sábado, 4 de julho de 2015

Memory Motel


You're just a memory of a love
That used to be
You're just a memory of a love
That used to mean so much to me

She got a mind of her own
And she use it well
Well she's one of a kind
She's got a mind
She got a mind of her own
And she use it mighty fine
(...)


You're just a memory of a love
That used to mean so much to me
You're just a memory girl
You're just a sweet memory
And it used to mean so much to me



'Black and Blue', 1976, The Rolling Stones

quinta-feira, 2 de julho de 2015

terça-feira, 30 de junho de 2015

Buenos Aires - 11º e 12º dias

Por alguma razão que não consigo explicar, interrompi a história desta viagem.
Retomo agora onde tinha ficado.



Regressámos hoje a Buenos Aires. Os 3.040 kms que se contabilizam desde Ushuaia fazem-se em cerca de três horas e meia, by Aerolineas Argentinas.
Fomos ao hotel largar as mochilas, um duche, e de novo para o coração da cidade pasión. A cidade por que me enamorei e de que ficarei devoto até ao fim da vida.
Chamámos um táxi para a Plaza de Italia, no bairro de Palermo Viejo.
Tinha-nos ficado a saudade das suas lojas coloridas e cheias de alma, em ruas recuperadas arty, jazzy, trendy, que vendem coisas que apetece trazer. Dos restaurantes bem decorados e dos cafés acolhedores, um 'SoHo', dizem eles, um 'Le Marais'. Palermo Viejo.
Subimos a Avenida Jorge Luis Borges e demos um salto na "Babel" para comprar uns presentes. À noite ficámos. Deixámo-nos ficar. Estava bom. Estava a pedir. De modo que ficámos. Por ali. Mais um pouco. Sem pressa.

No dia seguinte acordámos com vontade de percorrer as livrarias e todos os cafés de B.A., em puro deleite cultural. O Miguel tinha-nos recomendado uns livros de autores andinos e por isso fizemos disto uma demanda.
A Cristina comprou os "Cuentos Completos" de Abelardo Castillo e eu "El Libro de los Abrazos", do Eduardo Galleano. 
Também trouxe "Los Siete Locos" de Roberto Arlt. O problema foi que nos tinham dito que este livro era a primeira parte de uma obra que só se concluía com outro livro dele: "Los Lanzallamas". E encontrá-lo ?
Corremos talvez umas trinta livrarias da Av. Corrientes e da Av. Santa Fé. Livrarias pequenas, escondidas, uma porta e umas estantes, perguntamos pelo livro, para o outro não ficar desirmanado, a meio. Pendurado. Livrarias grandes, célebres, como a 'Ateneo', o velho teatro adaptado, que tem livros nos camarotes e no primeiro balcão e que também vende discos, e aí eu distraio-me e já estou a ver outras coisas.
Mas foram muitas, muitas mesmo. Nada. Não tinham.
Pelo meio, a Cristina ainda conseguiu arranjar outro a que tinha deitado olho na primeira passagem por B.A. e que agora parecia bastante esgotado: "Los Cafés de Buenos Aires", uma edição da Secretaria da Cultura com fotografias e textos dos Cafés, bares, billares e confeitarias mais emblemáticos da cidade, verdadeiras instituições neste país. Sagrados.
Enfim, não encontrávamos "Los Lanzallamas", mas vimos uma edição do "Ensaio sobre a Cegueira" do Saramago e lembrámo-nos que o Miguel nos disse que nunca tinha lido nada do Nobel. Comprámos o livro, pedimos que fizessem um embrulho e fomos à estação de correios onde o enviámos para ele de lembrança. Com dedicatória e muita amizade.
Por fim, frustrados e exaustos, parámos no Café Tortoni, na Av. de Mayo, para um café e um chá.
Há fumo no ar, as pessoas conversam sobre as eleições de domingo (Ibarra vs Macri) e os empregados, frenéticos, anotam os pedidos.
À noite, fomos ver tangos ao 'El Querendí'. A banda tocava bem e a Cristina diz que gostava de aprender.


sábado, 20 de junho de 2015

42 anos juntos

... os Pais.
E um disco.


Veinte años de estar juntos, 
esta tarde se han cumplido. 
Para ti flores, perfumes, 
para mi... algunos libros!

