terça-feira, 20 de novembro de 2018

A kind of magic

Os Queen foram uma referência de qualquer puto que se preze nos anos 80.
E Freddie Mercury o show-man absoluto que fez dos estádios a sua sala-de-estar. E a nossa, porque só o(s) podíamos ver pela televisão.
Para nós o filme é voltar atrás. À sala da televisão e do VHS. E gostar disso.
Para os miúdos mais velhos lá de casa foi conhecer um bocadinho desse mundo.
E gostar também. E isso tem muita piada.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

domingo, 4 de novembro de 2018

Wilson Sounds


«When I hear those voices, I try to shut them out. I’m just trying to get a feel for the room and how the songs will come alive inside of it. I’m also trying to get a feel for where I fit into all of this. Back in the old days with the Boys, I never liked going onstage. People used to write about how I seemed stiff. Then they started writing about how I had stage fright. It’s a weird phrase, “stage fright.” I wasn’t afraid of the stage. I was afraid of all the eyes watching me, and of the lights, and of the chance that I might disappoint everyone. There were so many expectations that I could figure out in the studio, but they were different onstage. A good audience is like a wave that you ride on top of. It’s a great feeling. But a crowd can also feel the other way around, like a wave that’s on top of you.

There are other voices, too, along with Chuck Berry and Phil Spector and my dad. The other voices are worse. They’re saying horrible things about my music. Your music is no damned good, Brian. Get to work, Brian. You’re falling behind, Brian. Sometimes they just skip the music and go right for me. We’re coming for you, Brian. This is the end, Brian. We are going to kill you, Brian. They’re bits and pieces of the rest of the people I think about, the rest of the people I hear. They don’t sound like anyone I know, not exactly, except that I know them all too well. I have heard them since I was in my early twenties. I have heard them many days, and when I haven’t heard them, I have worried about hearing them.

My whole life I’ve tried to figure out how to deal with them. I’ve tried to ignore them. That didn’t work. I’ve tried to chase them away with drinking and drugs. That didn’t work. I’ve been fed all kinds of medication, and when it was the wrong kind, which was often, that didn’t work. I have had all kinds of therapy. Some of it was terrible and almost did me in. Some of it was beautiful and made me stronger. In the end, I have had to learn to live with them. Do you know what that’s like, to struggle with that every single day of your life? I hope not. But many people do, or know someone who does. Everyone who knows me knows someone who does. So many people on the planet deal with some type of mental illness. I’ve learned that over the years, and it makes me feel less lonely. It’s part of my life. There’s no way around it. My story is a music story and a family story and a love story, but it’s a story of mental illness, too. »

terça-feira, 30 de outubro de 2018

domingo, 28 de outubro de 2018

Roma eterna


«Na primeira visita à Questura na Via Genova, junto à Via Nazionale, saímos de mãos vazias, porque chegámos às oito da manhã e já não havia senhas. No dia seguinte, estávamos na bicha antes das seis e conseguimos entrar, rodeados por uma maré humana heterogénea, no pátio do edifício. Ao fundo, havia um postigo a que tínhamos de ir, um a um, com o passaporte e o contrato de trabalho. Com centenas de pessoas à espera, o postigo abria e fechava a espaços: agora atende-se, agora não. Aproximei-me para verificar o que se passava lá dentro e vi um cavalheiro com uns 30 anos e uns enormes óculos de sol a folhear La Gazzetta dello Sport. Quando encontrava uma notícia interessante, ou se aproximava dele um colega de trabalho para fazer algum comentário importante sobre o joelho do Totti ou o esquema táctico da Roma, o cavalheiro dos óculos escuros fechava o postigo; passada a emergência retomava o contacto com os cidadãos. Vão pensar que estou a inventar isto. Quem me dera.
(…)
Certa tarde, a caminho do meu escritório no La Repubblica, vi um miúdo a arrombar a porta de um carro no parque da estação Termini. Dois carabinieri aproximaram-se por detrás, agarraram-no pelos braços e algemaram-lhe as mãos atrás das costas. Nada de especial, uma simples cena quotidiana. Mas eu sou daquelas pessoas que, só para não irem trabalhar, estão dispostas a entreter-se com qualquer coisa, e fiquei a ver.
Um dos agentes foi-se embora e o outro ficou com o detido e encaminhou-se para a esquadra da estação. Lá iam eles, quando tocou um telemóvel, o do carabinieri. Levou-o ao ouvido e disse "ah, sí, mamma", ao mesmo tempo que dirigia um gesto de desculpa ao ladrão de carros. O miúdo assentiu, compreensivo, e ficou à espera, olhando ora para o céu ora para os sapatos, enquanto o carabinieri ouvia da mãe o que, a julgar pela cara dele, deduzi ser um reprimenda.
A fim de uns minutos, desligou e pediu desculpa ao detido: 
- Scusami, lo sai come sonno le mamme…
- Lo so, lo so, signor carabinieri, per carità… - respondeu o preso, com um gesto de compreensão infinita.»

terça-feira, 23 de outubro de 2018

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

"Nobody knows what awaits for the dead"

Eu, por exemplo, nunca pensei ir ver a Lady Gaga ao cinema, mas passei a chave do carro à minha dona e à filha mais velha. Para chegar ao cruzamento. De Cooper na música e Gaga nos filmes. 
E sem stops ou sinais vermelhos. Agora dou-lhes um beijo.


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

É óbvio !

