sábado, 27 de agosto de 2016

no jubileu de prata do 'Nevermind'


"(...) Enquanto Courtney carregava o fardo, o resto da cena de Seattle pagava um preço menos público pelo suicídio de Cobain. Os movimentos rock raramente permanecem com o glamour intacto por mais de uns três anos, e os comentadores da imprensa britânica proclamavam já a morte da grunge antes de Kurt ter cumprindo a sua profecia.
Algo despeitadas por verem a sua agenda ditada dos Estados Unidos, as revistas semanais de rock no Reino Unido desejavam ardentemente o aparecimento de um novo fenómeno que substituísse a grunge nas suas capas, e assim nasceu a Britpop. Com um apelo cru às necessidades mais básicas dos rapazes adolescentes - copos, gajas e porrada à porta dos bares - a Britpop foi a antítese perfeita da ambiguidade sexual e angústia dos Nirvana de Kurt Cobain.
Como as bandas Merseybeat em 1965, ou as punks em 1981, a esquadrilha do grunge de Seattle era composta por homens fora do seu tempo, muitos dos quais ficaram sem trabalho depois da morte de Cobain. Dois anos antes, os californianos tinham subido a costa até ao estado de Washington para conseguirem  alguma credibilidade. Agora, a simples menção de Seattle era suficiente para arrasar as perspectivas de qualquer banda, a menos que se pudessem gabar de ter um cantor que tivesse fornicado com Courtney, ou um guitarrista que tivesse comprado a Kurt droga ou uma espingarda.
A cena musical da cidade continuava vibrante e ecléctica, como sempre tinha sido desde o início dos anos 80, mas para o mundo exterior o fascínio dessa Washington de bilhete postal tinha-se dissolvido num ar viciado. Se alguma vez tinha existido um som de Seattle, já ninguém estava interessado em ouvi-lo depois do Verão de 94.
Os únicos sobreviventes foram aqueles que transcenderam as suas origens geográficas e subiram a uma escala mais ampla. Eddie Vedder recusou as tentativas da imprensa de o transformar num Cobain Mark II, tendo os Pearl Jam tomado um rumo que combinava metal, rock alternativo e o apelo comercial com facilidade e algum bom gosto. Quando Neil Young os escolheu para o álbum e digressão Mirrorball, o seu estatuto como deuses do rock tornou-se inabalável. Pondo de parte a predilecção de Vedder por gestos à la Bono e por exibições estudadas de ansiedade e angústia, os Pearl Jam pareciam oferecer a solução perfeita para o dilema  underground/overground. Mas não são os Nirvana, nem nunca o serão."

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Ha Muerto un Hombre


«Ha muerto un Hombre...
Se llamaba Édouard Mazé...

Ha muerto un Hombre.
Sólo tenía sus brazos para defendernos,
Sus brazos en la primera fila de la manifestación !
Lo sé porque estaba allí y lo vi !

Y también estaban Jézéquel, Kerdonduff, Le Guen y Kerdraon.
... y también Momo, el argelino, que a lo mejor no entiende bien el francés, pero sabe qué significan las palabras "Justicia" y "Libertad" !
Conocía otro camino que aquel en el que se encuentran los fusiles !
Los brazos abiertos, el camino de todos nosotros, la clase obrera !
Y ese camino le llevaba directamente hacia los fusiles de los cabrones de enfrente... y dispararon...

Y vi su cara cuando se cayó ! Su cara ! Su cara buena para el fuego; su cara buena para el frío, para las injurias y los golpes ! Todas nuestras caras le rodeaban cuando murió y los cabrones de enfrente vieron nuestras caras...

Y se fueran, dejando el camino libre. E hicieran bien, porque los habríamos matado.
Nosotros estábamos aquí y él ahí.
Édouard Mazé.
Muerto.
El corazon destrozado.
El corazon destrozado...

Ha muerto un Hombre !
Se... Se llamaba Édouard Mazé...»

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Manu

«Salió un ratito antes de que terminar el partido. Y saludó a uno por uno de los integrantes de la selección. Manu Ginóbili miraba a las tribunas, contemplaba de afuera los últimos segundos de la caída. Hasta que se terminó y después de saludar a sus jugadores, recibió el afecto de los rivales, de los que estuvieron en la cancha y del cuerpo técnico. Un crack. Después, mientras se iba de la cancha, se aflojó y empezó con las lágrimas de emoción. Y al toque se encargó de oficializar un adiós después de sus cuartos Juegos Olímpicos. Escuchó el "gracias# y respondió con un "de nada, fue un placer. No tienen nada que agradecerme, la pasé muy bien, feuon años espectaculares, experiencias increíbles y lo hice con mucho gusto. Fue un enorme placer".» 

in 'Olé'


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

(many) "Miles Ahead"

"Don't call it jazz. This is Social Music."


