quarta-feira, 18 de novembro de 2015
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
"Toca do Vinicius" e outras tocas
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terça-feira, 10 de novembro de 2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Los Pumas
No último fim de semana mandaram para casa a minha adorada Irlanda. Este domingo, com a Austrália, menos que isso considero traição.
Não se deve pedir para escolher entre o pai e a mãe.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Commedia dell'Arte
Se a derrota foi o tributo a pagar para assistir a mais esta obra prima do nosso Nico Gaitán, então valeu a pena. O desgosto é o resto do jogo ter corrido em modo de anti-clímax.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Culto é isto.
Sabem quando resistimos a ir dormir ou não temos sono sequer, é uma da manhã, o comando é só zapping e ficamos a ver um filme que já vimos umas dez vezes ?
Domingo para segunda aconteceu outra vez.
Impossível não ficar pregado às proezas deste grande bando de artistas.
Domingo para segunda aconteceu outra vez.
Impossível não ficar pregado às proezas deste grande bando de artistas.
'Snatch, Porcos e Diamantes'
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
(Wild) Horses
Lisboa, 21 de Setembro de 2015. 21h35m. Nova Iorque continua à mesma distância de sempre. 5.400 kms em linha recta, por causa da latitude, e menos cinco horas de fuso. Cidades tão diferentes. Uma a desaguar de luz virgem, a outra explodindo na escuridão. Uma parece que só dia, a outra espreme noite e néons. E se uma nasce do rio, doce e antigo, a outra brota a raiva das ruas sujas, todos os dias travesti. Pedra da calçada vs alcatrão.
Continuam à mesma distância, mas é possível, em não mais que duas horas, sermos cuspidos para o 176 da Bowery, em NYC, onde morreu a velha CBGB, meca do punk dos anos 70.
E a culpa é desta velhota.
Patti Smith mantém intactas todas as qualidades que fizeram dela o pistão máximo da cena artística-rock. E 'tá-se a cagar. «Jesus died for somebody's sins but not mine».
O Coliseu transborda. Sua de cheio, e o motivo não é para menos. Passam 40 anos sobre o 'Horses' e viemos à celebração. Está a rebentar e a energia sexual que dele pulsa podia talvez derrubar um governo. Mas isto já é sonhar alto.
Vemo-la de perto e Patti Smith escarra para todas as convenções que possa haver sobre o que uma mulher da idade dela é suposto estar a fazer. Como escarra no palco quando precisa de libertar a garganta para os versos de 'Gloria' ou 'Pissing in a River'. Toca o lado A, vira o disco, pega no braço e coloca a agulha para o lado B.
A certa altura pede a companhia do anjo de Jim Morrison que quer libertar como os escravos do Michelangelo do mármore em bruto. Chama por Jimi Hendrix e por todos os que se foram antes do tempo, Janis Joplin, Brian Jones, Lou Reed, Fred Sonic Smith, o seu eterno Robert (Mapplethorpe), os Ramones, um a um, Kurt Cobain, Amy Winehouse, a quem oferece canções, como flores que lhes derrama para as campas, lindas e tristes. Do público, ouve-se um grito por William Burroughs.
Atira folhas com versos inteiros pelo ar, convocando sempre a poesia, a mãe de tudo o que faz. A casa de Pessoa. Os livros que ele lia. Os mesmos que nós. Oscar Wilde, William Blake, Whitman ou Rimbaud. Ginnsberg se não tivesse vindo depois.
Esta mulher não desiste. Com o seu longo cabelo branco, continua sem dono e quer a mesma revolta para nós. Contra as empresas, governos e todos os exércitos do mundo.
"C'mon Motherfuckers !", 'People Have the Power' com o punho bem erguido e a força expulsa das suas entranhas. E essa parece a grande utopia. Olhem para os gregos.
Mas ao mesmo tempo, mamma, com um amor imenso por nós. Ternura nos braços, entre canções e carradas de cabedal.
De orgasmo em orgasmo, e quando o corpo já não pode mais, mete o som de velhos rebeldes nos microfones. Velvet Underground e The Who pingando em suor e no meio de muito fumo.
Para fechar a Performance esfolando a guitarra e rebentando, uma por uma, as cordas da sua Fender, a quem depois beija com gratidão a despedida, numa muralha de feed-back.
I am You.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2015
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
The Goodfella
(com um mês de atraso e um sentido obrigado à box cá de casa que guardou o último Daily Show com o Jon Stewart este tempo todo. Serviço público.)