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

One Day in his Life


«Who among those so-called humanitarians who had kept their silence on the H-Blocks, who among them could put a name on this type of humiliation and torture, when men are forced by extreme torture into the position that they had to embark upon a dirt strike to highlight the inhumanity poured upon them ! How much must we suffer, I thought. An unwashed body, naked and wrecked with muscular pain, squatting in a corner, in a den of disease, amid piles of putrefying rubbish, forced to defecate upon the ground where the excreta would lie and the smell would mingle with the already sickening evil stench of urine and decaying waste food. Let them find a name for that sort of torture, I thought, rising and moving towards the window to seek fresh air, the beatings, the hosing-downs, starvation and deprivation, just let them bloody well put a name on this nightmare of nightmares.

(...)

I find it startling to hear myself say that I am prepared to die first rather than succumb to their oppressive torture and I know that I am not on my own, that many of my comrades hold the same. And I thought of my dead comrades again. My friends who had stood beside me one day and were dead the next. Boys and girls just like myself, born and raised in the nationalist ghettos of Belfast to be murdered by foreign soldiers and lecky sectarian thugs. How many have been murdered at their hands throughout the occupied Six Counties. Too many ! One boy or girl was too many ! How many more Irish people would die ? How many more lives would be lost before the British had decided they had murdered enough and were forced to get out of Ireland forever ?»

terça-feira, 16 de outubro de 2018

passagem do testemunho


Imagem relacionada

- Pai, we're afraid of no ghost.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Smells like Teen Spirit

A vida começa a mudar. A tua infância de menininha vai ficando para trás, depressa e ao ritmo dos passos com que desapareces a caminho do Liceu. Como areia por entre os dedos, dizia o meu Avô. Desces a rua e lá vais tu, sozinha. Deixando os manos e as primas na saudade de já não irem contigo para a escola. Livre (que é a melhor sensação que há no mundo), e responsável. Agora com a chave de casa e o cartão do sétimo ano na mochila. Com mais trabalho, mais disciplinas e cadernos debaixo do braço. Mas também com a música dos altifalantes da Secundária nos intervalos. Vais conhecer outra gente e outros lugares e descobrir novas bandas e os teus Nirvana. E vais procurar novos livros e filmes que nunca viste. Vais aprender. Muito muito mais. Coisas que nem eu próprio sei e que me vais ensinar. Todos os dias vão contar, e tudo for realAos poucos virão novos amigos e alguns desgostos. E sensações que vão brotar com a força do mundo inteiro. Intensa e apaixonadamente. Que irás somar e colar na tua caderneta. Os teus olhos vão brilhar muito e sorrir imenso, e, de vez em quando, murchar um pouco. Nuns dias talvez acordes furiosa, noutros encher-nos de beijos. É um bocado assim. Serás a mesma embora diferente. E toda a roupa deixará de te servir. Vais precisar de novos tops e vai haver coisas que só vais falar com a tua mãe, porque vais crescer. E a vida vai deixar de ser só bela para ser muito mais interessante. E vai ser linda. E tu mulher... zinha.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Aznamour (1924 - 2018) *



* assim o chora a minha Mamazita.

domingo, 30 de setembro de 2018

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

"I believe that a united Ireland is right and just"



«He had his own reservations about Hunger, all the same - partly because he had to lose 14kg to play a man who took 66 days without food to die; partly because of taking on the role of Sands, an intimidating prospect for any Irishman. "You don't want to do that if you think it's not going to be a good film, or it's not going to tell a story in the right way, or do justice to the amount of effort and time and work you put into it. But once I met Steve and Enda [Walsh, the playwright who co-wrote the script], I was like, I have to do this, I have to work on this."
Fassbender was four when Sands died in May 1981. His father Josef, a chef, is German; his mother, Adele, is from Larne, near Belfast. The family moved from Heidelberg, where Michael was born, to Killarney when he was two. Having grown up at the opposite end of Ireland at around the same time, I mention that I don't remember the details of the hunger strikes and their aftermath, but have very clear, visceral memories of the tension that hung in the air.
"That's what I remember. That's exactly it. I remember the tension. This Bobby Sands character, I knew there was a big commotion about this guy, and the struggle in Northern Ireland. Because my mum's from the north, all my holidays were in the north - we never went abroad. What I remember is the difference between the south and the north, crossing the border. Soldiers with guns. Watchtowers, helicopters. But I didn't really know ... we never really discussed politics at home." 
(...)
"I just knew that I had to do it. I knew all the stuff we had filmed before that was pretty ... special, and I didn't want the last part of the film to break the illusion. I knew I had to get superthin." He is careful not to claim anything so crass as an insight into Bobby Sands' mind, though I mention that the lowest weight Fassbender reached, 58kg, is the weight at which, in my edition of Sands' diaries, the Republican made his last entry. "Wow. I didn't know that. I didn't know he stopped at 58. Shit."»
'The Guardian', Outubro de 2008

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

a camisola não engana



A Júnior saúda o Capitão.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Jokerpot !


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

domingo, 23 de setembro de 2018

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Zoo2

Houve um tempo em que os U2 contavam. Na nossa Europa que estava toda a mudar e que o fazia todos os dias.
Tem 25 anos.



sábado, 15 de setembro de 2018

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

tudo menos serena

[Mark Knight]

Depois do árbitro, agora é a vez do cartoon. 
Racista e sexista seria não escrever ou desenhar sobre o tema. Como racista e sexista teria sido desculpar o comportamento de Serena Williams em campo quando tinha acabado de partir uma raquete e chamado o árbitro de mentiroso e ladrão. 
Leiam Navratilova.