No te he dicho grandes cosas 
porque no me habrian salido, 
! ya sabes cosas de viejos! 
Requemor de no haber sido! 

Hace tiempo que intentamos 
abonar nuestro Destino. 
Tú bajabas la persiana, 
Yo apuraba mi ultimo vino. 

Hoy, en esta noche fría, 
casi como ignorando el sabor 
de soledad compartida, 
quise hacerte una canción 
para cantar despacito, 
como se duerme a los ninos. 
Y ya ves, solo palabras 
sobre notas me han salido. 

Que al igual que tú y que yo,
ni se importan ni se estorban, 
se soportan amistosas, 
mas, non son una canción. 

...Qué helada está esta casa.
...Será que está cerca el Rio
...O es que entramos en invierno 
...Y están llegando... 
...Están llegando los fríos.
'
'20° Aniversario (Palabras)'
(Patxi Andion)

terça-feira, 16 de junho de 2015

Il Capo


No Ai Miriam há aquela parte falada que parece mais rap do que fado... Sentiu-se desconfortável?
Ainda pensei pedir a alguém do hip-hop para fazer essa parte, dou-me bem com esse pessoal todo, pensei no Carlão... Depois decidi tentar eu e agora já não me faz confusão. Ao vivo ainda vou fazer melhor, com o gesto e tudo [imita o gesto típico dos rappers com o braço].

in 'Visão'

sábado, 13 de junho de 2015

Feira do Livro

"Tu és o nó de sangue que me sufoca.
Dormes na minha insónia como o aroma entre os tendões
da madeira fria. És uma faca cravada na minha
vida secreta. E como estrelas
duplas
consanguíneas, luzimos de um para o outro
nas trevas."

'Photomaton & Vox', de Herberto Hélder



'Traço de Giz', por Miguelanxo Prado

domingo, 7 de junho de 2015

Sorry, Granny. Não deu.



Ou o Porto a dar-nos música. E baile.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

"como hojas muertas que el viento arrastra allá o aquí"

Serrat no Coliseu foi coisa d'Ela. Todos temos as nossas coisas.
Mas há sempre tempo para descobrir pequenas coisas como esta:



como hojas muertas
que el viento arrastra allá o aquí,

que te sonríen tristes y
nos hacen que
lloremos cuando
nadie nos ve.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Let the Finals begin



Começam daqui a algumas horas as finais do melhor basket que há no mundo.
Este ano todos os focos estão reservados para o combate dos Chefes. E com razão.

De um lado, temos o monstro LeBron James, um super-atleta feito de músculos no último estádio da evolução física. Bi-campeão da NBA, lança e afunda como se a bola fosse um berlinde e pela 5ª vez consecutiva atinge as finais, algo de inédito quando falamos de o ter feito por equipas diferentes. Ele que diz que regressou a Cleveland (onde perdeu contra os Spurs) porque acredita em trabalhos inacabados. Bonito.

Depois há o MVP deste ano: Stephen Curry, leve como uma pluma, esperto como um rato, um excitante e mortífero atirador de 3 pontos, que às vezes parece pequeno entre gigantes, e que lança de qualquer parte, de qualquer forma e... marca. E sempre, mas sempre, com um sorriso de criança, como se a vida fosse um playground e ainda não tivesse saído do bairro, onde a mãe o chama para o jantar.

Ambos coleccionadores de pontos, ambos com superior noção do espectáculo.

O facto de os Cavs nunca terem ganho um campeonato e de os Warriors carregarem o peso de 40 anos de jejum (o tempo que calou desde o único título que os Golden State possuem no currículo), só torna tudo ainda mais aliciante.

Enfim, um duelo para a História !

terça-feira, 2 de junho de 2015

Keep on printin' in a free World


Ah morcões !, 127 anos sem perder a pronúncia !

sexta-feira, 29 de maio de 2015

quinta-feira, 28 de maio de 2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

Xavi era a beleza das coisas simples


«Uma bola e uns quantos amigos. Um joguinho na praia ou num jardim. Entre sorrisos. Isso é o futebol. Miúdos a trocar a bola num pátio da escola.»


segunda-feira, 25 de maio de 2015

sábado, 23 de maio de 2015

Quando for grande quero ser como ele


'To Kill a Mockingbird'


"Life imitates Art far more than Art imitates Life" 
Oscar Wilde 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

