domingo, 26 de março de 2017

'Eurexit', por Miguel Sousa Tavares


(foto: andré)

«Parece que já ninguém gosta da Europa. Uns, porque têm saudades do mítico Estado-nação, das suas queridas fronteiras e polícias, das moedas nacionais e dos câmbios em que se perdia sempre duas vezes, da inflação e das desvalorizações; outros, porque não gostam da ideia de existirem jurisdições acima das nacionais onde os cidadãos se podem queixar dos abusos do seu próprio Estado ou de haver uma lei comum que estabelece as regras em matéria de direitos laborais, empresariais ou ambientais; outros porque não querem mais imigrantes seja de fora da Europa seja da própria Europa, como é o caso dos ingleses; e outros ainda porque não querem uma política de defesa comum, uma política externa comum e, menos ainda, uma política fiscal comum, como é o caso dos irlandeses e dos holandeses. E há os que estão fartos de que a Europa se meta nos seus assuntos internos, impedindo-os de estabelecerem regras mais próprias de ditaduras do que de democracias, como sucede com os húngaros, os polacos ou os aspirantes turcos. Finalmente, temos os países do sul, que se queixam da falta de solidariedade dos do norte, do sufoco das dívidas públicas e bancárias a que estão sujeitos (e que em parte foram contraídas para safar os biliões emprestados sem critério pelos governos e bancos dos países ricos do norte), e temos os países do norte que acusam os do sul de gastarem o dinheiro em copos e mulheres (não, não são só o capataz holandês e o polícia alemão que pensam assim).

Os copos e as mulheres ainda é o lado para que dormimos melhor sobretudo quando a acusação vem de um holandês. O que nos custa é que quem nos quer dar lições de bom comportamento financeiro seja ministro das Finanças de um país que serve de sede fiscal às nossas vinte maiores empresas para lá pagarem parte dos impostos por riqueza criada aqui e que aqui deveria ser cobrada. Porque o Eurogrupo, a que Dijsselbloem preside, exige que todos cumpram regras comuns em matéria de controlo do défice público, mas não quer nem pratica regras comuns em matéria de fiscalidade o que permite que a Irlanda e a Holanda funcionem como oásis fiscais e o Luxemburgo, que durante anos foi governado pelo actual presidente da comissão, Juncker, tenha então funcionado como uma lavandaria de topo para as grandes empresas multinacionais e nacionais.
Mas isso, o direito de pernada sobre coisa alheia, vem na tradição da Holanda: sempre foram um povo com vocação para a pirataria. Mesmo na chamada Golden Age da Holanda (um período que coincide com os sessenta anos de reinado dos Filipes em Portugal), a prosperidade das Sete Províncias Unidas fez-se com base na transformação das matérias-primas que outros, como os portugueses, iam buscar longe e correndo todos os riscos, e a imensa frota que então construíram destinava-se a pilhar as colónias alheias, em lugar de fundar as próprias. Foi assim que os holandeses se lançaram à conquista do Pernambuco português, ()

Mas talvez se devesse ir ainda mais além na instrução histórica básica do presidente do Eurogrupo. Recordar-lhe que foram os países do sul, que ele tanto despreza, que edificaram as fundações da Europa que hoje conhecemos, impondo os seus valores, hoje universais, contra os bárbaros do norte. A Grécia deu à Europa a democracia e a arte; a Itália deu-lhe o Império Romano, uma das mais notáveis criações políticas da Humanidade, fundado na lei e na igualdade das partes, e deu-lhe o Renascimento, contra o obscurantismo então reinante; Portugal e Espanha abriram o mundo à Europa, e a França deu-lhe os valores da Revolução Francesa. O que deu o norte de comparável?