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015
U.S. King
Porque o ténis é sofrimento. É muito trabalho. Porque a vida é trabalho e sofrimento. E pelo meio, rimos um pouco. E olhamos para as coisas belas.
Novak venceu mais um U.S. Open e o 10º grand slam da carreira. E com o Arthur Ashe todo contra ele.
Sofreu, claro, para ganhar ao Senhor Federer. Mas that's life.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
terça-feira, 8 de setembro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Buenos Aires - último dia
[desenho de Eduardo Salavisa, roubado daqui]
É o nosso último dia na cidade porteña. O sol está lindo, mas do rio de La Plata vem
aquele fresco de início de Primavera. Como adoro. Sair logo de manhã e sentir
esse friozinho que lava duas vezes.
Os minutos começam a fugir como areia numa
ampulheta. Não queremos deixar Buenos Aires. Queremo-la para sempre. Como à mulher amada.
Apanhamos a calle de S. Martin e paramos
numa sapataria onde compro um par de sapatos de camurça por 200 pesos que estavam na montra. De uma
loja em frente a Cristina traz um par de jeans argentinos.Faltava fazer uma última coisa em Buenos Aires. Há vários dias que pensava nisso. Quase desde o princípio da viagem. Mas só agora a adrenalina é que mandava. Agora quando o tempo escasseava.
Numa espécie de última prova de fogo, resolvo tomar o caminho mais longo que era possível para chegar ao sítio premeditado. É uma volta enorme pela cidade, das maiores. A maior pelo menos que iríamos dar em toda a viagem. Estamos na calle Florida e eu quero é ir para Rivadavia, onde mora o que vi num livro. De táxi teria feito sentido. Talvez demorássemos meia-hora. Nem tanto. As avenidas de B.A. têm mil números. São eternas. Mas talvez fosse o meu sub-consciente a pedir a última prova. De sangue.
É uma volta enorme, para lhe guardar o gosto. É sábado e as ruas estão cheias de gente.
A Cristina está farta de andar e começa a
implorar um café. Digo-lhe que falta pouco, que é já na próxima esquina, que está quase. Tanta premeditação não podia morrer
pelo caminho.
Com os pés já em dor, depois de quase três horas a
andar, chegamos.
“Las Violetas”, lemos. Em Rivadavia.
A Cristina está furiosa comigo. Nem olha
bem à volta. Diz-me para lhe pedir uma água gelada e vai à casa de banho. E eu
fico na mesa. A ganhar coragem. Não há forma menos fatela de o dizer. Olha, que
se foda ! Quando regressar, pergunto-lhe se casa comigo. Assim, como se a convidasse.
Recebi uma gargalhada monumental.
É mesmo fatela pedir alguém em casamento. Mas já está e não se volta atrás.
Ainda pensei que tinha feito merda. Que talvez me tivesse atirado do alto do Obelisco da 9 de Julho sem pára-quedas. Ou então era por não estar de joelhos, como nos
filmes, ou por não ter anel, nem nada para lhe pôr no dedo, na orelha ou no pescoço. Mas
não tinha, e não ia inventar ou comprar qualquer coisa a correr. A correr só o
que tinha para lhe dizer e que já queimava na língua. Estava feito, estávamos
num Café e havia gente perto, e ela não parava de rir. “Fazes-me andar meia
cidade para me dizer isto ?” E eu com cara de parvo, provavelmente. Talvez para
o ano, continuei. Não há pressa nenhuma. É só para pensarmos nisso. Deu-me um longo beijo, e, finalmente,
disse o sim que eu já duvidava.Apanhámos um táxi (era importante agora não abusar) para a Recoleta, onde almoçámos e fizemos pela última vez a Arenales. No “Richmond” o último café e adeus Buenos Aires !, cidade linda, perfumada por Gardel e Perón, trágica como Piazzolla e suja de tanto sonhar como Maradona, cheia de luz e da melhor gente que já encontrei, dos Cafés antigos e das livrarias com sabor ao antes.
Sou teu e tu és minha.
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She
"I sing the songs that people need to hear"
"The ferocity of her voice documents a neglected child, a woman constantly entering into bad relationships and an artist raging against an industry and a society that had routinely discriminated against her."
'The Guardian'
A enorme Etta James já se encontra no panteão da minha discografia pessoal. E de pleno direito.
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