quarta-feira, 22 de novembro de 2017

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Ballad of the Living Man

[foto: andré]

Somos um bicho engraçado.
Acho que evoluímos.
Camadas e camadas de novos eus. Como a casca de uma árvore ou uma cama sempre por fazer. Com memória e lençóis velhos a lembrar que ainda aquecem.
Evoluímos. Com erros e contradições. Aos solavancos. Ou quando ganhamos qualquer coisa. Mas aí bastante menos. Embora bom.
E mudamos, na construção incoerente e sobreposta do que fazemos e do que fazem connosco. Escolhendo direcções. E assumindo tudo isso. E como gosto que seja assim. Contaminando-nos com a beleza do que é dos outros e aperfeiçoando todos os dias o nosso bocado de madeira.
Também Josh Tillman.
Foi no que pensei enquanto ouvia Father John Misty a tocar no Coliseu.

Ballad of the Dying Man

domingo, 19 de novembro de 2017

The Party



Quando o cinema é teatro apetece bater palmas no final.
E se o Carlos Paredes toca no gira-discos do inglês é caso para o fazer de pé.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

"desenhar é uma actividade erótica"



Paula Rego é uma contadora de histórias, e segredos.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Rage, rage against the dying of the light.*




Come on, boys !

* 'Do not go gentle into that good night', Dylan Thomas por Brendan Gleeson.

Mamma Mia !


Itália 0 - Suécia 0

sábado, 11 de novembro de 2017

terça-feira, 7 de novembro de 2017

"It ain't fair"

Brutalidade. Anos após anos. Iam-se as vidas. Segregação. Ainda hoje.
'Detroit' até já nem está em cartaz, mas com uma faixa destas na banda sonora quase não precisa.



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Soul meets Soul



Blade Runner



Blade Runner 2049

terça-feira, 31 de outubro de 2017

"Así, no, Carles"


«Uma declaração de independência que não foi, porque seguiu-se a respetiva suspensão, tem agora uma independência que não o é, porque os independentistas vão a eleições que, afinal, lhe são permitidas pelos colonizadores, que não o são. Nem burlesco de Cervantes nem surrealismo de Dalí, mas, como prova de que o nacionalismo, hoje, está ultrapassado, uma chanchada brasileira. Catalunha merecia melhor. O líder que a atrapalha, Carles Puigdemont, fugiu para o exílio, numa fuga desnecessária para um exílio inexistente. Foi para o exílio em fins de outubro, para um provável regresso a meados de dezembro para votar e ser votado. Exílio é outra coisa, não tem prazo de validade nem a certeza de votos. Exílio viveu-o o socialista madrileno Largo Caballero, presidente do governo da República espanhola, que com a vitória de Franco foi levado para o campo de concentração nazi de Sachsenhausen. E viveu-o o republicano catalão Lluís Companys, presidente da Generalitat da Catalunha, entregue pelos nazis a Franco e fuzilado. O exílio de Carles Puigdemont é coisa para rir, é um insulto aos verdadeiros exilados espanhóis da trágica história recente. É como comparar a livre, democrática, autónoma e progressista Catalunha a países colonizados e ocupados. Nenhuma das hipóteses com que Puigdemont contava aconteceu: nem a independência surtiu nem os tanques vieram... Restava-lhe a fuga para a frente. Partiu, com uma decisão categórica tão rara nele, para um exílio de comédia.»

"É trágico tanta comédia", por Ferreira Fernandes, in DN

Foreign Affairs

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

terça-feira, 24 de outubro de 2017

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

I'm The Beatles White Album


You contain multitudes. A lot of people like you, and with good reason. The White Album contains some works of true musical genius, and you are a human with some amazing qualities. But both the album and you vary so widely that it’s nearly impossible to categorize you.
You can be silly, repetitive, ambitious, lively, arid, or fractured all at once. Some people might wish you could pick one thing and stick to it, but you can’t help but be true to yourself, in all your chaotic, full glory.

domingo, 15 de outubro de 2017

sábado, 14 de outubro de 2017

"Sócrates não merece cair sozinho"

