhas de cabecinhas que estudaram muito e sabem tudo porque fizeram contas e continhas. Que bom que é ter matemática.
E até pode ser, mas, Bullshit !, que rapei um frio dos demónios e então só me lembrava dos telhados de Lisboa, de ir ao fim da tarde percorrer a cidade, quando é Agosto ou Setembro e se vive no calor dos trópicos, e terminar os dias a beber um gin tónico e a fumar uns cigarros numa varanda ou na Graça, e o dia só acaba quando o dia acaba.
domingo, 29 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Olhar para o céu
O céu como refúgio dos últimos mistérios e dormitório dos deuses.
Se os vir digo-lhes como gosto dos nevoeiros, de tudo o que são névoas. De uma simples neblina. De vapores redondos espalhados pelo ar. E do sol a espetar-se, a revirar-se, a contorcer-se para os derreter.
Gosto de ver pairar a incerteza do que o dia pode achar. Da calma. De ter que furar com os olhos para me poder orientar.
E hoje, cedo ainda, ao descer a Calçada do Galvão, vindo de Monsanto, quase a chegar ao cemitério da Ajuda, observo um enorme e grosso manto de nevoeiro que dormia ainda em cima do rio. Como uma almofada muito branca que não acordou, tão espesso e baixo que escondia totalmente o tabuleiro e só deixava espreitar o finalzinho das duas torres da 25 de Abril. E, na outra margem, as construções eram castelos suspensos. Como a Camelot imaginária. Parecia que eu tinha que ir para lá.
Sei lá se a calma da manhã em Lisboa não foi para compensar a noite eléctrica da Noruega.
[AP Photo/Scanpix Norway, Rune Stoltz Bertinussen]
According to the University of Alaska at Fairbanks’ Geophysical Institute, the Northern Lights are caused by energized protons in the Earth’s magnetosphere, a magnetic field that surrounds the Earth, which interact with the outer atmosphere of the sun. The sun’s own heat causes an outward projecting of protons and electrons known as plasma. When this solar wind encounters the Earth’s magnetosphere, that magnetosphere bends until it has to absorb those protons and electrons from the sun into the planet’s upper atmosphere. This is the Aurora Borealis.
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Carta aberta aos portugueses
Carta aberta a Nuno Crato
(...) vou evocar aqui o professor Silva Ferreira, ilustre pedagogo, e uma data que é momento histórico: o 23 de julho de 1966. Nesse sábado, o insigne Silva Ferreira ensinou aos portugueses o que é vontade e pertinácia - afinal valores que ajudam mais os portugueses, sobretudo agora, do que a futilidade dos futebóis. Nessa tarde, um grupo de sábios portugueses defrontava colegas da Coreia do Norte, em Inglaterra. Discutiam um problema que apaixonava o mundo - quantas vezes era possível meter uma esfera de couro num cabaz pousado em relva? - e os asiáticos, bebendo na tradição milenar do yin yang, aos 25 minutos já tinham metido três. O grave foi ver como os portugueses desesperaram. Todos? Não: o professor Silva Ferreira pegou na esfera (viu-a armilar, como a da pátria) e, sozinho, levou-a, uma, duas, três e quatro vezes ao destino. Os colegas de apáticos viraram eufóricos, quiseram aplaudi-lo mas ele enxotou-os: a hora era de lutar. Só à 4.ª esfera aceitou abraços e ainda ofertou uma 5.ª a um colega. Um jornal inglês titulou: "Master-mind Eusebio". Silva Ferreira tinha o mesmo nome do tal futebolista, mas o jornal ao chamar-lhe "Espírito Superior" não estava a falar de pés. Nuno Crato é o 17.º ministro da Educação a quem eu proponho que o vídeo desse Portugal-Coreia do Norte passe nas escolas para formar o carácter dos portugueses.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
A única Monarquia que merece o título
Para estufar esse filó
Como eu sonhei
Só
Se eu fosse o Rei
Para tirar efeito igual
Ao jogador
Qual
Compositor
Para aplicar uma firula exata
Que pintor
Para emplacar em que pinacoteca, nega
Pintura mais fundamental
Que um chute a gol
Com precisão
De flecha e folha seca
("O Futebol", Chico Buarque)
Como eu sonhei
Só
Se eu fosse o Rei
Para tirar efeito igual
Ao jogador
Qual
Compositor
Para aplicar uma firula exata
Que pintor
Para emplacar em que pinacoteca, nega
Pintura mais fundamental
Que um chute a gol
Com precisão
De flecha e folha seca
("O Futebol", Chico Buarque)
25/01/1942 - ...
