terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Vuelvo al Sur, como se vuelve siempre al amor

Não tive oportunidade de assistir ao concerto que o génio de Astor Piazolla deu no Coliseu nos anos 80. A sacana da idade - malditos 10 anos ! - não deixou.
Mas há dois anos fui ao CCB ver um homem, Richard Galliano. Ele e o seu quinteto de cordas. Vieram a Lisboa tocar Piazolla. Nem mais.
Para quem gosta de rótulos, Galliano é o sucessor de Piazolla. Para quem gosta de música... é vê-lo. Qual vê-lo ? Escutá-lo. Fechar os olhos, profundamente, e deixar que a música nos invada e domine o corpo. Abandonarmo-nos no esquecimento do som perfeito dos seus instrumentos de fole.
Galliano toca bandoneón, o instrumento sagrado das milongas argentinas, que é a saudade de Buenos Aires. Toca piano e toca abraçado à sua mulher acordeón. Toca romance. Carrega-nos de alma.
Há dois anos, no intervalo de umas palmas, gritei-lhe da terceira fila da plateia que tocasse o Oblivion. E ele tocou. Como se ma tivesse ouvido e quisesse retribuir.
Voltou no dia 7 de Dezembro. E hoje tocou no Mezzo, o concerto em Nancy. 


Oblivion d'Astor Piazzola par Richard Galliano

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