The Thrill ain't Gone

B.B. King
(1925 - 2015)

terça-feira, 19 de maio de 2015

domingo, 17 de maio de 2015

A Luz de um Capitão



Steven Gerrard, eterno capitão do Liverpool, retirou-se ontem do clube que o viu nascer para o futebol.
27 anos depois de ter chegado, deixa o legado de uma Liga dos Campeões (ganha de forma trágica e bela a um atónito Milan que vencia por 3-0 ao intervalo), uma Taça UEFA, uma Supertaça europeia, 2 FA Cup, 3 taças da Liga e um Community Shield. Mas mais que isso, o que deixa é a Referência. Por muitos e bons anos.

sábado, 16 de maio de 2015

postal a uma Amiga querida




O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo
O Rio de Janeiro, fevereiro e março

Alô, alô, Realengo
Aquele Abraço!
Alô torcida do Flamengo
Aquele abraço
(...)
Alô, alô, seu Chacrinha
Velho guerreiro
Alô, alô, Terezinha
Rio de Janeiro
Alô, alô, seu Chacrinha
Velho palhaço
Alô, alô, Terezinha
Aquele Abraço!

Alô, moça da favela
Aquele Abraço!
Todo mundo da Portela
Aquele Abraço!
Todo mês de fevereiro
Aquele passo!
Alô Banda de Ipanema
Aquele Abraço!

'Aquele Abraço', Gilberto Gil           

sexta-feira, 15 de maio de 2015

'A vida é um Sopro'

Enorme documentário que passou hoje na RTP 2. Uma lição de vida, arte e de uma boémia livre, revolucionária e apaixonada por Oscar Niemeyer, "porque a mediocridade activa é uma merda".


quinta-feira, 14 de maio de 2015

O Carioca

 
 
«(...) Pois ser carioca, mais que ter nascido no Rio, é ter aderido à cidade e só se sentir completamente em casa, em meio à sua adorável desorganização. Ser carioca é não gostar de levantar cedo, mesmo tendo obrigatoriamente de fazê-lo; é amar a noite acima de todas as coisas, porque a noite induz ao bate-papo ágil e descontínuo; é trabalhar com um ar de ócio, com um olho no ofício e outro no telefone, de onde sempre pode surgir um programa; é ter como único programa o não tê-lo; é estar mais feliz de caixa baixa do que alta; é dar mais importância ao amor que ao dinheiro. Ser carioca é ser Di Cavalcanti.

Que outra criatura no mundo acorda para a labuta diária como um carioca? Até que a mãe, a irmã, a empregada ou o amigo o tirem do seu plúmbeo letargo, três edifícios são erguidos em São Paulo. Depois ele senta-se na cama e coça-se por um quarto de hora, a considerar com o maior nojo a perspectiva de mais um dia de trabalho; feito o quê, escova furiosamente os dentes e toma a sua divina chuveirada.

Ah, essa chuveirada! Pode-se dizer que constitui um ritual sagrado no seu cotidiano e faz do carioca um dos seres mais limpos da criação. Praticada de comum com uma quantidade de sabão suficiente para apagar uma mancha mongólica, tremendos pigarreios, palavrões homéricos, trechos de samba e abundante perda de cabelo, essa chuveirada — instituição carioquíssima restitui-lhe a sua euforia típica e inexplicável: pois poucos cidadãos poderão ser mais marretados pela cidade a que ama acima de tudo. Em seguida, metido em sua beca de estilo, que o torna reconhecível por um outro carioca em qualquer parte do mundo (não importa quão bom ou medíocre o alfaiate, de vez que se trata de uma misteriosa associação do homem com a roupa que o veste), penteia ele longamente o cabelo, com gomina, brilhantina ou o tônico mais em voga (pois tem sempre a cisma de que está ficando careca) e, integrado no metabolismo de sua cidade, vai a vida, seja para o trabalho, seja para a flanação em que tanto se compraz.»

 

'Estado da Guanabara', por Vinícius de Moraes

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Celtic Pride

Os "50 melhores momentos de Larry Bird", o homem de Indiana que se entregou a Boston e que nem no balneário terminava.
Pode-se impedir o coração de um campeão de bater ? Nunca.
Pode-se parar um lutador ? Pode-se tentar, mas ele vai querer a desforra.
Mais um documentário para a galeria.


quarta-feira, 6 de maio de 2015