Parabéns a Sua Majestade !
(e dentro de um carro, parados num sinal vermelho, os dois maiores amigos:
- Olha lá, pá, o Rei está ali no carro da frente !
- Pois está. 'Bora lá.
como putos, os trintões saem porta fora. Batem no vidro e esbracejam.
- Ó Rei, ó Rei, és o Maior !
De lá de dentro, Sua Majestade acena, e os trintões regressam a casa felizes da vida.)
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domingo, 22 de janeiro de 2012
A crise a criar excêntricos todas as semanas
Aníbal Cavaco Silva
Presidente da República portuguesa
20.01.2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
TED Talks em Braga: um País que está-se a cagar p'rá crise
"... A ciência procura gatos pretos em quartos pretos.
A psicologia (...) procura gatos pretos, em quartos pretos, onde não há gatos pretos.
E, depois, há uma coisa mágica... há uma coisa mágica e insubstituível que é: procurar gatos pretos, em quartos pretos, onde não há gatos pretos e... ENCONTRÁ-LOS ! E isto é que é gerar oportunidades de negócio."
Thanks Miguel R.
A psicologia (...) procura gatos pretos, em quartos pretos, onde não há gatos pretos.
E, depois, há uma coisa mágica... há uma coisa mágica e insubstituível que é: procurar gatos pretos, em quartos pretos, onde não há gatos pretos e... ENCONTRÁ-LOS ! E isto é que é gerar oportunidades de negócio."
Thanks Miguel R.
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domingo, 15 de janeiro de 2012
Sou um homem de lágrima fácil
Nunca pediu um autógrafo na vida. Nunca se agarrou ao nome de alguém só por ser assinado.
Mas tem amigos que ama. Que se revelam nas pequenas coisas. Nos pequenos nadas.
E se, por exemplo, uma amiga e um amigo se cruzarem com a equipa do Glorioso no aeroporto das ilhas, e se dirigirem ao Mago Pablito Aimar, de esferográfica e papel quadriculado nos dedos de um cadernito onde se assentam as compras, que era o que tinham mais à mão, e onde registam: 01/12/11, 17:22, e lhe pedirem um autógrafo para o amigo que nunca pediu autógrafos, isto é de craque. Isto é já de sangue.
Faço aqui a moldura para um presente de anos do cacete.
Um beijo.
Mas tem amigos que ama. Que se revelam nas pequenas coisas. Nos pequenos nadas.
E se, por exemplo, uma amiga e um amigo se cruzarem com a equipa do Glorioso no aeroporto das ilhas, e se dirigirem ao Mago Pablito Aimar, de esferográfica e papel quadriculado nos dedos de um cadernito onde se assentam as compras, que era o que tinham mais à mão, e onde registam: 01/12/11, 17:22, e lhe pedirem um autógrafo para o amigo que nunca pediu autógrafos, isto é de craque. Isto é já de sangue.
Faço aqui a moldura para um presente de anos do cacete.
Um beijo.
"El Payaso", Ponta Delgada
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Pablito
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Deutschland über alles
«(...) A Alemanha, escudada na retórica luterana da sua chanceler, vai beneficiando do pânico que ela própria fomenta. Com efeito, uma das razões pelas quais o euro continua bastante forte reside no facto de a maioria dos capitais que fogem da Grécia, de Portugal, da Itália ou da Espanha não serem transformados em dólares, libras ou ienes, mas sim em euros que transitam da periferia em crise para bancos e fundos de investimento na Alemanha. Entre 2010 e 2012, Portugal vai pagar 21 mil milhões de euros em juros. Não admira que Klaus Regling, o chefe alemão do FEEF, recorde aos seus compatriotas que os resgates têm sido um ótimo negócio para a economia alemã. A Europa está a tornar-se um sítio pouco recomendável. Quem hoje manda parece querer transformar aquele que foi um projeto orgulhoso e exemplar num gigantesco "estado de natureza". A história mostra que onde o federalismo falha, a guerra nunca falta aos seus compromissos.»