Sim, esta Europa que Dijsselbloem simboliza e representa já não serve ninguém e não interessa a ninguém. Os dez anos de presidência do português Durão Barroso, com a sua política de sempre, em todos os cargos que ocupou ou seja, salvar a pele, nada fazendo foram fatais para a Europa. Mantendo-se sempre à tona, flutuando sem sobressaltos perante cada problema, a Europa foi apanhada impreparada perante as crises que a viriam a assolar e hoje navega à deriva, sem rumo nem praia à vista.

Esta Europa, que daqui a dias celebra 60 anos de vida, foi uma extraordinária criação de uma notável geração de políticos europeus, que agora se arrasta para um fim sem sentido nem glória, conduzida por uma notável geração de medíocres. Talvez o destino dos povos não seja o de saberem ser felizes, mas o de estarem eternamente insatisfeitos. De vez em quando, isso é bom; outras vezes é trágico.»

in "Expresso", 25.03.17

domingo, 19 de março de 2017

Dia do Pai

Panquecas, desenhos e palavrinhas.

Chuck 'n' Roll


Chuck Berry (1926 - 2017)

quinta-feira, 16 de março de 2017

"Muhammad Ali", de Sybille Titeux e Amazing Améziane



"Boxing was nothing. It was‘t important at all. Boxing was just meant as a way to introduce me to the world."

terça-feira, 7 de março de 2017

T2



Aí estão os 40, by geração '77. Três amigos já + o 'Animals' dos Pink Floyd e o Taxi Driver.
E depois há o T2.
T2 é uma visita a nós próprios. 
«So, what you've been up to ? for twenty years ?». Assim começa o reencontro. 
De Renton com Sick Boy no pub, enquanto interrompe a tacada no bilhar. Mas também o nosso. Connosco. Esta pergunta é para nós. Somos nós que estivemos fora. 20 anos. A tratar da vida. O que é que fizemos. Onde é que fomos. Quem conhecemos. O que nos fizeram. O que escolhemos. 
«Não fizeste nada de especial. Tens três filhos e isso já não é mau.», diz-me o Sérgio.

... o que mudámos, onde falhámos, quantos golos marcámos ou que ficaram pelo caminho.... o que... 


“A idade é cruel, e isso é uma terrível lição que não podemos evitar. Tentamos aceitá-la o melhor que podemos ao longo da nossa vida. Mas o Danny di-lo na perfeição: quando somos novos, nunca paramos para pensar no tempo. E à medida que envelhecemos, percebemos que é o tempo que não pára por nós, e já não nos sobra muito." (...)
“Achamos que somos as mesmas pessoas que éramos,” (...) “mas quando olhamos para trás há tantas coisas que vemos de maneira diferente, coisas que nos marcaram sem termos consciência disso… (...) Um filme como este força-nos a compreender que já não temos a idade que sentimos que temos.”, agora quem fala é o Ewen Bremner (aka 'Spud').

T2 é um confronto. Com o que ficou para trás, e para onde é que vamos agora. 
Até temos medo de abrir a porta e entrar. Para não estragar. Mas depois o filme começa e esqueces-te disso tudo.

sábado, 4 de março de 2017

Os Renegados do Futsábado


É difícil explicar o que aconteceu esta semana no relvado do Estádio Pinto Basto, casa do Clube Internacional de Foot-Ball, sem parecer burlão ou basófia. Não foi apenas um jogo de futebol. Foi muito mais do que isso.
Comecemos pelo princípio, quando o Zé V.A. me perguntou se não arranjava uma equipa de oito macacos para fazer um treino contra o 'Olimpico', a sua equipa de futebol amador no torneio do CIF. À cabeça vieram-me logo o mano JT e a turma do 'Futsábado'. Tínhamos de escolher a dedo. Para a baliza era fácil, o Jony Mendonça. Centrais iam ser o Big Man Calhas e o Guarino, do All-Star. O corredor esquerdo era para o Tomás, ex-Alheira e parceirinho do Rio, e à direita iam variar o Many Jr., que também podia jogar a extremo esquerdo, com o Miguel "ballon d'Or", que joga em todas as posições. O miolo ficava entregue ao mano velho João Tiago, que calça colheres em vez de botas, e ao Seixas, para dar profundidade, força e o pau que fosse preciso. Na frente tínhamos que ser o 'Hortelança' e eu. Equipa para ir lá e ganhar. Era um 8x8, com dois de fora sempre a rodar.

