sábado, 31 de março de 2012

quinta-feira, 29 de março de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

segunda-feira, 26 de março de 2012

70 x 7

A Lady Soul, li algures, fez ontem 70 anos.
Olho para a prateleira e oiço-a a cantar.



Inevitável depois não brotaremna cascata que a nossa cabeça multiplica, os amigos d'Alex a roerem-se todos na casa de fim de semana do Kevin Kline. Como não ?

sexta-feira, 23 de março de 2012

A arma da Liberdade

[Hugo Correia / Reuters]

quinta-feira, 22 de março de 2012

Há mulheres que não morrem nunca


Há mulheres que nunca cansam. Que nunca são demais.
Como há música que nunca chega. Que não farta e acaba.
Como Lhasa de Sela.
Lhasa morreu no primeiro dia do ano 10, como quem diz que é cedo que se começam as coisas, mesmo aquelas que se não conhecem. De um cancro encravado que lhe minou o peito e que lhe arrancou o sangue que vivia dentro. Com 37 anos, como quem diz que é cedo que se parte para as coisas novas. Para o mistério das coisas novas.
Lhasa não teve muito tempo. No mundo que conhecemos e a que demos o nome chão.
Deixou para trás a voz dorida, llorona, chorada, gravada em três discos, brotada das veias em alguns concertos que fez pelo mundo.
E a vida continua para além da morte. Con toda palabra.



Com palavras sangradas que verteu num álbum de capa linda que, diz a lenda, é a mulher que caminha ao luar.


Que el desierto es más tierno y la espina besa mejor
He venido a este centro de la nada pa gritar
Que tú nunca mereciste lo que tanto quise dar
Que tú nunca mereciste lo que tanto quise dar
He venido al desierto pa irme de tu amor
Que el desierto es más tierno y la espina besa mejor
He venido a este centro de la nada pa gritar
Que tú nunca mereciste

('El Desierto')
Lhasa de Sela
(1972 - 2010)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Maria Teresa Horta


Acabou de publicar uma antologia de poesia erótica, As Palavras do Corpo. O que é para si o sexo na poesia ?
Tem a ver com liberdade revolucionária, em termos sociais e políticos, sim, de mudança de mentalidades. Tem a ver com a escrita e também com o corpo, o meu corpo e o corpo do outro/desejado, mas também com o corpo poético. Tem a ver com o corpo feminino das palavras, com o corpo dos meus versos. Mas, sobretudo, tem a ver com sexualidade-prazer e deleite, a que as mulheres e os homens têm direito, livremente assumido, desejo e gozo. Repito: tem a ver com liberdade livre.

ípsilon, 16 de Março de 2012

domingo, 18 de março de 2012

this ain't the Oscars !

'Shame'
(de Steve McQueen, com Michael Fassbender)

"In America they're too scared of sex, that's why he wasn't nominated," "If you look at the best actor list you're saying, 'Michael Fassbender is not on that list?' It's kind of crazy. But that's how it is, it's an American award, let them have it."
"He's a once in a generation actor"

Steve McQueen para ‘The Hollywood Reporter’



sexta-feira, 16 de março de 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

Quanto tempo o tempo tem ?



"O tempo apaga tudo menos esse
Longo indelével rasto
Que o não-vivido deixa."
Sophia de Mello Breyner Andresen
Antologia, Homenagem a Ricardo Reis, 1972


Coming Soon: "On the Road"


... ir para a estrada, para esta estrada, atrás do vivo e do não vivido, inspirar o asfalto derretido, pisado, rodado, cheio de marcas dos pneus de quem não conhecemos, e parar apenas para meter gasolina numa terra longínqua, esquecida, que nem toda a gente sabe que existe, e beber depois um café com calma com alguém com quem pudesse conversar e partilhar um cigarro... e ver o dia nascer... ficava feliz. 



(Sam Riley, Garrett Hedlund... e Kristen Stewart)

segunda-feira, 12 de março de 2012

So long, Bud !