Viriato Soromenho Marques, "Todos contra todos", DN, 4.01.12
O Muro, Novembro 2007
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Zooropa
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
Ano novo, livros novos
- Qui.. ? Qui es-Tu, Jay ?
- Quelqu'un... Qui n'a cessé de penser à Toi.
(...)
La premiére fois que Je L'avais vue, J'avais presenti qu'elle deviendrait ma femme. Aprés avoir fait l'amour avec elle la premiére fois, J'ai su que ce ne serait pas la derniére.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
O regresso das Palavras
Do Bisavô. Presidente da Câmara de Viana do Castelo e deputado pelo Partido Republicano à Constituinte. Mas acima de tudo, Professor do Liceu, em Viana e no Porto. O Bisavô das letras. Que adorava ensinar, que um professor ensina sempre e para sempre. Mesmo depois do seu passamento.
Lá em casa era neste cofre que buscávamos o segredo e, sobretudo, a origem de todas as palavras. A ciência toda que o mistério das palavras carrega. Tudo o que a vida e a arte lhes esculpiram. Nas letras fiéis do Bisavô que lhe tinham brotado da pena, do estudo e de um trabalho meticuloso e insano. Que vinham, afinal, do amor profundo às palavras.
Mas um documento tão raro, que na família só havia quatro, distribuídos pelo filho e pelos filhos do filho. E eu, embora filho, já era neto.
Quis a sorte - porque não há destino - que o descobrisse num alfarrabista. Do Porto (como é evidente). Em óptimo estado. Perfeito. Feito para mim. Não foi sorte. Foi vontade. Arqueologia.
Depois, o encontro. Em Sintra. Tipo clandestino. Vários contactos. O alfarrabista que vem ao Sul. E mo passa com zelo para as mãos, numa mesa do "Piriquita", em jeito de travesseiro. Uma hora em que se conversa sobre o significado que estas infinitas palavras têm para a família. Ali fui eu o Dicionário. Fui eu que transmiti o significado. Depois, paguei o preço, que foi nada, só de pensar em meter as mãos na Obra. A seguir, mostrá-lo bem à pequena que foi com o pai assistir à transacção. Para viver a história. E um dia também poder contar.
Uma relíquia que os pais quiseram-me legar. Com uma dedicatória que há-de acompanhar o resto da minha vida e viver para além de mim.
Onde agora posso voltar a procurar todas as palavras. E ensinar a procurar o segredo que elas revelam. E o velho professor continuará a ensinar. E nós a aprender.
O Bisavô. Sobre quem o filho escreveu um maravilhoso posfácio.
«Labor Omnia Vincit
(...)
Por fim realizou esta magnífica e gigantesca Obra, o presente Dicionário da Língua Portuguesa.
Não é a mim que me compete apreciá-lo por falta de recursos apropriados. Mas pude avaliar bem o esforço ingente por ele empregado, na sua execução. Quantas preocupações, quantas arrelias, quantas insónias por amor da sua Obra !
Por motivos inevitáveis, cuja explanação não é oportuno abordar, morreu sem a ver publicada. Foi esta, sem dúvida, a sua maior dor, na hora da morte.
Vou terminar, fazendo a declaração expressa que a modéstia destas toscas palavras não são mais que a homenagem simples dum filho que sempre adorou, admirou e venerou seu Pai. Elas são apenas um ramo de pobres flores que deponho na sua campa. É assim, e só assim, que devem interpretar-se.»
Obrigado pelo tesouro de receber esta sagrada herança.
Rodrigo Fontinha
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
O Hot Clube de Portugal
Regressaste, meu velho.