Duas semanas e uns mails depois. tínhamos jogo marcado: quarta-feira, às nove e meia da noite. "Nós jogamos de preto. Apareçam de vermelho." Obrigado, Zé. Essa foi de amigo !
No meu último e-mail para a nossa equipa disse-lhes que tinha a honra no prego e que não me deixassem ficar mal. "Por nós o cobrador vai morrer de fome.", foi uma das respostas que recebi. Que pérola.
Começámos a chegar às 9 e 10. Guardámos as coisas nos balneários da cave e fomos para o sintético. Com fome de bola, montámos logo uma rabia no centro do campo 15. Urros, gargalhadas e meias em baixo. Tudo com vontade e bem disposto. Enquanto isso, a malta do Olimpico aquecia à profissional. Alongamentos, corrida curta, salto e foge, mas bola, népias. Humpf...
À hora marcada, o árbitro explicou como ia ser com o apito e começou.

Os primeiros 15/20 minutos foram para estudar o adversário. Talvez algum respeito a mais. Mas também jogávamos fora e precisámos de tempo para compreender as medidas do campo e interiorizar os fora-de-jogo. Tentávamos trocar a bola e correr para a frente com ela dominada. Para ver o que dava. Alguns lampejos, mas nada de especial. Até que, ao fim de uns sprints inúteis e de umas golfadas de ar gelado que só emperravam mais os músculos, uma boa abertura meteu o Hortelão na cara do golo, e zás!, o primeiro estava feito. Êta, decisão! 
Íamos agora sofrer o que tínhamos começado. Todos percebemos isso. Junto à linha, o nosso Mister dava as suas indicações. Mané Mendonça, pai dos gémeos e senhor de carrinhos de gala aos sábados de manhã, orientava o team. "André, a posição. João Tiago, fecha atrás. Calheiros, olha as costas. Many, esse é teu." Um tratado. Acho que sofreu mais do que a gente.
A pressão começou, obviamente, a ser maior. Estavam feridos e parecia uma questão de tempo o golo do empate. O Jony defendia muito, bem... tudo, e a defesa cortava o que podia. Às tantas, acho que o número 8 deles tira um da frente e dispara de fora da área. O nosso keeper ainda lhe raspa com a ponta dos dedos, mas ia com selo de baliza, apelido que ouvi alguém gritar atrás de mim. É aí que aparece Guarino, o Zen, esse pêndulo defensivo, a substituir o Jony e a aliviar de cabeça em cima da linha. Esse lance foi como um golo. E puxou por nós. Foi a força toda da equipa.

Partimos atrás do segundo golo, que aconteceu para aí uns cinco minutos depois. Tiro de fora da área do nosso "ballon d'Or", que é um atleta do cacete e que adora chutar colocado e em força. Pelo meio ainda tivemos um livre indirecto dentro da área deles que só por milagre é que não entrou. Mas falhámos e, pouco depois, aproveitando uma série de erros, o Olimpico reduz para 1-2. Uma estalada na cara. Por isso, continuámos o que estávamos a fazer. Construir e levar para a frente. A defender, técnica do "harmónio". 
De repente, a bola sobra para mim. Estou ligeiramente à frente do centro do terreno, topo o Hortelão desmarcado e só com o Redes deles pela frente, e antes que me caísse um tipo em cima, consigo tocar-lhe a bola a tempo. Forte como é, desembaraça-se do Redes e fica com a baliza à mercê. 1-3 para nós. 
O jogo estava louco, com eles a carregarem cada vez mais, e um penalty que não sei bem de onde é que apareceu. Para equilibrar as coisas, 'tá bem. 2-3.
A questão é que estávamos teimosos de raça. Perder o braço de ferro não era opção. Com uma entrega e um coração do tamanho da Terra, fincámos os dentes numa pedra e subimos no relvado para fazer o 2-4. O puto Miguel, quem mais ? A assumir.