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«Não se enganem: aquilo que ficámos a conhecer não foi a acusação de José Sócrates, mas a acusação de um regime inteiro. Um regime composto por um povo alheado e dependente, um poder corrupto, uma justiça amedrontada e um jornalismo manso. Sem esta triste conjugação de pobres qualidades, José Sócrates poderia sempre ter sido eleito em 2005, mas jamais seria reeleito em 2009. É evidente que existe gente indecorosa em qualquer parte do mundo, mas nos países bem frequentados as instituições não falecem todas ao mesmo tempo. Infelizmente, durante a era Sócrates, tudo faliu, até finalmente falir o país. Tirando duas ou três dúzias de teimosos que insistiram obsessivamente que o rei ia nu, demasiadas pessoas em lugares de responsabilidade ou não viram o que se estava a passar, por serem pouco espertas, ou não quiseram ver, por serem pouco honestas.
Neste momento marcante da História de Portugal, em que um ex-primeiro-ministro é acusado de 31 crimes de corrupção, fraude fiscal, branqueamento de capitais e falsificação de documento, convém recordar que José Sócrates não caiu da tripeça por causa dos portugueses, que finalmente perceberam quem ele era. Caiu por causa da crise internacional, da falência do país e da vinda da troika. Sócrates obteve 36,6% dos votos em 2009 (mais de dois milhões de pessoas), já depois da revelação da licenciatura fraudulenta e das manobras para impedir a publicação de notícias; já depois da exibição do DVD do caso Freeport onde Charles Smith declarava que ele era corrupto; já depois de correr com Manuela Moura Guedes do programa de informação mais visto da TVI por não apreciar o estilo e as reportagens. E mesmo após a crise internacional, a falência do país e a vinda da troika, José Sócrates ainda conseguiu obter 28,6% de votos para o PS – 1,57 milhões de portugueses. Em 2015, depois de quatro anos de brutal austeridade, António Costa obteve somente mais 180 mil votos do que José Sócrates em 2011.

Sócrates foi um extraordinário caso de popularidade, não só entre o povo, mas sobretudo entre as elites. E são estas elites que hoje em dia me preocupam, porque os ex-apoiantes de Sócrates continuam por aí como se nada fosse, nos blogues, nos jornais, nas empresas, no PS, no governo. Muitos dos que acham que os portugueses têm o dever moral de pedir desculpa por acontecimentos do século XVII, não vêem qualquer necessidade de pedir desculpa por acontecimentos de 2017. Não há qualquer acto de contrição por terem apoiado incansavelmente um homem que a cada três meses era suspeito de fraude, corrupção e atentado ao Estado de Direito, e que nunca, jamais, apresentou qualquer justificação decente para aquilo de que era acusado.
Dir-me-ão: Sócrates ainda não está condenado. Pois não. Mas reparem como o entusiasmo dos seus defensores esmoreceu desde a noite da detenção (21 de Novembro de 2014) até ao dia da acusação (11 de Outubro de 2017). A verdade é esta: as acusações são demasiado fortes e as explicações demasiado fracas. Daí Sócrates estar cada vez mais isolado. Contudo, o julgamento que se aproxima não pode esgotar-se nele. É sobre Sócrates, sobre Salgado, sobre Vara, sobre Bava, sobre Bataglia, e sobre um regime construído por inúmeros ex-socratistas, que agora saem de cena na esperança de que esqueçamos o papel que desempenharem ao longo dos anos. Eu não esqueço. Aqui estarei para lembrar que Sócrates não ascendeu sozinho, não governou sozinho e, acima de tudo, não merece cair sozinho.»

por João Miguel Tavares, in 'Público'

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

música para ouvir estes dias


.... e enquanto em Espanha não se decidem sobre se houve DUI ou não DUI.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

pessoais e transmissíveis

 Gandhi
Quarto com Vista sobre a Cidade;
A Insustentável Leveza do Ser;
O meu Pé Esquerdo;
O Último dos Moicanos;
A Idade da Inocência;
Em Nome do Pai;
O Boxer;
Gangs de Nova Iorque;
Haverá Sangue;
Lincoln.


Daniel Day-Lewis, O Chefe.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Heartbreaker



Tom Petty
[1950 - 2017]

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

os miúdos a aprenderem História

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'Indiana Jones e os Salteadores da Arca Perdida'

sexta-feira, 29 de setembro de 2017