Dos mortos. Do caixão onde te tinham plantado, com dois ou três pregos meios tortos que te digo não eram feitos para ti.
Pegaste na chave e foste para outro número ali ao lado. Agora já tens clube. O Hot já tem clube.
E ainda bem, pá. Que eras o mais antigo clube de jazz da Europa e não merecias viver assim. Incinerado por alguma alma penada. Fechado para sempre num caixão de fumo queimado, entaipado e dentro de nada, numa escuridão vazia e cheia de silêncio.
Tu que, naquela cave que não era tua, porque era nossa, deste à luz notas feitas de cordas e metais. Numa Praça que tem o nome mais bonito que pode haver.
Que sorte! reviver na Praça da Alegria.
Os meus ouvidos já chamam por ti.
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Good Vibrations
Os meus cheiros são os sons.
Desde cedo habituado a meter música na altura própria. A música como enxada. Tinha de ser. Para o que fosse preciso. Para abrir, para rasgar, para explorar. Para aguentar. Para conhecer alguém.
Para um dia reconhecer e ter memória do vivido. Para ter até memória do que o não vivido deixa.
Primeiro procurar, olhar as lombadas, pegar nos discos, olhar. Depois ouvir. A música na cabeça. Lembrar o som. Ouvir qualquer coisa. Ouvi-los chamar. Se não chamas, não vais.
Uma espécie de patrão. Um Senhor Feudal. Não justo. Só dono. Rei Sol. E há uns que se vetam e outros que vivem. Às vezes dar outra oportunidade. Repetir. Ouvir duas vezes que no outro dia estava mal disposto, é isso. Afinal justo.
A vida toda nisto. E se vou para algum lado, para onde vai a viagem, vai a banda sonora. Que é a melhor bagagem. Ao lado dos livros.
E por isso as minhas memórias estão muito construídas com os sons que fui metendo dentro. Como se fossem droga.
Os meus cheiros são os sons. E as casas onde entro têm de cantar. E as paredes. Mesmo baixinho. As canalizações de minha casa são feitas de cabos ligados ao hi-fi.
E se oiço música esquecida, vejo-me logo onde fui com ela.
Como no verão da Figueira da Foz, com uma miúda que não vejo há 20 anos, tocavam os Beach Boys. É evidente.
A praia da Figueira conhecida por ter ondas de dois e três metros e nós a começar a experimentar o body-board. Parece-me que dei cabo da primeira prancha nessa praia. O coração também não ficou bem.
Desde cedo habituado a meter música na altura própria. A música como enxada. Tinha de ser. Para o que fosse preciso. Para abrir, para rasgar, para explorar. Para aguentar. Para conhecer alguém.
Para um dia reconhecer e ter memória do vivido. Para ter até memória do que o não vivido deixa.
Primeiro procurar, olhar as lombadas, pegar nos discos, olhar. Depois ouvir. A música na cabeça. Lembrar o som. Ouvir qualquer coisa. Ouvi-los chamar. Se não chamas, não vais.
Uma espécie de patrão. Um Senhor Feudal. Não justo. Só dono. Rei Sol. E há uns que se vetam e outros que vivem. Às vezes dar outra oportunidade. Repetir. Ouvir duas vezes que no outro dia estava mal disposto, é isso. Afinal justo.
A vida toda nisto. E se vou para algum lado, para onde vai a viagem, vai a banda sonora. Que é a melhor bagagem. Ao lado dos livros.
E por isso as minhas memórias estão muito construídas com os sons que fui metendo dentro. Como se fossem droga.
Os meus cheiros são os sons. E as casas onde entro têm de cantar. E as paredes. Mesmo baixinho. As canalizações de minha casa são feitas de cabos ligados ao hi-fi.
E se oiço música esquecida, vejo-me logo onde fui com ela.
Como no verão da Figueira da Foz, com uma miúda que não vejo há 20 anos, tocavam os Beach Boys. É evidente.
A praia da Figueira conhecida por ter ondas de dois e três metros e nós a começar a experimentar o body-board. Parece-me que dei cabo da primeira prancha nessa praia. O coração também não ficou bem.
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
domingo, 18 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
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