O jogo devia ter terminado, mas pedem-nos mais 5 minutos na mira do empate. 
O Olimpico balanceava-se todo lá para a frente e nós a trancarmos tudo a cadeado. O harmónio libertava agora as suas flechas venenosas. E lá vinham eles. A espumar.
A bola sobra para o mano que a recebe no meio campo, roda, liberta-se de dois ao mesmo tempo e eu descaio para a direita num movimento de olhos fechados que fazemos juntos há mais de vinte anos. Os meus passos levam a conta dos olhos dele. Entrega-me a menina com todo o açúcar que se pode pedir. Já dentro da grande área, tiro um defesa da frente com uma finta curta e remato a bola para o sítio onde ela pertence, mas o Redes sacode para a linha de fundo. Merece que lhe passe a mão na cabeça. E eu passo. 
O tema é que tínhamos provado o sabor a sangue. Com uma moral que nem eu conhecia, continuámos a puxar do gatilho. É então que alguém me passa novamente a bola. Nesta fase, a velocidade já não me permite fixar todos os pormenores. Estou na grande área outra vez. Já nem vejo mais nada. Só implorava que a bola me fizesse feliz. Saco outra vez um defesa da frente. Parece que não aprendeu. A mesma finta curta, só que desta para marcar! 2-5
Bola ao centro que viaja rapidamente para a esquerda. Agora é o Tomás quem leva a bola. Parece um TGV. Eu sigo toda a jogada do outro lado. Sei perfeitamente o que ele vai fazer. Quando chega ao fim da linha, quase quase a sair dos carris, cruza nas costas da defesa, a rasgar toda a grande área, com a bola a perfazer um arco para o redes não lhe meter a pata. Esta é para o meu pé direito entrar e fuzilar. Catrapumba ! e bola no fundo das redes. 2-6.
Do outro lado estão comatosos. O que é que é isto ?, leio-lhes nos rostos fechados. Só que havia tempo para mais um. E o Tomás fez tudo para o merecer. Outra vez a locomotiva. Vem cego de contra-ataque. Nem sei quantos sacou do caminho. Só sei que, talvez uns treze segundos depois de lhe cair a bola nos pés, desfere uma bomba para o canto direito do ninho. 2-7 ! e ding, dong, KO !

Oh, alegria insuperável. Que orgulho ! 10 brothers a jogar de braço dado. Feras de calções. Só a amizade não explica o que se passou. Ali éramos uma espécie de amor. Éramos a correr pelo parceiro do lado. Suar o suor dos outros, e ignorar todas as dores e o cansaço do mundo. 
Ter a honra no prego é uma coisa. Fazê-los pagar com juros é outra. 

quinta-feira, 2 de março de 2017

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Black and Blue




'Moonlight', de Barry Jenkins

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

domingo, 19 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

"Civil rights and riots, afros and Watergate." *


* acho que actualmente isto só vai lá novamente assim. Com as devidas adaptações. 
Grande disco, by the way.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