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

£ 2,99


Nada como apanhar primeiras edições no fundo de catálogo de uma hmv em pré-falência (sit. Edimburgo).

terça-feira, 26 de julho de 2016

Mãe

Parabéns, minha Querida !

segunda-feira, 25 de julho de 2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016

segunda-feira, 18 de julho de 2016

a homenagem mais bonita

The Endless River

Tive um amigo do 10º ao 12º ano com quem me pisgava das aulas para ir ouvir discos para a Baixa.
Apanhávamos o 28 ou o 32 e, em meia-hora, desembarcávamos no maravilhoso mundo da Valentim de Carvalho. Também percorríamos a BiMotor e, mais tarde, embora por pouco tempo, a Virgin, no edifício onde era o Éden. Mas a rainha do paraíso era a Valentim, do Rossio.
Dois andares, escadas rolantes, filas e filas com vários lados de CD's, com tudo no sítio e devidamente catalogado. No andar de cima era o ponto de escuta, com um sofá de pele e aparelho de estereofonia, e a livraria.
Era para lá que nos raspávamos quando já não aguentávamos a Secundária. E, aos poucos, lá fui começando a minha colecção de música. Lambendo primeiro todos os Pink Floyd, depois tudo o que havia de relevante dos anos 60: os Jimi Hendrix, os Zeppelin, os Doors, The Who, os Claptons todos (antes e depois dos Cream), os Jefferson Airplane, os Velvet, os Creedence e os CSN&Y, porque Beatles e Stones já eram do domínio caseiro. 
Com esse amigo passei horas intermináveis à procura de raridades, e a ensaiar na minha guitarra eléctrica os temas dos Floyd que aprendia de ouvido ou nos livros de pautas, também comprados na Valentim e que não se vendiam em mais lado nenhum. E ele, que só queria bateria, acompanhando, fazendo o ritmo com baquetas imaginárias ou com lápis e canetas. Às vezes uma pandeireta. Chegámos a prometer que iríamos alugar uma hora num estúdio, com outros dois marmanjos, para tocar umas coisas e ver o que dava.
Depois fui para a Faculdade e nunca mais o vi.
Encontrei-o anos e anos mais tarde, uma ou duas filas atrás de mim no concerto dos Portishead + Arcade Fire no Meco. Where else ?
Prometemos que nos voltaríamos a encontrar.
Combinámos que seria no lançamento do último disco dos Pink Floyd, para o comentar. Não aparecemos.

sábado, 16 de julho de 2016

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Charles Bradley

 
 
"Charles Bradley is a man. Born in 1948, he soon moved to Brooklyn, New York and it was there he spent most of his childhood living on the streets. In 1962 Bradley witnessed an event that would forever shape his life: he saw James Brown live at The Apollo. It was from this point on he knew exactly what he was destined to do. With this inspiration he would leave the streets of Brooklyn and make a name for himself. Over the next several decades, he found himself traveling across the country; from Maine to Alaska and eventually to California. He worked as a chef during his days, picking up gigs when he could. It wasn’t until he was about to make a down payment on his first house that he was laid-off from his job of 17 years. At this point he was forced to reflect on where his priorities were. Ultimately he decided to move back east to be with his family in Brooklyn.

Home again in Brooklyn, he began to make appearances in local clubs. He performed his James Brown routines under the alter ego “Black Velvet”. Finally, at the age of 51, he was doing what he truly wanted to do. Yet, as soon as things were finally going his way, tragedy struck. Bradley was greeted with the devastating news that his brother had been shot and killed. Life became bleak once again. He turned to his only outlet, the microphone. While singing his heart out at the Tarheel Lounge in Bedstuy, Gabriel Roth of Daptone Records was listening. Roth recognized his god-given talent and invited him to the record family. Once he was a part of the family, he was introduced to guitarist and songwriter Thomas Brenneck. They struck a chord and became friends. Bradley confided his life story in Brenneck; it was from there that they crafted an album with the hopes that it captured the essence of Charles Bradley."

Tirado daqui.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Liberté, Egalité, Fraternité

 


Portugal é campeão europeu de futebol.

NB: com um abraço sentido ao meu amigo Sérgio, por partilhar o vídeo.

esqueçam a torre Eiffel iluminada...

o que nós queríamos era a Taça !

"Paris é uma Festa"


Não há campeões injustos.
"Com alma até Almeida."
Fernando Santos

Oui, oui, somos nojentos


E os nojentos somos nós ?


Enorme (a cobrar o que nos deviam)



Fils de putain



Mas pagaram-nos o que deviam. Com juros.

domingo, 10 de julho de 2016