Jean Giraud
(1938 - 2012)

domingo, 11 de março de 2012

Monte de Santiago

Nesta casa há um canto. O Pai chama-o da Poesia. Por causa do Alegre e do Torga, dos versos que estão pendurados na parede do lado direito, e do banco de alvenaria que fez para nos sentarmos ali, onde um pequeno candeeiro chama os livros e os jornais.
Para mim a poesia está na janela, a janela que dá para o Monfurado. Que o Sol ilumina até à ponta dos ramos, para ver cair as folhas. Gosto de abrir esta janela completamente. De me apoiar depois no curto parapeito com os cotovelos e de olhar para as oliveiras e sobreiros de lá do fundo. De ver ainda os "carracentos" aterrar quando a tarde está no fim e já refresca.
Podia acabar aqui os meus dias. Onde o meu pai trata das videiras «como uma mãe que faz a trança à filha.»




- Ó André, só quando chegas é que se ouve aqui música.


sábado, 10 de março de 2012

Utopia

Santiago do Escoural

Na brancura da cal o
traço azul
Alentejo é a última
utopia.
Todas as aves partem
para o sul
Todas as aves: como
a poesia.

Manuel Alegre
'in Alentejo e Ninguém'

quinta-feira, 8 de março de 2012

pequeno conto para uma noite de inverno

"We can not escape from each other.", tinham repetido em voz alta.
Duas mulheres amavam-se. Tinham-se amado e nunca deixaram de amar-se tanto tempo já tinha passado. Duas mulheres verdadeiramente amado. 
Demoraram demais a chegar, e talvez isso explicasse ter sido tudo tão rápido, censuravam numa sombra de tristeza que era a nuvem do amor imperfeito. Talvez por isso não tivessem dado ao tempo o espaço que ele precisava.
Se o encontro não tivesse sido provocado, teriam sido conhecidas quase por acaso.
Escancararam-se. Despreocuparam-se e ficaram escancaradas e sem guarda.
E foi já tarde. Porque não podiam partir e ser uma da outra como estava nas estrelas. Tinham que ficar. Com uma ferida do tamanho do corpo. E como qualquer ferida que não tem cura, de vez em quando voltava a abrir. E doía-lhes outra vez. Embora se convencessem que não. Repetidamente, embora os anos tivessem pernas.
Ou se não abria, era apenas a dor da cicatriz quando lhe tocava. Que doía também quando não lhe tocava.
Viveriam assim, separadas por um imenso território por explorar. Amigas prometidas para a eternidade, a cantarem as saudades de um amor não consumado. Até ao fim de todos os tempos.
Se ao menos não se lembrassem (demasiado bem) da canção d'A Naifa

 "Foi como amor aquilo que fizemos/ou tacto tácito?-os dois carentes/e sem manhã sujeitos ao presente;/foi logro aceite quando nos fodemos",

talvez pudessem ficar em paz. Talvez acreditassem.



quarta-feira, 7 de março de 2012

"Other Music" - IV

Can I stay here with you till the morning
I am so far from home and i feel a little stoned

so can i stay here with you till the morning?
There's nothing i want more than to wake up on your floor
So lay with me in your thinnest dress
fill my heart with each caress
between your blissful kisses, whisper
darling, is this love?

sábado, 3 de março de 2012

Viver é engolir a dor e aguentar

... e não desaparecer. Da batota. De um resultado injusto e mentiroso.
Apanhava já um avião para fora daqui. Estou ferido demais.


Retiro

quinta-feira, 1 de março de 2012

Lar é o que chamamos à nossa Casa


Honrem Jaime Graça !

O que é que estamos preparados para fazer pelo país ?

Mas, antes, o que é que estamos preparados para fazer pela Grécia ?, para fazer por Portugal ?



Look what's happening out in the streets 
Got a revolution got to revolution 
Hey I'm dancing down the streets 
Got a revolution got to revolution 
Ain't it amazing all the people I meet 
Got a revolution got to revolution 
One generation got old 
One generation got soul 
This generation got no destination to hold 
Pick up the cry 
Hey now it's time for you and me 
Got a revolution got to revolution 
Come on now we're marching to the sea 
got a revolution got to revolution