La pelota no se mancha


«Se dependesse dos argentinos, tínhamos de entrar em campo com uma metralhadora cada um e matar Shilton, Stevens, Butcher, Fenwick, Sansom, Steven, Hodge, Reid, Hoddle, Beardsley, Lineker. Mas nós até nos tentámos alhear de tudo isso. Eles eram, simplesmente, os nossos adversários. O que eu queria, apenas, era fazer-lhes umas chapeladas, meter-lhes umas cuecas, fintá-los, marcar-lhes um golo com a mão e mais outro, o segundo, que fosse o maior golo da história.
Lembro-me bem. Quando os jornalistas se inteiraram de que íamos jogar contra a Inglaterra nos quartos-de-final nós até evitámos falar, porque sabíamos bem quais iriam ser as perguntas: como íamos gritar os golos que lhes marcássemos, se íamos fazer fuck you à Thatcher, se íamos dar um murro ao Shilton. Sabíamos o que aí vinha, por isso decidimos manter-nos serenos e alheados disso. Em todo o caso, por dentro, era uma questão que mexia connosco. Asseguro-vos que, por dentro, eu estava a arder. Explodia-me o coração e era preciso jogar com ele.
Na nossa preparação para o jogo, porém, o tema da guerra não passou desapercebido. Nem podia passar ! A verdade é que os ingleses nos tinham morto muitos rapazes, ainda que se os ingleses tiveram culpa, culpa tiveram também os argentinos que mandaram os nossos rapazes enfrentar a terceira potência mundial em sapatilhas de pano.
(...)
Desse golo com a mão não me arrependo, de todo. Não me arrependo! Com todo o respeito que me merecem os adeptos, os jogadores, os dirigentes, não me arrependo nem um bocadinho. Porque eu cresci com isso, porque em Fiorito eu fazia isso permanentemente. E acabei por fazer o mesmo diante de 100 mil pessoas que nem se aperceberam... Porque toda a gente ficou a gritar golo. E, se gritaram, é porque não tinham qualquer dúvida. Por isso, como podemos atribuir a culpa ao coitado do tunisino?
Ganhei um processo a um diário inglês que, mais tarde, escreveu num título "Maradona, o arrependido", coisa que jamais me passou pela cabeça. Nem aí, imediatamente, nem passados 30 anos... Nem até ao meu último suspiro, antes de morrer. Como respondi a um jornalista inglês, da BBC, um ano depois: "Foi um golo totalmente legítimo, porque o árbitro validou-o. E quem sou eu para duvidar da honestidade do árbitro, certo?" O mesmo disse a Lineker, quando ele esteve em minha casa, em Buenos Aires, para me fazer uma entrevista , também para um canal inglês.
(...)
Voltou a perguntar-me se não me sentia mesmo mal por ter marcado aquele golo com a mão e eu disse-lhe que era um jogo, que se o árbitro não tinha percebido, isso era parte do jogo. E Lineker conformou-se, não disse absolutamente mais nada. Ou disse: "São coisas do futebol." Enorme, o Lineker. Acabamos sempre a falar assim quando nos vemos.
Shilton, esse sim, ficou e vai ficar para sempre com raiva de mim. Disse: "Não vou convidar Maradona para o meu jogo de despedida." Também, quem é que quer ir ao jogo de despedida de um guarda-redes ? E de Shilton ?!
(...)
Para mim, foi como roubar um ladrão: acredito que tenho cem anos de perdão. Na conferência de imprensa, não sabia como sair daquela enrascada. (...) E a alguém respondi, de passagem, que tinha sido com "a cabeça de Maradona e com a mão de Deus". Disse-o a pensar em todos os rapazes que tinham morrido, em todos eles - e aí sim, sensibilizei-me. Disse que tinha sido "a mão de Deus" que me tinha ajudado a fazer aquele golo. Não que eu acreditasse ser Deus, nem que a minha mão fosse a mão de Deus: acreditava, simplesmente, que tinha sido Deus, com a sua mão, a pensar em todos os rapazes cujas vidas foram destruídas nas Malvinas, a fazer aquele golo. E é isso que sinto ainda hoje, 30 anos depois.
(...) Messi pode ser maior do que eu. Pode ser, ou pode não ser. Agora, eu marquei dois golos à Inglaterra que valeram pelos rapazes caídos nas Malvinas e pelos familiares dos rapazes caídos nas Malvinas. Dei-lhes um consolo, e isso mais ninguém vai poder fazer. Mais ninguém ! Porque não vai haver outra guerra, porque não pode haver outra guerra, porque isso queria dizer que tínhamos voltado a ter um Galtieri e ninguém quer um Galtieri de volta.»

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017